Política dos golpistas
Em desespero diante da falência do regime, patrões radicalizam ataques contra os trabalhadores, promovendo demissões em massa
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A realidade do trabalhador no Brasil | Foto: Reprodução

Na quarta (27), os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados pelo Ministério da Economia, do golpista Paulo Guedes.

Segundo eles, em março, o saldo ficou negativo em setores como Agricultura (-4.999), Indústria Geral (-195.968), Construção (-66.942), Comércio (-230.209) e Serviços (-362.378). Entre janeiro e abril, a Agricultura teve saldo positivo de 10.032. Os outros setores que ficaram no negativo foram: Construção Civil (-21.837), Comércio (-342.748), Serviços (-280.716) e Indústria (-127.886).

Ainda de acordo com o estudo, em abril houve queda do emprego formal em todas as regiões e todos os Estados do país. Do total de 860.503 postos fechados no país, 450.707 foram no Sudeste; 202.805 no Sul; 126.834 no Nordeste; 27.069 no Norte e 53.057 no Centro-Oeste. São Paulo lidera as demissões, com 260.902 postos.

Apesar de assustador, este número ainda está muito longe da realidade. Isso porque ele conta apenas as demissões de trabalhadores formais, que não são a maioria. As demissões de trabalhadores informais, que é muito maior, não está nesta estatística.

É preciso lembrar que a grande indústria, dos capitalistas com maior poder de pressão sobre o governo, seguiu funcionando sem quase nenhum alarde, como é o caso da categoria dos Frios. Enquanto isso, o comércio e a pequena indústria, em geral os empregadores dos trabalhadores informais, foi quem sofreu o maio impacto com o moderado isolamento praticado pelos governos.

Isso também ocorre porque os governos golpistas de plantão, destacadamente o caso de Bolsonaro e dos governadores como Doria e Witzel, possuem um programa político que defende a precarização das condições de trabalho. Logo, as demissões, o corte de direitos, o descumprimento de medidas de segurança, o ataque aos sindicatos, são parte inerente destes governos, com ou sem pandemia.

O problema, neste caso, é que a pandemia do coronavírus acentua ainda mais a já enorme crise capitalista, fazendo com que a burguesia entre em desespero e adote medidas mais radicais, do até então, para manter seus lucros e sua dominação.

No entanto, essa política dos golpistas de demissões em massa, somada aos quase 20 milhões de desempregados neste momento no país, mantém o regime político sob uma situação explosiva, que será definida através da mobilização dos setores em disputa, de um lado os trabalhadores, de outro os patrões.

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