Polêmica
O PCdoB defende uma aliança “Rodrigo Maia, o Dória, o Moro, o Witzel, a Globo, o Luciano Huck” e muitos outros que apoiaram o golpe.
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pcdob | arquivo

A maior parte da esquerda parlamentar tem aderido aos “movimentos” supartidários, que traz como linha mestra a defesa da “democracia” abstratamente com assinaturas de políticos e personalidades que ajudaram a desmontar a limitada democracia existente, pois apoiaram o golpe de 2016 e ajudaram na eleição fraudulenta de Bolsonaro em 2018.

O PCdoB se destaca junto com a direita do PT na defesa da colaboração de classe em nome da “unidade” contra Bolsonaro. No portal Vermelho, o artigo #Somos70porcento. Sim, e daí?! Apresenta uma defesa enfática da aliança com a direita golpista, e demostra inclusive uma certa irritação pelo aumento da rejeição na esquerda da política traidora de frente ampla.

Diante do aumento da crise política com a intensificação da polarização, as forças políticas da burguesia colocaram em marcha com ainda maior ardor a empreitada da frente ampla. Pretende-se com essa operação fraudulenta o resgate dos partidos e personalidades tradicionais da direita, além de ambicionar colocar a esquerda e as organizações dos trabalhadores a reboque da direita golpista. Os manifestos e campanhas pregando a “unidade entre direita e esquerda” se proliferam na mesma proporção exponencial que o vírus do coronavírus.

Para que essa fraude política tenha o mínimo de credibilidade é preciso que partidos ou mesmo políticos reconhecidos como de esquerda participem dessa operação. Por isso, não é por acaso, que os parlamentares do PCdoB e o governador Flávio Dino, também do PCdoB estão encabeçando qualquer lista de frente ampla.

“ #somos 70 porcento” é uma jogada de “oportunistas de toda sorte”.

De maneira imediata o objetivo da campanha “ #somos 70 porcento” idealizada pelo economista ex-bolsonarista Eduardo Moreira e o manifesto “Estamos Juntos” é reforçar a frente ampla de pretensa unidade da esquerda e da direita em “ oposição” à Bolsonaro.

Nem mesmo o “ Fora Bolsonaro” é apresentado como ponto de unidade, sendo que a almejada “unidade” visa nitidamente enfraquecer a liderança do PT e reciclar políticos golpistas. A participação de Ciro Gomes, político burguês, que faz permanente campanha contra o “ hegemonismo” do PT e contra Lula indica que esses manifestos são no fundo uma tentativa de roubar o eleitorado do PT.

O alerta do ex-presidente Lula para o teor dessas articulações, e a recusa em assinar um cheque em branco para “ movimentos” dirigidos e fomentados por políticos que apoiaram a derrubada de Dilma e que inclusive apoiaram a prisão do próprio Lula jogou concretamente um banho de água fria nas pretensões dos preponentes da frente ampla.

Dessa forma, uma avalanche de declarações de políticos e ativistas da esquerda negando a participação nesses manifestos e campanhas “ unitárias”, como lideranças da CUT, o escritor Fernando Morais, o editor da TV 247 Leonardo Atuchi, Chico Buarque, etc. Inclusive o deputado federal Gleuber Braga foi obrigado pelos seus seguidores ( 3.656 consultados) a ter que retirar sua assinatura do manifesto “ Estamos juntos”.

Neste contexto, o PCdoB teve que sair em socorro dos manifestos da “ frente ampla”, como se diz passou o pano para burguesia golpista.

No texto #Somos70porcento. Sim, e daí?!, de Edison Silva no portão vermelho procura justificar a assinatura de “ comunistas” e militantes da esquerda em documentos que não trazem nenhuma pauta dos trabalhadores e somente uma pálida defesa da “ democracia”, e mais que isso vem associada com assinaturas de apoiadores do golpe.

“Nestes 70% estão o Lula, o Ciro, o Flávio Dino, a Marina Silva, o Boulos, o Molon. Difícil, do centro pra esquerda, né? Pois coloque também o Rodrigo Maia, o Dória, o Moro, o Witzel, a Globo, o Luciano Huck, a OAB, CNBB, ABI, até o Datena, agora. Só pra ficar mais amplo e representativo, e difícil, coloca também a Anitta e o Felipe Neto, e, literalmente, as torcidas do Corinthians e do Flamengo. É disso que se trata.”( https://vermelho.org.br/coluna/somos70porcento-sim-e-dai)

O PCdoB defende uma aliança “Rodrigo Maia, o Dória, o Moro, o Witzel, a Globo, o Luciano Huck” e muitos outros que apoiaram o golpe. Na verdade a frente ampla já está em marcha, exemplos não faltam como o convite para os golpistas participarem no 1 de maio, e a campanha supostamente em “ defesa da vida” que fechou os sindicatos e deixou a esquerda a reboque dos governadores de direita que defenderam um isolamento social seletivo, mas no fundamental tem a mesma política que Bolsonaro.

“Que nossas lideranças maiores percebam isso e construam as condições para ações concretas e unificadas contra a insanidade que toma conta do país. Por uma Frente Ampla pela Democracia e em Defesa da Vida.”(idem)

O articulista do Vermelho defende a “Frente Ampla pela Democracia e em Defesa da Vida”. Mas com quem?

“Há golpistas arrependidos, há antipetistas, petistas, ciristas e anticiristas, antiesquerdistas, esquerdistas, anarquistas, isentões arrependidos, liberais e neoliberais, há oportunistas de toda sorte. Mas esta é a variada matéria prima dos 70%.”(idem)

A “variada matéria prima dos 70%” é um eufemismo para esconder que os “ movimentos” pela frente ampla representam uma tentativa de reciclagem dos “ golpistas arrependidos”, dos “antipetistas” e “antiesquerdistas” “liberais e neoliberais” e “oportunistas de toda sorte”. Por isso, a recusa de Lula em participar dessa verdadeira patifaria política deve ser seguida pelo conjunto da esquerda que lutou contra o golpe, e não está disposta a servir de escada para “oportunistas de toda sorte”.

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