Tomar as ruas!
Plenária da Frente expressa a tendência à mobilização presente na população, mas que é limitada pela orientação capituladora de setores da esquerda
cartaz fora bolsonaro
Mulher segurando cartaz com os dizeres "Fora Bolsonaro" | Foto: Diário Causa Operária

Plenária virtual da Frente Brasil popular realizada nesta última quarta-feira apontou a mobilização, como o caminho para derrubar o presidente ilegítimo, eleito pela fraude e pelo golpe, Jair Bolsonaro.

Contando com cerca de 300 participantes de todos os estados do País representado dezenas de entidades e partidos políticos, entre eles o Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo e o Partido da Causa Operária, a plenária foi um importante balizador da tendência à mobilização nacional pelo Fora Bolsonaro.

Todas as intervenções, sem exceção, posicionaram-se favoráveis à campanha pelo fora Bolsonaro, o que aponta justamente a tendência à mobilização geral e que se ainda há dúvidas, vacilações, isso se deve a uma orientação capituladora de setores da esquerda.

Uma visão que representa um fator de confusão e, portanto leva à vacilação de setores que compõem a Frente Brasil Popular foi expressa por Guilherme Boulos, dirigente do PSOL e do MTST. Boulos é o defensor dentro da frente da política de frente ampla, no caso em questão, expresso na unidade entre a esquerda e a direita em torno da defesa do Fora Bolsonaro. Em outras palavras, significa que setores da direita golpista, que promoveram o impeachment de Dilma, perseguiram, prenderam e depois baniram Lula das eleições, para permitir o avanço do golpe com a vitória de um candidato golpista, no caso Bolsonaro, estariam agora voltados contra sua cria. 

A fim de corroborar com sua tese, usou como exemplo a frente ampla formada em torno da campanha por “Diretas Já”, em 1983/1984. O exemplo de fato é válido, mas para demonstrar o contrário. A direita se juntou com a esquerda não para impulsionar a campanha, mas para derrotá-la e garantir a “transição democrática”, sob o mesmo regime político que havia sustentado a ditadura.

Um segundo aspecto que expressa as vacilações é a política de isolamento social defendida por amplos setores da esquerda. Como mobilizar se a esquerda está confinada? Diversos atos e manifestações ocorridas nas últimas semanas demonstram que esse dique de contenção está sendo quebrado, particularmente diante da realidade de que a política da burguesia e portanto dos seus políticos, está unificada em torno da volta ao funcionamento normal da economia. O que deixa mais do que evidente, que a política de “defesa da vida” só pode ser efetivada caso o povo esteja mobilizado para impor pela força as suas reivindicações.

Mesmo diante das limitações, diversas intervenções foram no sentido da luta pelo fora Bolsonaro, com independência de classe, a começar pela realização de um ato nacional virtual no próximo dia 13 de junho, mas com propostas que seja feito, também, presencial. Em sua intervenção, o PCO apresentou as propostas abaixo elencadas e em seguida enviou por escrito à coordenação. 

1) Problema da mobilização: não se vai parar o massacre com medidas nas instituições do regime e apenas com atos na internet;

2) Mobilizações diversas estão mostrando que é possível sair às ruas de formas organizada, com devidas medidas de proteção (“Se podemos trabalhar, podemos protestar”);

3) Buscar uma Frente de luta das organizações operárias e populares com objetivos concretos: levantar um programa diante das necessidade imediatas como a luta pelo atendimento de saúde, contra o desemprego etc. não apoiar a repressão da direita, como lockdown etc;

4) Defesa de uma Plenária Nacional para tirar um programa próprio, presencial (limitada) e virtual 

5) atos em todo o País e ato geral, com as devidas medidas de precaução;

6) Golpe militar é uma ameaça real, que só pode ser parado por meio da mobilização.

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