Imperialismo ataca Líbano
O número total de violações chegou a 374 por terra, 386 por mar durante 5 meses e 250 pelo ar somente em quatro meses.
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Netanyahu, primeiro-ministro de Israel. | Foto: P00L.

Segundo o primeiro-ministro do Líbano, Hassane Diab, somente em 2020, o Estado de Israel violou a soberania libanês mais de 1000 vezes, tanto terrestre, quanto aérea e marítima. Hassane afirmou que o número total de violações chegou a 374 por terra, 386 por mar durante 5 meses e 250 pelo ar somente em quatro meses.

Diab realizou tal denúncia durante uma reunião com os embaixadores dos cinco países permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) nesta quarta-feira, dia três de junho. O presidente do Líbano, Michel Aoun, também estava presente.

Em agosto de 2006, declarou-se fim ao conflito armado entre Israel e Líbano, a chamada Guerra de Julho. O término da guerra deu-se por meio da Resolução 1701 do CSNU, na qual consta a total desocupação do território libanês por parte do exército israelense. Ademais, o documento prevê a prorrogação da ocupação da chamada Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) no território libanês, que tem como finalidade guardar a fronteira ao sul do país.

Todavia, essa resolução vem sendo desrespeitada pelo governo de Tel Aviv desde sua criação. No ano passado, por exemplo, a soberania do país árabe foi violada 2551 vezes. Ademais, desde 2006, as Nações Unidas registraram dezenas de milhares de ataques israelitas contra o Líbano.

Por estar completamente à serviço da política imperialista dos Estados Unidos, não é de se espantar que o governo de Israel desrespeite constantemente a soberania da maioria dos países árabes. A Síria, por exemplo, tem sofrido com inúmeros ataques por parte das forças militares israelitas desde a criação do estado. Mais recentemente, foi alvo de inúmeros ataques com drones que, inclusive, utilizaram ilegalmente o território aéreo do Líbano como passagem. Ademais, o governo da Síria confiscou de mercenários, em maio, armamentos provenientes tanto dos Estados Unidos quanto de Israel. Sem contar nas inúmeras barbaridades cometidas contra o povo palestino na região.

Deve ficar claro o que Israel, de fato, é. Desde o começo, o território e o governo israelenses têm sido utilizados pelo imperialismo norte-americano para garantir controle da região. Não passa de um posto militar avançado que serve para assegurar que os Estados Unidos tenha controle político e militar sobre a região árabe. Ademais, é um meio de explorar os recursos naturais de região para serem usados pelas indústrias americanas. Sem contar na gigantesca quantidade de armas compradas pelo país, o que só movimenta, mais ainda, a indústria armamentista dos EUA.

No fim, o governo do Líbano tem total direito de combater qualquer tipo de avanço militar proveniente da administração de Netanyahou, primeiro-ministro de Israel. É aí que se mostra cada vez mais relevante a criação de milícias populares por parte da população libanesa. Além, é claro, da parceria que o governo de Michel Aoun tem com a organização Hezbollah.

Somente por meio da luta armada é que a população e a administração local conseguirão conter os avanços do imperialismo na região. Afinal de contas, a própria União Europeia não faz nada além de “manter” a paz. O fato é que o governo de Israel está salvo de toda e qualquer contraposição por parte da comunidade internacional, uma vez que possui todo o apoio que precisa por parte dos Estados Unidos. Por esse motivo, é dever da população libanesa se unir e colocar um basta nisso, se aliando aos cidadãos tanto da Síria quanto do Irã. A população árabe é a única capaz de solucionar essa crise que há tanto assola a região.

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