Ataque a classe trabalhadora
Desta vez, o presidente golpista vetou mais um Projeto de Lei (PL/2508/2020) que beneficiaria os trabalhadores, principalmente as mulheres, na questão do auxílio emergencial
Rio Largo, 07 de março de 2016
Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), presta homenagem ao dia Internacional da Mulher, com as moradoras Pricila e Jocelina, do Conjunto Residencial Jarbas Oiticica, em Rio Largo. Alagoas - Brasil.
Foto: Ailton Cruz
Bolsonaro veta projeto que beneficiaria as mulheres chefe de família | Foto: Ailton Cruz

Os ataques do presidente golpista Jair Bolsonaro para com os trabalhadores continuam a todo vapor, aliás, essa é a única coisa que funciona plenamente em seu governo, uma verdadeira máquina de precarização da vida da população mais pobre. Desta vez, o presidente vetou mais um Projeto de Lei (PL/2508/2020) que beneficiaria os trabalhadores, principalmente as mulheres.

O projeto em questão priorizava o pagamento do Auxílio Emergencial em cota dupla (R$1.200) às mães que são chefes de família quando houvesse conflitos de informações nos dados cadastrais apresentados pelas mulheres e seus ex-parceiros. Além disso, o projeto estendia a pais solteiros a possibilidade do recebimento de duas cotas do benefício em três prestações. Como todo o projeto foi vetado, vale destacar outros pontos importantes como o pagamento retroativo ao chefe de família que teve problemas com o recebimento do benefício pelo conflito de informações sobre filhos de guarda em comum. O projeto foi elaborado pensando justamente na situação de várias famílias e mães que estão tendo problemas em receber o benefício, pois o CPF dos filhos estão sendo utilizados por ex-parceiros que não moram mais com a criança ou em fraudes, o que impede as mulheres de receberem o auxílio pelo conflito de informações quando solicitado. O veto de Bolsonaro é mais uma forma de dificultar o acesso ao auxílio pelos trabalhadores que mais precisam e estão sendo os mais prejudicados na pandemia, que são os trabalhadores que chefiam sozinhos os seus lares.

O auxílio emergencial sempre foi na verdade uma pedra no sapato de Bolsonaro e seu governo liberal, afinal investir na sobrevivência dos trabalhadores é visto como gasto, não investimento. O valor sempre foi abaixo daquilo que realmente supriria as necessidades dos trabalhadores, mesmo com o pagamento da cota dupla, ainda mais em uma crise econômica tão aguda e sem previsão de quanto tempo irá durar e quais serão as suas consequências reais. Além do valor, os trabalhadores passaram por dificuldades para conseguir receber o benefício desde o princípio, enfrentando filas, aplicativos que não funcionam, cadastros em que se alegaram inconclusivos e até hoje estão em processo de contestação, além dos mais de três milhões de brasileiros que não conseguiram receber os míseros R$600. Ao mesmo tempo em que o governo usa demagogicamente o auxílio como a salvação dos trabalhadores e como se o governo estivesse realmente interessado nos problemas da classe operária, o mesmo cria vários empecilhos para que as pessoas não consigam receber aquilo que teriam por direito, além de vetar outros pontos importantes de um mesmo projeto que poderiam beneficiar os trabalhadores.

Com todos esses ataques, o governo ainda quer acabar com aquilo que mal consegue distribuir a população, sem previsão de prorrogação do auxílio e muito menos ampliá-lo para mais trabalhadores que precisam além de substituir vários outros benefícios incluindo o auxílio pela “Renda Brasil”, mais uma retirada de direitos dos trabalhadores camuflada de “assistencialismo”.

O governo Bolsonaro se mostra a cada dia mais inimigo dos trabalhadores, retirando direitos e restringindo aqueles que já existem, enquanto a classe trabalhadora precisa enfrentar a fome, o desemprego recorde, entre outras mazelas causadas pela crise criada pela burguesia. O governo golpista trabalha para que os trabalhadores paguem por essa crise e por isso a necessidade de combatê-lo através da organização popular e sua mobilização.

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