Cinismo do imperialismo: Israel ataca Hamas com toneladas de bombas e manifestantes se defendem com pedras

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O exército fascista de Israel afirmou que lançou na segunda-feira, dia 14,  cinco ataques contra o que definiu como “alvos terroristas” do movimento islamita Hamas. Porém, e como sempre, cinicamente afirma que o motivo dos ataques foram os “atos violentos das primeiras horas do dia ao longo da cerca de segurança”, dando a entender em seu comunicado oficial que a população palestina seria do Hamas.

O  alto nível do cinismo de sempre, desta vez se da pelo fato de que, o argumento utilizado para jogar toneladas de bombas no norte da Faixa de Gaza, teria sido em represália a revolta da população que jogou pedras e bombas caseiras nos atos que foram protagonizados contra a mudança da embaixada dos EUA para jerusalém e contra o genocídio imperialista no Oriente Médio. Mas para os israelenses, tudo é pretexto para chamar os palestinos de terroristas e matar a população.

“O ataque foi uma resposta aos atos violentos das últimas horas realizados pelo Hamas ao longo da cerca de segurança”, afirmou o comando do exército assassino.

Recapitulando os fatos, nesta manhã, manifestantes começaram a se dirigir aos milhares para reagir aos ataques do imperialismo na região. Frente a situação de destruição de cidades inteiras por bombas de Israel e EUA, os últimos ataques ao Irã e a mudança da embaixada norte-americana, atacaram as cercas das divisas de territórios. Horas depois, aviões militares israelenses e um tanque também dispararam contra outras duas posições militares do Hamas no norte de Gaza e contra a os manifestantes, segundo eles em resposta a um suposto ataque dos agentes do movimento nos cercados. A questão é que esses ataques, ou nunca são provados, até porque, os imperialistas não precisam de provas, eles tem bombas que enterram todas que aparecerem, ou são como os de hoje: pedras contra arsenais de bombas de diversos tipos.

E frente a todo esse show de cinismo, vale ressaltar alguns pontos: primeiro, que o imperialismo norte-americano está tentando roubar o petróleo de todos os países do mundo, dando golpes como na Venezuela, Brasil e por todo o globo terrestre a décadas; segundo que, através de Israel, um país extremamente violento e genocida da região, vem aumentando sistematicamente a perseguição o povo palestino, treinando com balas de borrachas em civis passando pela rua, torturando, prendendo, espancando mulheres e crianças e matando milhares numa guerra carniceira típica de países nazistas e fascistas; então, concluímos que esses imperialistas – que em emails hackeados de Hillary Clinton, se provou que armaram grupos extremistas como ISIS – junto ao seu capacho, quer que o povo engula essa história de que eles são os democratas lutando contra a barbárie do Oriente Médio. Essa história ninguém mais acredita, pois os EUA, só no governo do ex-presidente Obama, por exemplo, jogou mais de 27 mil bombas no Oriente Médio dizendo que acabaria com a guerra antes de ser eleito.

 

Manifestantes palestinos com seus paus e pedras x repressão do grande arsenal israelense

 

 

Neste contexto brevemente descrito à cima, o exército israelense afirma que os manifestantes lançaram bombas incendiárias e artefatos explosivos contra a cerca de segurança – o que devem ter sido bombas caseiras para reagir ao massacre israelense -, assim como pneus em chamas com a intenção de ocasionar incêndios e causar tumulto. O que levou, finalmente, a contabilizar até um momento, 55 mortes e mais de 2.700 feridos, onde foram perdidas vidas de centenas de crianças.

Como a situação se demonstra extremamente desproporcional, vale lembrar aqui também da declaração a dois dias atrás, de sua santidade, o benevolente ministro da Defesa de Israel, Avigdor Liberman, sobre as recentes ações do exército israelense contra alvos iranianos na Síria, após o presidente dos EUA, Donald Trump romper o acordo nuclear e ameaçar abertamente os dois países: “Se o Irã nos atingir como chuva, cairemos sobre eles como um dilúvio”, disse. Porque é claro, para eles, que matam a população a anos e aos milhares, que roubam todo seu petróleo, jogam bombas de fósforo branco – ilegais pela ONU -, os palestinos e iranianos, devem aceitar tudo calado, a tomada de sua cidade, de seus templos, até o fim dos tempos ou a volta a Idade Média.

Sobre o caráter moral – ou falso moralista – e religioso, vamos mais além, sobre as últimas declarações. Antes dessa ofensiva mortal de hoje, o discípulo do bem, Liberman, declarou sobre os palestinos:

 “A paz no Oriente Médio só virá com a chegada do Messias […] não há paz no Oriente Médio. Quem fala sobre isso nesta região está confuso sobre a sua geografia […] não têm interesse em coexistência, eles só querem nos destruir”.

Com essas declarações e com o massacre de hoje, fica claro que Israel quer mesmo é destruir qualquer um que se coloque entre seus interesses e do imperialismo norte-americano. Vai fazer o que for preciso para tomar o petróleo de toda região, conquistar maior poder político, colocando se possível fantoches e derrubando governos através da violência das armas.