Exploração brutal
Os monopólios imperialistas lucram com a escravização de crianças na africa e no mundo
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Foto de Ecosdelfuturo |

A ONG norte-americana International Rights Advocates (IRAdvocates) entrou com uma ação na Justiça Federal dos Estados Unidos contra alguns dos maiores monopólios imperialistas: Tesla, Apple, Google, Dell e Microsoft. A acusação é de conivência com o trabalho análogo à escravidão, inclusive infantil, nas minas de cobalto do Congo, o mineral retirado do Congo, que fornece 60% do cobalto mundial, é utilizado pelos monopólios imperialistas para a produção de baterias de lítio. 

A ONG advoga em nome de 14 famílias que pedem indenização por morte ou mutilação de crianças devido às condições de trabalho nas minas, os requerente apresentaram a justiça fotos das crianças mutiladas ou desfigurada, seis delas morreram em um deslizamento de terra em túnel de uma mina. Segundo a ONG as crianças são obrigadas a trabalhar em condições totalmente insalubres, de alto risco e de maneira exaustiva por um ou dois dólares ao dia, ou seja, como escravos. 

Para termos uma ideia da dimensão, dados da Unicef de 2014, ainda não atualizados, revelaram que havia 40 mil crianças trabalhando em minas de cobalto no Congo. Assim como as crianças, e milhões de adultos no Congo, milhões e milhões de trabalhadores do mundo inteiro são ou estão em via de tornar-se verdadeiros escravos dos monopólios imperialistas, ainda que de maneira indireta. 

Algumas empresas que se prestaram a dar esclarecimento informaram genericamente que não compactuam com trabalho escravo e que seus fornecedores passam por controle e os que incorrerem nessas práticas serão retirados da lista.  

Evidentemente, que trata-se de cinismo, eis aqui um caso onde a procura organizar a oferta, são os monopólio que organizam a produção, determinando o preço do produto, que será vendido para eles mesmos, pois controlam o mercado, ou seja, organizam também como será produzido. É pelo fato de os monopólios exigirem que o preço das matérias primas sejam baixíssimo que o trabalho escravo nos países mais pobres existe, isso quando não organizam eles mesmo um sistemas escravista em algum lugar. 

A escravidão, ou seja, a exploração mais extrema – que retira mesmo a personalidade e a humanidade do indivíduo – como meio de acumulação de capital, nunca foi totalmente superada pelo capitalismo, permaneceu no entanto como elemento refratário, contato, com a crise capitalista ganha mais e mais força e não seria totalmente espantoso se algum dia reaparecer em algum país de forma legal. 

Esse fato revela também duas características do capitalismo na etapa imperialista em que vivemos, por um lado revela o meio pelo qual os monopólios e os países imperialistas se enriquecem, quer dizer pela exploração brutal de milhões de trabalhadores oprimidos do mundo inteiro, mudando apenas o grau de exploração a depender da força dos trabalhadores em cada país. 

De outro explica a necessidade da propaganda sistemática, seja da democracia liberal, seja da honestidade e seriedade das grandes empresas, ou seja para esconder a marca horrenda que trazem na fronte. O que o capitalismo; os monopólios imperialistas podem oferecer a humanidade daqui para frente é o que escreveu o poeta Aimé Césare referindo-se ao colonialismo: “… o trabalho forçado, a intimidação, a pressão, a polícia, o imposto, o roubo, a violação, as culturas obrigatórias, o desprezo, a desconfiança, a arrogância, a suficiência, a grosseria, as elites descerebradas, as massas aviltadas”.

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