Isolamento pra quem?
Desde o início da pandemia setores de classe média se viram bombardeados com a campanha inócua do “fique em casa”; mas isolamento parcial está longe de ser isolamento social
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A classe operária continua exposta ao vírus - fot de arquivo |

Desde o começo da pandemia do Covid-19, a população, e principalmente os setores de classe média, foram bombardeados por uma campanha desesperada e inócua: “ficar em casa”. A campanha contemplava a recomendação secundária da OMS (Organização Mundial de Saúde) de que o isolamento social iria isolar o vírus.  

Essa não era a intenção da burguesia que fazia essa propaganda, que, junto com a classe-média, deixou também a esquerda pequeno-burguesa em estado de histeria total. Até porque “testar, testar, testar e isolar os doentes” era a medida preventiva até então de combate ao coronavírus. Mas esses testes custavam mais dinheiro do que deixar a população parcialmente em cárcere. 

A classe operária nunca entrou na conta da suposta “quarentena” da burguesia. Afinal, se a classe operária parasse, o lucro despencaria. Esse isolamento não isolou a classe operária, os mais pobres, isto é, as pessoas majoritariamente mais esmagas pela crise, não só do Coronavírus, mas toda a conturbada situação dos grandes capitalistas que se estende desde 2008 e que estoura agora com uma pandemia que afeta todo o globo terrestre. Que agora serve de pretexto para lançar o mais duro ataque à classe operária mundial. 

É evidente para qualquer ouvido atento que a receita de “ficar em casa” com um sistema de saúde totalmente destruído não passava de uma balela. E os testes? Os leitos? Os hospitais de campanha? O salário? A renda? A comida? A quarentena não responde a nada disso. E outra: que parede mágica existe na casa das pessoas que o vírus não pode chegar, sendo que tudo que está dentro dela vem de algum modo de fora? Todos sabem que uma simples gripe pode infectar todo um bairro em questão de dias, o que não dizer de um vírus que pouco sabemos a respeito, exceto que é nocivo.  

Em suma, sem um sistema de saúde eficaz, o isolamento social não passa nem próximo de ser “recomendação médica”, ou até “ciência”, mas apenas uma campanha histriônica.  Só na cidade de São Paulo, por exemplo, o número de pessoas que morreram dentro de casa passou de 6 casos, no dia 23 de abril, para 13 casos no domingo, 3 de maio. Mais que dobrou, pois chegou à marca de 24 mortos por dia em 29 de abril.   

Isto é, mesmo as pessoas que têm condições de fazer o isolamento, estão extremamente vulneráveis. Sem testes para isolar os doentes em hospitais e leitos para tratar os em fase mais avançada, boa parte das pessoas nesse isolamento parcial vai ser varrida juntamente com a classe operária. Morrer em casa só vai reduzir o tamanho do colapso do sistema de saúde, e fazer com que os governadores posterguem a enorme convulsão que está por vir.

É necessário denunciar a farsa e se mobilizar agora e barrar o genocídio da população! 

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