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Entrevista

“O PCO defende a liberação de todas as drogas”, diz candidato

Membro do Comitê Central Nacional da Aliança da Juventude Revolucionária, Arthur Cesconetto concede entrevista ao DCO sobre a participação da juventude nas eleições deste ano

Arthur é militante da AJR e do PCO – Foto: Reprodução

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Em mais um vídeo da série de entrevistas relativas às eleições de 2022, o Diário Causa Operária entrevistou Arthur Cesconetto, pré-candidato a Deputado Estadual pelo Partido da Causa Operária (PCO) em Santa Catarina. Membro da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), Arthur comenta sobre a participação da juventude nas eleições e a organização desse setor em torno da luta por Lula presidente.

Confira a entrevista logo abaixo. Ao final, você pode acessar a entrevista na íntegra publicada no YouTube.

Diário Causa Operária: pode contar para gente um pouquinho sobre você e sobre a sua história como militante, principalmente no PCO?

Arthur Cesconetto: Eu entrei no Partido da Causa Operária em meados de 2019. Naquele momento, estávamos encabeçando principalmente a luta pela liberdade do ex-presidente Lula. Foi naquele ano, inclusive, que realizamos dois grandes atos nacionais em Curitiba. A minha principal motivação para entrar no Partido foi ver logo depois do golpe que o PCO estava, de fato, tomando a frente na luta contra o golpe, na luta em defesa do ex-presidente Lula. Eu lembro que ingressei logo no Partido neste momento, com a organização das caravanas.

Atualmente, estou na universidade, na UFSC, e faço curso de Ciências Econômicas. Junto com a Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), organizo o movimento estudantil dentro da universidade.

DCO: Você é um dos candidatos mais novos a concorrer nas eleições pelo PCO, certo? O que você pode nos falar sobre a participação da juventude nesse processo eleitoral, principalmente em relação à AJR?

AC: Primeiramente, é uma honra poder representar o Partido nessas eleições. A AJR está se organizando para ter, em todas as regiões do País, candidatos jovens. Uma característica que eu acho que é importante do PCO, que se difere dos outros partidos, inclusive da esquerda pequeno-burguesa, é o fato de que grande parte da sua militância é composta por jovens, que é o setor mais ativo da sociedade. São jovens que querem se organizar, que querem lutar pela revolução e contra o golpe.

Ou seja, nessas eleições, estamos planejando fazer uma intervenção a nível nacional apresentando o nosso programa, colocando principalmente a questão do problema dos vestibulares, do problema dos ataques às universidades e, é claro, da mobilização nas ruas por Lula presidente, que é o nosso foco nacional nesse momento.

DCO: Sobre essa questão do programa, vocês defendem o fim do vestibular, certo? Qual é o sentido dessa política?

AC: É uma questão bem simples. Em primeiro lugar, se formos pegar como base a Constituição brasileira, ela define que todos os cidadãos brasileiros devem ter o direito ao estudo. Porém, na prática, isso não acontece. O estudo no Brasil é restringido – e isso já com muitos problemas – até o Ensino Médio. Quando o jovem, o trabalhador, precisa acessar o Ensino Superior, há um verdadeiro afunilamento. Vemos que apenas uma pequena parcela da população tem acesso ao Ensino Superior, a uma formação. E isso ocorre não pela falta de possibilidade, mas sim por uma política que vemos se aprofundar ainda mais no regime golpista, de destruição das Universidades.

O que a AJR defende é que o Ensino Superior deveria ser uma continuidade direta do ensino. A pessoa não deveria prestar um vestibular, correr o risco – que é o que acontece, na verdade, com a maioria das pessoas – de perder a possibilidade de acessar a universidade. É preciso acabar com o que existe de fato que é um privilégio: em geral, apenas os setores mais abastados têm condições, no final de contas, de acessá-lo.

Então, nós temos uma política bem simples, uma política que, inclusive, a juventude já conquistou em vários locais do mundo, que é a defesa do fim do vestibular e do livre acesso à universidade.

DCO: Ainda sobre essa questão do programa, qual é a política da AJR em relação às drogas?

AC: A AJR, assim como o Partido da Causa Operária, defende a liberdade total das drogas em primeiro lugar. Não só a maconha, mas todas as drogas. Defendemos a liberdade do uso, pois, na nossa opinião, é um direito democrático da população decidir sobre o que consumir ou não, não deve ser o papel do Estado regular o que um cidadão consome ou deixa de consumir. Na verdade, isso é uma ditadura em cima dos direitos democráticos da população.

Entretanto, temos uma posição distinta dos outros partidos da esquerda pequeno-burguesa no geral. Nós defendemos a liberdade porque consideramos a questão da defesa dos direitos democráticos como um princípio. Mas, como marxistas, nós não somos favoráveis à campanha em prol do uso de drogas. Consideramos que isso é um mal para a juventude.

DCO: Agora, sobre a mobilização da juventude, como a AJR se propõe a organizar o movimento nas universidades e nas escolas e como isso vai se dar durante o período eleitoral?

AC: A AJR tem uma iniciativa muito importante que é a da organização dos Comitês de Luta Estudantis. Por meio desses Comitês de Luta, estamos buscando reunir pessoas em várias universidades do País que são militantes, ou até mesmo pessoas novas que nunca militaram em lugar nenhum mas têm o interesse em fazer alguma coisa, para lutar em defesa dos interesses dos estudantes, da juventude operária, contra o golpe, por Lula Presidente etc.

Para nós da AJR, não vemos as eleições com uma forma de autopromoção pessoal. Vemos como uma forma de propaganda e de possibilidade de crescimento dessas nossas iniciativas. Temos como pretensão, por meio das eleições, poder promover uma maior organização desses Comitês, conseguir desenvolver um trabalho mais forte nas universidades e atrair mais pessoas para a nossa luta.

O nosso grande ganho nessas eleições é justamente o crescimento exponencial na organização dos Comitês de Luta da juventude. A AJR tem uma política muito diferente do que a gente vê, por exemplo, nas principais organizações do movimento estudantil como a UNE e a UBES que, agora, inclusive, estão saindo em defesa da carta pela democracia junto com a terceira via. Nós não estamos nessa, enxergamos nas eleições a possibilidade de organizar uma verdadeira mobilização por meio dos Comitês de Luta.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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