Enfrentar o fascismo nas ruas
As contínuas ameaças de golpe vinda dos ministros militares devem ser respondidas com toda a energia através das mobilizações e atos em todas as regiões e Estados do País
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General Heleno, representante mais destacado da extrema direita fascista no governo | Foto: Antonio Cruz

A extrema-direita brasileira está cada vez mais ousada em suas ações. Os fascistas estão ocupando ruas e praças do país, em atos que buscam demonstrar apoio ao presidente direitista e reacionário, Jair Bolsonaro, que está com uma popularidade cada vez mais baixa e em queda constatante. A ofensiva dos direitistas, no entanto, só encontra espaço para prosperar em função da mais completa paralisia e inércia da esquerda nacional, que, em momento algum, se apresentou, em todo o último período, como organizadora da reação dos movimentos de luta contra as ações da raquítica e bizarra extrema-direita.

Nos atos que realiza em algumas localidades, a extrema-direita se apresenta sem nenhum disfarce, afirmando suas “convicções”, empunhando bandeiras e símbolos que reforçam o caráter fascista dos movimentos de direita, e entoando cânticos e palavras de ordem nazistas. No domingo, dia 24 de maio, apoiadores bolsonaristas realizaram carreata em São Paulo, onde no carro de som era possível identificar a bandeira de cor vermelha e preta de uma organização neonazista da Ucrânia, a Pravy Sector (Setor de Direita). A PM assassina paulistana prestou continência aos manifestantes da direita, em gesto que sugere apoio às ações dos direitistas reacionários.  Em Brasília, no mesmo domingo, a extrema-direita apoiadora do presidente fraudulento, se aglomerou em frente ao Palácio do Planalto, levantando faixas e cartazes alusivos à ditadura, pedindo intervenção militar, atacando também o congresso nacional e o STF.
Ainda na semana passada, o mais direitista dos ministros militares voltou a se manifestar.
O General Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o genocida do Haiti, fiel apoiador do presidente, ameaçou novamente o país com intervenção militar, repudiando uma possível perícia no aparelho celular de Bolsonaro, solicitada pelo Ministro do STF, Celso de Mello. A nota do general Heleno foi apoiada por outros ministros militares, inclusive pelo Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, junto a outros de elevada patente.
A reação a essas ações da extrema-direita vem acontecendo de forma semi-espontânea e dispersas. Há alguns dias, a torcida antifascista do Corinthians impediu uma manifestação da extrema-direta paulistana, na principal Avenida da capital paulista. Neste domingo, dia 24, um grupo de militantes antifascistas, da esquerda gaúcha, impediu uma carreata bolsonarista na capital, Porto Alegre. Diante da ausência de uma ação política organizada por parte da esquerda e das organizações de luta dos trabalhadores (CUT, partidos, movimentos), a militância, por iniciativa própria, vem organizando, em vários locais, ações de protesto e luta contra a extrema-direita. Isso demonstra claramente que há, por parte de um grande setor da população, uma grande disposição de ir às ruas, enfrentar e derrotar a direita neonazista, bolsonarista.
Além de estar reivindicando o retorno da ditadura, apoiando o golpe de Estado, a extrema-direita que ocupa as ruas também exige o fim do isolamento social e o retorno ao trabalho da classe operária, dos trabalhadores. Isso no momento em que o Brasil se torna o novo epicentro da pandemia mundial, com o aumento vertiginoso dos casos de infecção e mortes pela Covid-19. O país já é o segundo do mundo em registro de infectados, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. No entanto, é sabido que os números que chegam às estatísticas oficiais estão sub-notificados, pois não há testes e nem diagnósticos precisos para a identificação, podendo o Brasil já ter alcançado a casa dos milhões de infectados, de acordo com a projeção dos especialistas e instituições internacionais que lidam com a problemática da epidemia mundial do coronavírus.
A situação política está marcada por uma evolução à esquerda, com uma forte tendência das massas populares e dos diversos movimentos de de luta, organizados ou não, a se enfrentarem com a extrema-direita nas ruas. Esse deslocamento à esquerda, claramente perceptível nas ações antifascistas que crescem em todo o país, precisam estar guiados por uma ação consciente e organizada da esquerda, dos partidos e organizações de luta dos trabalhadores, como a CUT, os sindicatos e movimentos sociais de defesa das massas populares, da população pobre e explorada.
É necessário, para que esse potencial se desenvolva, a ruptura com a paralisia e a inércia que vem marcando a postura da esquerda nacional, da oposição, seja ela institucional, parlamentar, ou diretamente vinculada às lutas sociais. Não há tempo a perder, pois a extrema-direita não será expulsa das ruas por alguma ação das instituições (justiça, parlamento). A derrota dos neonazistas, dos bolsonaristas, somente poderá ser o resultado da ação de luta das massas populares, do enfrentamento com a extrema-direita nas ruas, e, para isso, faz-se necessário o fim do isolamento político que a própria esquerda decretou para si.
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