Senhor da guerra e do terror
Joe Biden se empenha para ter um governo ainda mais direitista e opressor do que Trump. Seus 15 primeiros dias de governo já demonstram que ele conseguirá
Biden - FOTO - carlos barria
Joe Biden | Foto: Reprodução
Biden - FOTO - carlos barria
Joe Biden | Foto: Reprodução

Com apenas 15 dias de governo, Joe Biden já comprovou que seu governo nos Estados Unidos será um governo de terror contra a população mundial. Por trás de um gabinete pseudodemocrático, com negros, indígenas, mulheres, transexuais, LGBTs e outros, Biden coordena a continuidade de políticas de guerra, boicote e embargos contra países oprimidos, assim como reverte a retirada de tropas norte-americanas de diversos lugares do mundo.

Somália

No ano passado, o imperialismo norte-americano havia feito pelo menos 50 bombardeios contra a população da Somália durante todo o ano. No entanto, no final do ano, Donald Trump determinou a retirada das tropas do país africano. Porém, as tropas foram retiradas a países vizinhos, com o intuito de continuar bombardeando a Somália por via aérea.

Sobre isso, o Pentágono declarou: “Trata-se de uma mudança de posição das forças, não da política dos Estados Unidos […] Continuaremos a enfraquecer organizações extremistas violentas que potencialmente ameaçam nosso território […] (vamos) manter a capacidade de realizar operações de contraterrorismo direcionadas na Somália”.

Biden está dando continuidade à política contra a Somália, com a desculpa de que combate o grupo dito terrorista Al-Shabbab.

Os ataques contra a Somália, por si só, já desmontam o argumento de que o governo Biden seria favorável aos negros por conta de Kamala Harris, mulher e negra, ocupar o cargo de vice-presidente do país.

Síria

Uma das maiores aberrações contra o povo sírio de todos os tempos foram as políticas de bloqueio econômico. Desde 2011, durante o governo de Obama, o país viu seu PIB cair de 61 bilhões de dólares para míseros 10 bilhões de dólares.

Porém, durante o governo Trump, uma aberração ainda maior foi cometida. Os EUA aumentaram a política de destruição do país implementando a chamada “Lei César”, que sanciona qualquer empresa, instituição ou país que comercie com o estado sírio, além de permitir sanções a personalidades do país, como o próprio presidente Bashar Al-Assad.

Biden, é claro, manterá as leis de bloqueios monstruosas contra a população da Síria. O novo porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, à imprensa da Arábia Saudita que não se deve deixar de lado a Lei César.

Irã

Os EUA vêm declarando que o Irã pode ter armas nucleares em pouco tempo, por conta de os próprios Estados Unidos terem saído do acordo nuclear no ano passado. Com isso, os EUA buscam impedir que o país desenvolva seu programa nuclear, mesmo após manter sanções contra o Irã, o que inviabiliza o acordo.

Há, inclusive, a possibilidade de que os EUA impulsionem uma nova guerra no Oriente Médio entre Israel e Irã, com o intuito claro de derrocar o governo que subiu ao poder com a Revolução Islâmica em 1979.

O Irã nega que queira fazer armas nucleares e diz que quer desenvolver o programa nuclear por questões energéticas. No entanto, é preciso deixar claro que o Irã tem todo o direito de desenvolver armas nucleares para se defender do imperialismo, que é quem mais bombas atômicas no mundo e podem facilmente utiliza-las contra o país persa.

Afeganistão

Trump vinha retirando as tropas norte-americanas do Afeganistão e havia determinado que a retirada acontecesse até maio deste ano, pondo fim a uma invasão que completa 20 anos neste ano de 2021. No entanto, Biden irá manter as tropas o país.

O presidente do país, Ashraf Ghani, que nada mais é do que um presidente fantoche colocado pelos EUA no Afeganistão, “pediu” para que Biden mantivesse as tropas no local por mais tempo.

A ideia de Ashraf Ghani é que com o fim do governo Trump, Biden pode ter uma atitude mais civilizada no país, o que é um absurdo completo, pois, que exército de invasão pode ter uma atitude mais civilizada? Fora isso, o próprio Biden é um dos precursores da Guerra do Afeganistão e irá manter o povo afegão por muito tempo em um regime de sofrimento que já dura 2 décadas.

Alemanha e Europa

Biden irá manter as tropas dos EUA na Alemanha. As tropas foram movimentadas da Polônia para a Alemanha no ano passado por Donald Trump e que se encontram ali sob a desculpa de ter de proteger o país.

Na realidade as tropas estão na Europa para servir de reserva para possíveis conflitos, como o conflito que se desenha entre o imperialismo e a Rússia.

Rússia, China e um desastre nuclear

O almirante Charles Richard, do Comando Estratégico dos Estados Unidos (Stratcom), declarou que há a possibilidade de uma guerra nuclear contra a Rússia e a China em um futuro muito próximo, ameaçando ambos os países com o poderio bélico dos EUA.

Richard ainda disse em um artigo que o exército dos EUA deva deixar de pensar que um conflito nuclear não é possível e passe a imaginar este cenário muito próximo de acontecer.

Sobre a China, Biden ainda disse que estará do lado de Taiwan incondicionalmente.

Imigrantes

Contrariando sua propaganda de campanha, Biden já iniciou uma deportação em massa de imigrantes nos EUA. A maioria deles, da Honduras (que vive uma crise humanitária gigantesca por conta do golpe de estado organizado justamente por Biden em 2009), da Jamaica e da Guatemala.

Além disso, Biden reabriu as conhecidas prisões de crianças do início do governo Trump. As crianças que foram separadas de seus país por conta da política anti-imigração dos EUA, ficarão na cidade de Carrizo Springs, Texas, onde vai ser aberta uma prisão para cerca de 700 crianças.

Cuba e Venezuela

Biden também fez questão de manter Cuba na lista de países que “apoiam o terrorismo” por dar suporte de saúde para o Irã. Além disso, o governo de Biden irá manter o apoio a Juan Guaidó, que nem mesmo é deputado agora.

Tudo o que foi apresentado é apenas uma pequena parte do que Biden vai fazer durante seu mandato nos EUA, o que inclui também um aumento da repressão em seu país. Tudo indica que Trump ficará para trás no que diz respeito ao terror.

 

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