“Dividir para governar”
Nos últimos tempos, a política imperialista dos Estados Unidos tem sido a principal responsável pelos crescentes desentendimentos entre potências asiáticas
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Zhao Lijian, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China | Foto: Reprodução.

Esta semana, a China entre os dias 1 e 5 de julho realizará treinamentos militares nas Ilhas de Paracel. Frente à notícia, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos prontamente criticou a ação chinesa, alegando imprudência por parte do País. Segundo nota lançada pela entidade:

Conduzir exercícios militares nos territórios disputados no Mar da China Meridional é contraproducente aos esforços feitos para arrefecer tensões e manter estabilidade.

Com isso, Zhao Lijian, porta-voz do Departamento de Informação do Ministério de Relações Exteriores da China, rebateu a acusação da potência imperialista:

Um país de fora da região realiza frequentemente grandes atividades militares para flexionar seus músculos, e essa é a razão fundamental que afeta a estabilidade no Mar da China Meridional, aparentemente se referindo ao Estados Unidos.

À luz dos fatos citados, o Vietnam e as Filipinas, críticos ferrenhos da ocupação chinesa sobre a região, também vociferaram suas denúncias. O que resultou, inclusive, na possibilidade de um processo contra o governo da China por parte dos vietnamitas. Ademais, o Ministro de Relações Exteriores do Vietnam afirmou que os acontecimentos podem machucar a relação de Pequim frente à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

O que mais chama atenção aos acontecimentos desta semana é a posição adotada pelos Estados Unidos em relação às decisões chinesas. Sua declaração parece ter sido tirada diretamente de um sitcom. Afinal de contas, que moral tem os Estados Unidos de criticar e supervisionar qualquer tipo de atitude – alegadamente – autoritária por parte de qualquer país? No fim, não passa de mais um exemplo descarado da demagogia imperialista em ação. Para entender a questão não é necessário ir longe no passado.

Relação China-Estados Unidos

Nos últimos anos e, notoriamente, nos últimos meses, surgiram alguns exemplos que caracterizam bem a política dos Estados Unidos quando se trata do gigante asiático. O fato é que os dois países estão em uma guerra comercial brutal, na qual ambos procuram garantir influência sobre o mercado global. Todavia, dentro dessa disputa, é indiscutível que as medidas tomadas pelo governo norte-americano são completamente desonestas e, acima de tudo, claras marcas do modus operandi do imperialismo.

Hong Kong

Desde março de 2019, ocorre, em Hong Kong, diversas manifestações que, supostamente, reivindicam os direitos de liberdade de expressão da população congolesa. Todavia, os laços que os principais representantes do movimento tem com diplomatas dos Estados Unidos, o apoio dos acontecimentos por parte de Trump e, além disso, a própria presença de bandeiras imperialistas nos atos demonstra a verdadeira motivação por trás da mobilização que ocorre na antiga colônia inglesa. Não podemos nos enganar: é uma manobra feita por parte do Imperialismo para destruir a soberania chinesa de dentro para fora e, finalmente, garantir o controle sobre o país.

Índia

No último mês, cresceram as tensões na fronteira entre a Índia e a China na região de Ladakh. A animosidade apresentada pelas tropas patrulheiras de ambos os lados resultou em um conflito não armado, com a morte de soldados dos dois países. Em seguida, os Estados Unidos rapidamente aplicaram a famosa política do “dividir para governar”, a fim de garantir que os países asiáticos não formem uma coligação poderosa o suficiente para pôr um fim na dominação das grandes potências sobre o cenário mundial. Mais uma vez, observa-se forte interferência por parte do governo de Trump nos assuntos relacionados à Ásia.

Finalmente, a China está completamente correta em sua análise de que o Estados Unidos é o principal elemento por desestabilizar as relações diplomáticas entre os países da região. Historicamente, tem sido responsável por destruir qualquer tipo de aliança proveniente dos povos asiáticos e, agora, demonstra exatamente a mesma política.

Entre impor sanções econômicas sobre países atrasados; invadir nações visando explorar seus recursos; e interferir na política internacional de forma árdua; fica evidente que a atuação dos Estados Unidos no cenário mundial tem somente um objetivo: garantir sua dominação imperialista sobre todo e qualquer país, possibilitando, finalmente, a manutenção do capitalismo e a exploração desenfreada sobre os trabalhadores. A dominação imperialista deve chegar ao fim e ser derrubada pelas mãos da classe operária de uma vez por todas. Caso contrário, é impossível prever quantas vidas serão tiradas pela pura ganância da burguesia mundial.

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