Movimento Estudantil
Ato público em defesa do SUS marca o início da mobilização do movimento estudantil no DF. Precisamos nos organizar e mobilizar nas ruas pelos interesses dos estudantes!
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Foto que retrata uma variedade de coletivos e organizações da juventude na saída do ato. | Foto: Comitê de Luta Estudantil do DF

Recentemente, como abordado antes, o fascista Bolsonaro fez inúmeros ataques ao SUS (Sistema Único de Saúde). Um deles foi o decreto 10.530/20 também assinado pelo Ministério da Economia do “Garoto de Chicago” Paulo Guedes. Em suma, ele permite a privatização das unidades de primeiro atendimento, ou seja, as UBS (Unidades Básicas de Saúde). Foi justamente após esse ataque que no último sábado um ato público de composição inusitada aconteceu nas ruas do Distrito Federal em meio à acirramentos políticos. O ato de estudantes e também de ambulantes na Esplanada dos Ministérios não é difícil de explicar.

Os estudantes do DF vem desde o início da pandemia em uma luta intensa pela greve contra o EAD e a volta às aulas presenciais, contra a intervenção bolsonarista e da direita nas escolas e pela revitalização do movimento estudantil, o que incluí mobilizar os estudantes nas ruas. A vanguarda desse movimento é a AJR, Aliança da Juventude Revolucionária, que propõe a criação de Comitês de Luta Estudantil pela Greve e pelo Fora Bolsonaro. Por outro lado, os pequenos comerciantes, que tem na rodoviária do Plano Piloto o seu lugar de trabalho e estão já a três meses em um enfrentamento ferrenho contra a sede fascista da Polícia Militar instalada na rodoviária. O objetivo dessa base militar é clara. Desocupar e privatizar o lugar colocando-o na mão de grandes capitalistas que, como a PM, também exercem violência contra os vendedores de rua.

Os atos, que tiveram por volta de 70 pessoas, marcaram a saída às ruas de diversos coletivos da juventude e organizações estudantis, como por exemplo a UJR, juventude a UP, a UJC, juventude do PCB, a UJS, a juventude do PCdoB, e o Subverta, do PSOL, além da AJR, coletivo da juventude do Partido da Causa Operária, que sempre esteve nas ruas. Também participaram o SIGA-FOB, Sindicato Geral Autônomo da Federação das Organizações Sindicalistas Revolucionárias do Brasil, e os ambulantes que ocupam a rodoviária do Plano Piloto.

Nesse sentido, a participação majoritária da juventude mostra o papel importante de vanguarda política que cabe à ela. Pois, como parcela mais ativa e disposta às ideias e ações revolucionárias, os jovens compõem uma importante arma na mobilização e no crescimento dos movimentos populares e também dos partidos políticos, em especial de partidos revolucionários, como o PCO. Os militantes da juventude são aqueles com a postura política mais ofensiva e que podem fazer a diferença no momento de polarização e acirramento político.

As palavras de ordem em relação à Saúde tem como foco a manutenção do SUS enquanto órgão público e sua independência dos grandes capitalistas e pelo Fora Bolsonaro, inimigo da Saúde e de toda população, em especial o povo pobre. A Saúde dividiu a pauta com a defesa dos trabalhadores de rua do comércio ambulante que também pediram pelo fim da Polícia Militar repressora e assassina. Isso mostra a enorme radicalização política e a reação popular aos ataques da direita e dos grandes capitalistas. Outro fato interessante, e que já foi apontado inúmeras vezes, é o Fora Bolsonaro como palavra de ordem unificadora das reivindicações populares.

O ato foi dado nas ruas de forma muito combativa e sem perfumarias pequeno burguesas típicas dos atos da esquerda. Ressaltar esse fato é apoiar o desenvolvimento de um movimento combativo da juventude e dos trabalhadores e que não se prende às ideias da luta “simbólica” da esquerda eleitoral. Nossa luta será nas ruas e em defesa de um programa revolucionário e de lutas!

Como expressão do compromisso pela continuidade da luta nas ruas foi lançado um calendário de lutas. No calendário constam atos no dia 11/11, quarta-feira às 15:30, o ato será uma assembléia popular pelo direito à cidade, que acontecerá em frente ao Conjunto e no dia 12/11, quinta-feira às 9:30, o ato será em defesa da CEB (Companhia Energética de Brasília), empresa privatizada pelo Governo do Distrito Federal, em frente ao Buriti.

A juventude precisa retomar sua organização e convocar também a realização de amplas mobilizações pelos interesses dos jovens, interesses esses que estão sendo contrariados todos os dias e em todo país. Precisamos ir às ruas contra a militarização das escolas, contra a política de precarização e de privatização que o Ensino à Distância representa, contra a volta às aulas presenciais, contra a intervenção bolsonarista e da direita em geral nas escolas e universidades, contra a precarização e venda da infraestrutura das universidades, contra a política de desemprego e desamparo para a juventude imposta pela direita, e mais importante, é preciso esclarecer que sem a retirada do fascista Bolsonaro e sem a luta pela Candidatura de Lula, não conseguiremos reverter a situação fragilizada da juventude nos dias de hoje! Fora Bolsonaro! Lula Candidato!

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