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gilmar
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Muito provavelmente o leitor teve que reler o título para confirmar que se tratava disso mesmo. É inacreditável, mas a frase, que poderia muito bem ter vindo de algum militante do PT ou do PCO, veio na verdade de Gilmar Mendes, conhecido juiz direitista do STF. Gilmar afirmou que a condenação de Lula poderá ser anulada, e mais ainda, que Moro e Dallagnol cometeram um crime contra Lula!

O ministro do STF fez essas declarações bombásticas em uma entrevista para a revista Época. Gilmar Mendes, que jamais poderia ser acusado de ser petista ou sequer esquerdista, tem se destacado no último período por se levantar contra a Lava Jato. Esta súbita febre democrática do ministro na realidade é uma tentativa de impor limites à operação imperialista, que ameaça a própria burguesia nacional e portanto, pessoas próximas a Mendes.

Não é a primeira vez que Gilmar Mendes apresenta um posicionamento inusitado como este. Anteriormente, em franca disputa com a Lava Jato, Gilmar defendeu que os grampos da operação poderiam ser usados para cancelar a condenação de Lula, e ainda, quando reconheceu que Lula é um perseguido político. Obviamente que o interesse de Gilmar não é o de libertar Lula mas sim preservar os seus aliados, que também são alvos da Lava Jato, como é o caso do próprio Temer.

Embora devamos destacar que a liberdade de Lula não será conquistada por meios puramente jurídicos/institucionais, as declarações de Gilmar Mendes mostram a profunda crise existente no seio do judiciário que em última instância é o reflexo das divisões internas da burguesia e da crise de todo o regime golpista. O consórcio golpista foi montado sobre um denominador comum, que era a derrubada de Dilma, a prisão de Lula e o enfraquecimento do PT e de toda a esquerda. No entanto, uma vez que esta conta já está parcialmente saldada, as disputas entre os diferentes setores da burguesia vão se radicalizando.   

Fartamente fortalecida pelas denúncias recentes feitas pelo Intercept, a esquerda deve lotar as ruas e fazer uma gigantesca e combativa paralisação geral neste dia 14 de junho, para enterrar de vez o já moribundo governo Bolsonaro e conquistar a liberdade de Lula.

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