Buchas de canhão do imperialismo não conseguiram invadir a Venezuela: Maduro precisa manter a proteção das fronteiras

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Esse sábado foi o dia de maior tensão na Venezuela e na América Latina em muitos anos. O capachos Jair Bolsonaro e Iván Duque (Colômbia) tentaram seguir as ordens do imperialismo para usarem seus exércitos como bucha de canhão em uma invasão da Venezuela, mas fracassaram.

Desde a manhã, os direitistas colombianos (em conjunto com a extrema-direita golpista venezuelana) fizeram provocações e ataques na fronteira com a Venezuela. Primeiro, um grupo de infiltrados tomou dois caminhões da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), na parte venezuelana da fronteira, e atropelou o cordão de segurança montado pelos venezuelanos, deixando feridos.

Depois, a partir do lado colombiano uma jornalista da Telesur foi agredida e, na sequência, um funcionária da Organização dos Estados Americanos (OEA) fez provocações e intimidações.

Já na parte da tarde, na Ponte Internacional Simón Bolívar a direita colombiana e venezuelana ateou fogo em um dos caminhões com suposta “ajuda humanitária”, do lado colombiano da fronteira. As acusações da propaganda imperialista foram em direção à GNB, mas basta ver a imagens para perceber que os guardas venezuelanos estavam longe do local do incidente, permanecendo em suas posições protegendo a fronteira.

Do outro lado, na fronteira entre Venezuela e Brasil, duas camionetes eram esperadas pelos golpistas para entrarem ilegalmente em território venezuelano (uma vez que o governo legítimo de Maduro havia fechado a fronteira). A direita venezuelana e brasileira levou alguns mercenários para criar confusão, mas não conseguiram adentrar a parte venezuelana.

Diante disso, realizaram provocações e ataques às forças venezuelanas, atirando paus e pedras e queimando um posto de comando militar e um caminhão do lado venezuelano. Próximo à fronteira também, o povo chavista repeliu as ofensivas de lesa-pátria da extrema-direita, ao impedi-los de organizar um ato maior de ataque.

A GNB reagiu aos ataques da extrema-direita na fronteira atirando pedras de volta e depois com gás lacrimogêneo, cujas algumas das cápsulas teriam caído em território brasileiro, segundo as autoridades golpistas brasileiras.

Entretanto, apesar da tensão, a situação, em nenhum dos polos fronteiriços da Venezuela, evoluiu para um enfrentamento que pudesse causar um conflito militar. Isso ocorreu tanto graças à mobilização das forças militares venezuelanas para protegerem a soberania do país como, principalmente, pela grande mobilização popular.

Na fronteira com a Colômbia, houve uma aglomeração do povo chavista, somando-se à GNB, para impedir qualquer tentativa de invasão. Por todo o país houve manifestações de rua contra a intervenção estrangeira e em apoio ao governo. Em Caracas, um grande marcha terminou em um comício em que Maduro fez um inflamado discurso contra a direita e o imperialismo. O povo pediu a prisão de Juan Guaidó, a marionete do imperialismo que se autoproclamou presidente da Venezuela, não sendo reconhecido por nenhuma autoridade e muito menos pelo povo.

Aí reside a chave para derrotar a direita golpista e o perigo de uma invasão do imperialismo: Maduro deve atender às exigências do povo venezuelano e punir os conspiradores, que atuam pública e livremente contra os interesses nacionais da Venezuela.

Juan Guaidó, vendo que seus planos fracassaram, declarou que o imperialismo deve invadir a Venezuela, afirmando que deve utilizar todas as opções possíveis. Trata-se de um crime de lesa-pátria, um pedido de massacre contra o povo venezuelano.

Os venezuelanos devem aproveitar a derrota parcial do imperialismo e da direita golpista, que fracassaram em invadir o país nesse sábado, para iniciar um contra-ataque que mine as forças da direita. É preciso prender os inimigos do povo (a extrema-direita), tomar os meios de comunicação que pedem durante 24h a invasão do país, confiscar os capitalistas que boicotam a economia venezuelana. As milícias bolivarianas e demais coletivos populares devem utilizar suas armas para proteger todas as fronteiras, em aliança com a Força Armada preenchida por membros da classe trabalhadora, manter a vigilância permanente e agir com rigor contra todas as sabotagens da extrema-direita fascista.

As ações do imperialismo e seus capachos irão continuar nas fronteiras, isso é dito publicamente. Contra isso, o governo e o povo venezuelanos não devem conciliar e não devem fazer a mínima concessão aos inimigos externos ou internos. É preciso colocar para fora todas as forças pró-imperialistas que atuam contra a Venezuela, defender a soberania do país contra a opressão imperialista.