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Entrevista

Candidato do PCO: “as eleições são extremamente antidemocráticas”

Com passagem pelo PT e pela UNE, Enimar Junior Soares está nas fileiras da luta revolucionária desde 2018 e é candidato do PCO a deputado estadual no RS

Enimar Júnior, pré-candidato a deputado estadual no Rio Grande do Sul pelo PCO – Foto: Reprodução

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O Diário Causa Operária tem realizado diversas entrevistas com os pré-candidatos do Partido da Causa Operária do Brasil inteiro, apresentando seus nomes e suas histórias dentro do partido. Algumas entrevistas já realizadas foram a do companheiro Edson Dorta, pré-candidato ao governo de São Paulo, a de Antônio Carlos, pré-candidato ao Senado em São Paulo, e a de Renan Arruda, pré-candidato ao governo do Distrito Federal.

Com a censura imposta ao partido e a vigência das leis eleitorais, que cerceiam ainda mais as tentativas de partidos pequenos de mostrarem seus candidatos ao povo, uma imprensa revolucionária se torna fundamental para fazer este trabalho, dando voz àqueles censurados pelo Estado burguês.

Seguindo essa série de entrevistas, o DCO procurou Enimar Junior Soares Marques, pré-candidato a deputado estadual no Rio Grande do Sul e militante do PCO desde 2018. Confira abaixo a entrevista com o companheiro Enimar:

Poderia falar um pouco sobre você?

Tenho 28 anos, sou natural de Caibaté e cresci na cidade de São Miguel das Missões, noroeste do RS. Sou formado em Administração pela CNEC Santo Ângelo onde presidi o Diretório Acadêmico do curso de 2013 a 2015. Já trabalhei como coletor de recicláveis; garçom; auxiliar de cozinha; recepcionista e mensageiro hoteleiro e serviços administrativos. Fui diretor do setor de Planejamento da prefeitura municipal de São Miguel das Missões – RS e atualmente sou servidor público do município de Porto Vera Cruz – RS onde desempenho a função de almoxarife. Sou militante do Partido da Causa Operária desde 2018, tendo formalizado minha adesão ao mesmo durante as manifestações realizadas pelo PCO em Curitiba – PR pela Liberdade de Lula e contra o Golpe de Estado de 2016 que destituiu ilegalmente a ex-presidenta Dilma.

O PCO foi sua primeira experiência de militância ou você já atuava na política anteriormente?

Fui filiado ao Partido dos Trabalhadores de 2010 a 2014, ou seja dos meus 16 aos 20 anos. Aos 18 anos, ainda no PT, concorri a vereador em São Miguel das Missões, sendo o candidato mais jovem na época. Como dito anteriormente, também atuei no movimento estudantil durante a minha graduação, tendo sido vice-presidente e depois presidente por dois mandatos do diretório do curso de Administração. Em 2015 fui delegado no congresso da União Nacional dos Estudantes UNE realizado em Goiânia-GO.

Como você avalia a participação de um partido revolucionário, incluindo a sua candidatura, dentro das eleições burguesas?

Diferentemente da experiência que tive no PT onde a maioria das candidaturas são de pessoas que buscam interesses pessoais e não a defesa de princípios, as eleições para o PCO servem justamente como um espaço a mais para a divulgação do programa revolucionário do partido, com o qual me identifico. As eleições no regime burguês como estão colocadas atualmente são extremamente antidemocráticas. Nosso partido por exemplo não possui fundo partidário, não tem tempo de rádio e TV e portanto não possui o mesmo alcance das legendas tradicionais. Além disso, tivemos nossas redes sociais bloqueadas por decisão monocrática de um único ministro do STF que não foi eleito por ninguém. O PCO deve usar as eleições para denunciar esses fatos.

E como você acha que serão as eleições deste ano, considerando as arbitrariedades que você denuncia?

O país está assistindo paralisado à terceira etapa do Golpe de Estado de 2016 que começou com a destituição da presidenta Dilma, passou pela prisão ilegal de Lula para tirá-lo das eleições de 2018 utilizando o expediente da Ficha Limpa, uma armadilha que a esquerda pequeno burguesa apoiou pelo combate à corrupção. As eleições de 2022 serão nesse sentido uma nova etapa da farsa política que vive o país desde Temer e agora com Bolsonaro, um candidato improvisado em 2018 e que recebeu o apoio da burguesia de última hora para conter a candidatura petista. A burguesia não aceitará o PT de volta ao governo  mesmo diante das conciliações que o partido tenta realizar em nome da farsa da governabilidade. A conjuntura internacional nesse sentido é muito esclarecedora. O imperialismo não permitirá que os países atrasados como o Brasil retomem governos  soberanos contrários ao modelo neoliberal. O correto seria as organizações dos trabalhadores terem chamado uma grande mobilização pela candidatura de Lula, mas infelizmente não é isso que vemos.

Qual a relação da candidatura de Lula com essa questão?

A candidatura de Lula é hoje a única verdadeiramente popular e com capacidade de mobilização das bases sociais para enfrentar o avanço da extrema direita. Sua eleição, no entanto, não está garantida como acredita a esquerda. A máquina de propaganda dos meios de comunicação capitalistas e da imprensa escrita tentarão de toda forma atacar a candidatura dele que, mesmo eleito, não terá sossego para governar. Nesse sentido, o PCO aprovou o apoio crítico do partido a Lula com um programa próprio. Um eventual novo governo Lula deve ser muito mais ousado e atacar os problemas reais do país, como o rentismo dos bancos, o salário mínimo vital, reforma agrária e a anulação de todas as privatizações. Não será simples.

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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