Ocupar a ruas
Plenária das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, decidiu – no final de maio – por um ato nacional virtual e, “sendo possível” atos nas capitais. É mais do possível. É urgente!
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Ato TSE B
Ato da Esquerda no TSE, em Brasília, pedindo cassação da chapa Bolsonaro-Mourão | Foto DCO/Neuder Bastos

Participamos no final de maio, representando o  Partido da Causa Operária (PCO), da primeira Plenária Nacional Fora Bolsonaro, realizada de forma conjunta pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, com mais de  300 entidades. Destacamos então que o encontro mostrava uma evolução à esquerda, o que foi sinalizado – principalmente – no fato de que as Frentes marcaram um Ato Nacional em 13/6, dando um passo no sentido da superação da dispersão no interior da esquerda, aprofundada em todo o período inicial da pandemia.

O principal motivo da dispersão foi, sem dúvida, o fato de que a maioria da direção da esquerda acompanharam a orientação reacionária da direita golpista, inimiga dos interesses, da organização e da mobilização dos explorados, que pregavam aos quatro cantos que durante a pandemia atual não se deveria realizar protestos ou manifestações e que ao povo trabalhador cabia apenas trabalhar e não protestar e “ficar em casa”esperando que os governos da direita resolvessem a situação.

Isso quando o regime golpista de conjunto, do seu presidente ilegítimo, Jair Bolsonaro, à maioria dos governos municipais, passando pelos governadores da direita, e com enorme apoio da imprensa golpista e demais instituições do regime, têm como preocupação fundamental e quase exclusiva “socorrer” os bancos e grandes monopólios capitalistas, enquanto deixam dezenas ou centenas de milhares de pessoas morrerem, como vítima da pandemia, da fome, do desemprego e da miséria. E, como sempre, defender os interesses de suas máfias políticas, entre outras, tirando proveito da desgraça do povo para fazer campanha eleitoral e ainda desviar recursos que faltam para a população.

Enquanto a direita organizou a matança, sem testes em massa (o Brasil é um dos que menos testa no mundo!), sem equipamentos, sem UTI’`, sem nada… a maioria da esquerda rejeitava qualquer possibilidade de mobilização real e se limitava a repetir a pregação da direita “fique em casa” destinada a setores da classe média e alguns setores que podiam se resguardar em casa, enquanto milhões continuavam trabalhando, aglomerados em bairros populares, nos transportes lotados etc.

A orientação política dessa esquerda burguesa e pequeno burguesa levou a que milhares de sindicatos e outras entidades populares fechassem totalmente suas portas, justamente no momento em que os trabalhadores eram duramente atacados, com milhões de demissões, rebaixamento e “congelamento” dos salários, falta de equipamentos de proteção e, consequente, contaminação em massa etc. Enquanto a classe operária e demais setores sofria e sofre duramente as consequências da crise da política da direita, enquanto a esquerda se limitava a lives, e “ações” junto às instituições do regime, como o Ministério Público, o Judiciário e o Congresso Nacional, sem qualquer resultado real para os trabalhadores.

A Plenária expõe essa confusão política e a tentativa de setores conservadores da esquerda (como o PCdoB e o PSOL, de Boulos) de se manterem na mesma posição e até mesmo empurrar as Frentes para uma política ainda mais reacionária, de maior unidade com setores golpistas na frente ampla. No entanto, pressionada pelos acontecimentos e pela intervenção de vários setores da eqüeva, dentre eles o PCO, chegou-se a um importante acordo de realizar um Ato Nacional vitral no dia 13 e ao mesmo tempo – conforme anunciado no relatório anunciado no final da reunião – realizar atos de rua, onde isso for possível.

Nos dias seguintes, as duas situações evoluíram, em um certo sentido.

Os defensores da frente ampla (Boulos, PSOL, PCdoB etc.), se apressaram em assinar um Manifesto com setores da direita (FHC, Globo etc.) em que propõe a “unidade da esquerda e da direita”, para defender “a ordem”, “a economia” etc. e não mencionam nenhuma palavra contra Bolsonaro, sequer defende o impeachment, constituindo-se em um verdadeiro manifesto “fica Bolsonaro” , em favor da politica de setores da direita que, desde o começo do governo, procuram “controlar” Bolsonaro, em ma situação de crescente divisão no interior da própria burguesia golpista.

Por outro lado e, de forma decisiva, ganhou enorme corpo em todo o País, uma ampla mobilização que tinha caráter embrionário em atos regionais, como os que realizamos com outros setores da esquerda em Brasília, colocando a direita pra correr, os protestos de diversas categorias, dos familiares de presos. Como resultado da situação macabra e de uma intensa luta política ganharam as ruas setores das torcidas de futebol, junto com ativistas populares, da juventude, dos Comitês de Luta, dos Conselhos Populares. No último fim de semana, quase 50 atos foram realizados em todo o País, levando às ruas mais de 10 mil pessoas. Não por acaso, o maior deles ocorreu em Brasília, resultado do acumulo das iniciativas anteriores.

Apesar da clara sabotagem dos setores aliados de FHC e da Globo, que dividiram dividiram o ato de São Paulo e – com prestimosa ajuda da imprensa burguesa – convocaram manifestantes para o distante Largo da Batata, para não se atritar com a direita, realizou-se um combativo Ato na Avenida Paulista com centenas de companheiros. Enfim por todo o País mostrou-se que estão colocadas, amplamente as possibilidades de uma ampla mobilização.

É preciso que as importantes organizações que estiveram à frente da luta contra o golpe, como a Frente Brasil Popular, e no seu  interior, a CUT, a Central de Movimentos Populares e o Partido dos Trabalhadores, entre outros, se juntem à essas iniciativas, ocupem as ruas junto com o PCO, as torcidas etc., evitando que “aventureiros” dispostos a capitular para a direita e até mesmo adotarem sua política procurem conduzir os protestos em outra direção que não seja a luta pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas e em defesa das reividindicações dos trabalhadores, dos negros, das mulheres e da juventude e demais explorados diante da crise, o que significa um movimento de luta contra todos os golpistas e não em acordo com um setor destes.

Dia 13, vamos todos às ruas!

 

 

 

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