Em todo o País
Para barrar a ofensiva direitista é necessário preparar uma grande mobilização com atos em todas as capitais, com máscaras e distanciamento social
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Retomar o caminho da mobilização, superando a paralisia que dominou a esquerda | Foto: Reprodução

Próximo dos 30 mil mortos oficiais, o Brasil se tornou o epicentro da pandemia do COVID-19, com o maior número de mortos por dia em todo o Mundo. Os dados das secretarias de Saúde apontam para cerca de 500 mil infectados, números que são – reconhecidamente – subnotificados. Ou seja, falsificados para impedir que a população tenha conhecimento da realidade e aumente sua revolta crescente contra os responsáveis por essa situação.

Ao mesmo tempo explode o desemprego e a fome

Declarações de “governantes” falam de 10 milhões de novos desempregados. A fome já atinge dezenas de milhões e as condições de vida estão sofrendo um retrocesso sem igual, a uma velocidade nunca vista. Tudo isso graças à política comum de todas as alas da burguesia golpista, da extrema-direita, da direita, do “centrão” e dos “progressistas” da burguesia: roubar dos pobres para “socorrer” os bancos e os grandes capitalistas.

Continua vigente a política de nada fazer, efetivamente, contra a pandemia e para atender à grave crise social que domina o País. Não há testes; não há leitos de UTI’s; não há respiradores e os hospitais de campanha são uma farsa. Suas inaugurações atrasam e eles funcionam apenas como depósitos de doentes, na quase totalidade dos casos. Os trabalhadores da saúde seguem submetidos a jornadas exaustivas, falta de equipamentos de proteção, baixíssimos salários etc. etc.

Desde o início da pandemia, para a maioria do povo pobre e trabalhador não há (e nunca houve!) distribuição massiva de equipamentos de proteção, tais como máscaras e produtos de limpeza como álcool em gel. Não há desinfecção de áreas infectadas. Não há sequer atendimento médico elementar, uma espécie de “morra em casa”!

Uma situação insuportável e cada dia pior, que aponta para uma explosão, para uma imensa revolta popular, cujos primeiros sintomas se mostram nas pesquisas de opinião. Mesmo manipuladas, evidenciam uma rejeição cada vez maior do governo ilegítimo.

Diante da crise a burguesia se divide, só se unifica quando se trata de atacar os trabalhadores. Como na reunião “harmoniosa” e “pacífica”, realizada dias atrás, quando Bolsonaro, os governadores e os presidentes da Câmara e do Senado, fizeram um acordo de “congelar” os miseráveis salários de milhões de servidores públicos até o final de 2021.

Diante dessa crise a extrema-direita rosna, vai às ruas e defende abertamente o golpe militar. O mesmo é feito por chefes militares e oficiais da reserva que, junto com bolsonaristas, ameaçam o povo e até mesmo as instituições do regime golpista – nada democráticas – como o STF e o Congresso. Ameaçam e fazem campanha por uma ditadura mais profunda, porque sabem que para impor sua “saída” reacionária terão que atropelar os trabalhadores e suas organizações de luta. Também terão que apagar os resquícios de direitos democráticos, que ainda sobrevivem desde o golpe de Estado e o regime de exceção estabelecido a partir de 2016.

Em todo o País, desenvolvem-se – ainda que de forma embrionária – as tendências a romper com a paralisia da maioria da esquerda, que impôs até mesmo o fechamento dos sindicatos quando os trabalhadores mais precisam das suas organizações. Realizam-se atos, protestos, plenárias, manifestações, por reivindicações parciais e pelo “Fora Bolsonaro”. Organizam-se Conselhos Populares. Voltam a funcionar os Comitês de Luta, decisivos na luta contra o golpe e pela liberdade do ex-presidente Lula.

A entrega do pedido de impeachment unificado dos partidos de esquerda (PT, PCdoB, PSOL, PCO, PCB, PSTU e UP) e de mais de 300 entidades do movimento operário e popular – e personalidades em defesa dos direitos democráticos – foi um passo que marcou o posicionamento majoritário na esquerda em favor do “Fora Bolsonaro”.

A Plenária Nacional Fora Bolsonaro, organizada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo,  com a participação de cerca de 300 pessoas, de um amplo leque de partidos e organizações da esquerda e demais organizações de luta dos explorados, evidenciou as tendências positivas presentes na situação. Debateu e adotou algumas iniciativas no sentido da mobilização, mesmo com a vacilação evidente de setores que continuam apostando na “frente ampla” com setores da burguesia golpistas e nas ações junto às instituições do regime para resolver a crise.

Algumas medidas e várias intervenções na Plenária indicaram o caminho  da mobilização, de ganhar as ruas. É preciso somar às iniciativas virtuais, iniciativas no mundo real, no terreno da mobilização nas ruas, com atos, panfletagens, colagens etc. É preciso se apoiar também na defesa das reivindicações populares, na luta contra o desemprego, pelo atendimento das questões sanitárias e de saúde de todo o povo.

Passemos, imediatamente às ações concretas, já no dia 13 de junho, quando se realizará um Ato Nacional (virtual) para lançar a campanha Fora Bolsonaro.

Que se realizem atos nas capitais de todo o País, com as devidas medidas de proteção e distanciamento social dos manifestantes,  pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas, pelas reivindicações dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, dos negros, presos e todos os setores explorados,

É assim que se derrota a direita golpista. É nas ruas que se impõe o fim do genocídio, a defesa da vida do povo trabalhador e das suas reivindicações.

Dia 13 de junho, todos às ruas!

 

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