Fraude eleitoral
A suspensão do candidato do Partido Novo tem a finalidade de reeleger o governo do Bruno Covas
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Filipe Sabará e a vice Marina Helena na convenção do Partido Novo, que oficializou sua candidatura. | Reprodução

No dia 5 de setembro, Filipe Sabará foi oficializado candidato a prefeito de São Paulo pelo Partido Novo, em convenção realizada na Câmara Municipal . No último dia 23 de setembro, o Partido Novo comunicou a suspensão em caráter liminar dos direitos de filiado de Sabará. Em nota, o diretório nacional afirma que a decisão foi tomada pela Comissão de Ética Partidária (CEP), mas não esclarece os motivos. Por conta da medida, o partido determinou a paralisação temporária das ações de campanha à Prefeitura de São Paulo.

“Em função desta decisão, e devido a outras averiguações em andamento, o Diretório Nacional reforça a determinação da CEP de suspensão temporária de todas as ações de pré-campanha e de campanha em nome do candidato até que o assunto seja efetivamente julgado pela referida comissão”, diz o comunicado. Sabará afirmou estar sendo perseguido pelo ex-presidente do partido e por outros integrantes que discordam de suas posições políticas, e que irá recorrer.”Estou sendo perseguido pelo João Amoedo e por uma ala minoritária do Partido NOVO, pois ele não permite visões diferentes das dele dentro do partido. Por isso, estão arquitetando críticas infundadas para acabarem com a minha candidatura. Infiltrados do MBL [Movimento Brasil Livre] também estão nesse grupo de pessoas que estão tentando me derrubar”, respondeu o político.

O candidato que recentemente retificou sua declaração de bens à Justiça Eleitoral – passando de R$ 15 mil para R$ 5 milhões, é herdeiro do Grupo Sabará, gigante da indústria química voltada à fabricação de cosméticos, com faturamento superior a R$ 200 milhões em cada um dos últimos anos.

A análise que deve ser feita sobre a suspensão do candidato da direita a prefeitura de São Paulo é que ela representa a estratégia da direita de se manter no poder fortalecendo a candidatura do PSDB, ou seja, a suspensão do candidato do Partido Novo tem a finalidade de reeleger o governo do Bruno Covas. No fundo esses candidatos da direita servem como uma sublegenda do PSDB, disputando o jogo sujo para se unificar ao PSDB.

As eleições municipais de 2020 são uma verdadeira fraude eleitoral. Como denunciadas aqui no Diário da Causa Operária. Elas se organizam para servir e favorecer a direita, como também se observa na escolha de Celso Russomanno (Republicanos) como espantalho das eleições em SP, que aparece liderando a pesquisa Ibope de domingo (20) ao lado de Covas. A fantasia criada em torno da candidatura de Guilherme Boulos é parte desta jogada. Boulos não ganhará as eleições, serve apenas para sabotar o PT, visto como adversário da direita tradicional e como obstáculo para o estabelecimento da reorganização do centro. A eleições devem servir de palco para denunciar a fraude do próprio sistema eleitoral e denunciar o golpe em progresso. Fora Bolsonaro, fora Dória, fora Covas e todos os golpistas!

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