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Eleições 2022

Candidata do PCO: “Simone Tebet não representa as mulheres”

Confira entrevista exclusiva com Stefania Robustelli, membro do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo e pré-candidata à Deputada Estadual pelo PCO

“Ela representa os latifundiários da região dela e ela representa a terceira via, ou seja, os interesses imperialistas” – Foto: Reprodução

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Continuando a série de entrevistas relativas às eleições de 2022, o Diário Causa Operária entrevistou Stefania Robustelli, pré-candidata a Deputada Estadual pelo Partido da Causa Operária (PCO) em São Paulo. Membro do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo, Stefania nos conta brevemente sobre a política revolucionária a ser tomada pelas mulheres neste momento.

Confira a entrevista logo abaixo. Ao final, você pode acessar a entrevista na íntegra publicada no YouTube.

Diário Causa Operária: Boa tarde, Stefania. Pode começar falando um pouco sobre a sua história?

Stefania Robustelli: Eu nasci em Manaus, morei muito tempo em Recife e moro em São Paulo há mais ou menos 10 anos. Eu vim para cá quando eu passei no concurso da Secretaria de Administração Penitenciária. Na época, ganhava muito pouco, na verdade, mas como eu já queria muito sair de Recife eu vim mesmo assim [risos]. Depois que eu já estava aqui, passei em outro concurso, na Sefaz, que também não era grande coisa, mas ganhava um pouquinho mais. Então, fiz outro concurso, que é o que eu estou hoje, no Tribunal de Justiça. Eu sou escrevente, trabalho no Fórum da Barra Funda atendendo o público, fazendo pesquisa para os advogados entre outras coisas.

Eu conheci o PCO durante a pandemia. Vi o Rui – acho que – no 247 e comecei acompanhá-lo pela Causa Operária TV. Em seguida, comecei a me identificar com tudo e comecei a assistir outros programas que não só do Rui. Vi que o pessoal se encontrava na Paulista e fui até lá, então houveram as eleições de 2020, dei meu telefone e comecei a fazer atividades com o Partido. Logo depois, iniciei a minha vida na militância, acho que isso já faz mais de um ano.

DCO: Você é a primeira pré-candidata a Deputada Estadual que estamos entrevistando. Pode falar um pouquinho sobre o papel da sua candidatura pelo PCO?

SR: Acho que um dos aspectos positivos da minha candidatura são as atividades de rua. Eu gosto muito de fazê-las e, como eu trabalho no serviço público, existe um período em que você fica licenciado para participar das eleições. O que é ótimo, pois assim eu posso passar todo esse tempo fazendo campanha pelo Partido, uma coisa que eu gosto muito mais do que o meu próprio trabalho [risos]. Finalmente, estarei sendo candidata para fazer o trabalho de agitação e propaganda [do partido], não porque eu quero ganhar. Até porque nós sabemos a limitação que existe nesse sentido.

DCO: Você é do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo, certo? Pode nos falar como você enxerga a importância da participação das mulheres nessas eleições?

SR: Claro que é importante as mulheres participarem cada vez mais da vida política. Inclusive, o PCO é o partido que menos tem dúvida nisso e, diferente dos partidos que usam disso para fazer demagogia, o PCO busca realmente envolver as mulheres na vida política e não usar elas para servir de fantoche para os homens que estão controlando o mesmo esquema de sempre. Mas é complicado porque, ao mesmo tempo que é importante, vemos que a questão da mulher está sendo usada para tentar promover a pior das alternativas pro povo. Por isso, a demagogia identitária atrapalha muito: você quer colocar uma questão importante, mas ela está sendo completamente distorcida para prejudicar a população. Então, a gente tem que principalmente combater essa política identitária e é isso que vínhamos fazendo.

DCO: Vemos que, em relação à candidatura de Tebet, existe essa propaganda de que ela representaria os interesses das mulheres, de que ela é a candidata das mulheres. O que você acha dessa caracterização?

SR: É falsa, é justamente a questão da demagogia identitária. A mulher que votou pelo impeachment da Dilma, a primeira presidenta mulher, agora, de repente, esqueceu – eu acho até que ela esqueceu – que a Dilma foi presidente e se lança com essa proposta aparentemente inovadora, mas que ela não apoiou nem um pouco no passado. Então não, ela não representa as mulheres. Ela representa os latifundiários da região dela e ela representa a terceira via, ou seja, os interesses imperialistas.

Nós sabemos que as mulheres são a população prioritária na base da pirâmide social aqui no Brasil, então quem ela menos representa são as mulheres já que quem ela menos representa é a população pobre.

DCO: Dentro do Coletivo de Mulheres vocês apresentam um programa, alguma coisa que aponte uma alternativa às mulheres?

SR: Nós ainda vamos publicar o nosso programa após a última Conferência do Coletivo, que ocorreu há alguns meses. Mas nós somos à favor do aborto, da criação de creches públicas, de refeitórios e lavanderias públicas, por exemplo.

Nós sabemos que o que mais prejudica a mulher é a questão do trabalho doméstico, e não adianta acreditarmos na história de que falar para os homens ajudarem as mulheres vai libertar a mulher. Isso só funciona para uma minoria. Ou seja, a questão que ainda escraviza a maior parte das mulheres é o trabalho doméstico, então nosso programa enfatiza muito isso: creches públicas, lavanderias públicas, refeitórios etc.

Aproveito a oportunidade e convido todos a participarem da nossa reunião, que acontece todo sábado, às 14 horas. Lá, nós sempre discutimos os pontos de nosso programa por meio de textos selecionados [entre em contato com o número (82) 98871-6320].

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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