Tecnologia
Executivos da Amazon, Apple, Facebook e Google irão ao Congresso americano para justificar suas práticas
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Mark Zuckerberg | Foto: AFP/Archivos

Quatro das maiores empresas de tecnologia do mundo — Google, Amazon, Facebook e Apple — foram convocadas para depor ontem (29) em uma “audiência antimonopólio” no Congresso dos Estados Unidos. Como o próprio nome já diz, o objetivo da audiência seria investigar práticas dessas empresas que tivessem como objetivo assumir um controle quase que absoluto da economia. O evento é parte de uma investigação de 13 meses operada pelo subcomitê antitruste do Judiciário da Câmara.

A Google detém nada menos do que 90% do controle sobre as pesquisas realizadas na internet. Embora ainda esteja incerto quais seriam exatamente os motivos pelos quais a empresa será investigada nos Estados Unidos, a Google já enfrentou processos na Europa relacionadas a suas operações de compra e publicidade e também ao gerenciamento do Android, que é o sistema operacional móvel mais utilizado em todo o mundo. A Apple, por sua vez, está sendo investigada por causa de sua “App Store”, que cobra 30% das taxas de assinatura pela maioria dos serviços prestados por desenvolvedores terceirizados, um valor considerado desproporcional.

A Amazon, por sua vez, representa cerca de 40% das vendas de comércio eletrônico nos Estados Unidos. A empresa está sendo acusada de utilizar dados de fornecedores para desenvolver seus próprios produtos e competir com essas empresas. O Facebook, por fim, que conta com quase três bilhões de pessoas, juntamente com o Instagram e os serviços WhatsApp e Messenger, está sendo acusado de impedir a concorrência comprando concorrentes menores.

Não há qualquer dúvida de que essas empresas constituem verdadeiros monopólios. Nem que essas ações são apenas uma pequena parte dos inúmeros delitos cometidos pelos seus diretores. Essa, afinal, é a essência do capitalismo em sua fase imperialista: o mundo inteiro é controlado por gigantescos conglomerados monopolistas, que foram formados não pelo seu “mérito”, mas sim pela destruição da concorrência.

Contudo, não é possível levar a sério que o governo norte-americano ou Congresso norte-americano esteja verdadeiramente interessado em combater a ação monopolista dessas empresas. Foram esses monopólios que financiaram as eleições da maior parte dos legisladores norte-americanos e, no fim das contas, da mesma maneira que controlam uma parte da economia, controlam também o poder político nos Estados Unidos.

Os diretores das empresas não apresentam grande preocupação com as investigações. Em declarações recentes, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, elogiou a legislação norte-americana e pediu para que novas iniciativas supostamente antimonopolistas fossem tomadas:

“Nossa história não seria possível sem as leis americanas que incentivam a concorrência e a inovação. (…) É por isso que pedi um papel mais ativo para governos e reguladores além de regras atualizadas para a Internet. (…) Acreditamos nos valores —democracia, competição, inclusão e liberdade de expressão— sobre os quais a economia americana foi construída. (…) Acredito que seja importante manter os valores centrais de abertura e justiça que fizeram da economia digital da América uma força de empoderamento e oportunidade aqui e ao redor do mundo”.

Pelas próprias declarações de Zuckerberg, dono de um dos maiores monopólios do mundo, deixa claro que, se houver alguma mudança na legislação norte-americana, será para beneficiar ainda mais esses gigantescos conglomerados. Os monopólios, afinal, só podem existir devido à intervenção do Estado, ou seja, eles por essência são uma antítese da concorrência.

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