O país dos golpistas
Dados mostram o crescimento da exportação de produtos básicos em detrimento dos industrializados.
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Os embarques de automóveis, celulose, soja em grão e frango sustentaram o crescimento das exportações do Paraná em 2017. De janeiro a novembro, as vendas externas do Estado cresceram 20,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Paranaguá, 20/12/17. Fotos: Ivan Bueno/APPA
Foto: Ivan Bueno/APPA |

O projeto do governo Jair Bolsonaro de transformar o Brasil em uma colônia novamente está a todo o vapor. Na quinta-feira, 2, o Ministério da Economia divulgou os dados da exportação no ano de 2019 que mostram o crescimento da saída de produtos básicos em detrimento da exportação de manufaturados no país. No total, foram exportados produtos equivalentes a US$ 224,018 bilhões, sendo que mais da metade, US$ 118,180 bilhões (52,75%), correspondem a itens básicos – que não têm tecnologia envolvida ou acabamento, como minerais, frutas, grãos e carnes. A última vez que o Brasil exportou tantos produtos básicos foi há quarenta anos, na década de 1980.

Os dados do Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, mostram que, enquanto as exportações de itens básicos aumentaram, as vendas externas de produtos industrializados caíram cinco vezes mais (10,3%). As exportações de produtos manufaturados diminuíram 11,1% no ano passado e de semimanufaturados recuaram 8%.

Outro dado divulgado é referente ao superávit, que é quando as exportações superam as importações feitas pelo país. Em todo ano de 2019, a balança comercial brasileira teve o menor superávit em quatro anos. A imprensa burguesa justifica esse fato com a crise econômica mundial, a crise na Argentina e a guerra comercial entre EUA e China. De fato, esse cenário ajuda a explicar a situação econômica brasileira, mas o governo Bolsonaro – e seu antecessor, Michel Temer – tem papel importante nesse resultado, já que seu governo segue a cartilha dos golpistas que impõem uma política econômica entreguista, em prol dos monopólios imperialistas.

O projeto de retorno ao Brasil Colônia foi intensificado após o golpe de estado de 2016, quando o país foi colocado novamente na condição de subordinado aos países imperialistas. Para se ter uma ideia, só nesse ano, o IBGE contabilizou o fechamento de mais de 2 mil indústrias. Desde então, o país passou a sofrer com a política entreguista de Michel Temer e de Jair Bolsonaro que operam a destruição e entrega das empresas nacionais para o capital internacional. Exemplo disso é a venda da Empresa Brasileira de Aviação (Embraer) para a norte-americana, Boeing, a entrega do pré-sal a Chevron e Shell, a venda de parte da Eletrobrás e a ameaça de privatização da água. Além disso, a política oficial dos golpistas é facilitar a importação e promover o boicote da produção nacional, como no caso da produção de remédios e de fertilizantes.

É importante destacar o papel da Operação Lava Jato nesse cenário de destruição, já que ela foi fundamental na perseguição unilateral de empresas nacionais, como no caso da Odebrecht – sob o pretexto do combate à corrupção, atendendo aos interesses imperialistas de destruir importantes setores do parque industrial.

O governo de Jair Bolsonaro deve continuar o ataque à economia nacional, aprofundando o processo de desindustrialização e entrega do patrimônio brasileiro. Esse processo não apenas deve ser denunciado como combatido. Para isso, é necessário fortalecer a luta contra o golpe, contra Bolsonaro e todos os golpistas.

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