Frente ampla e frente fascista
Apesar das aparências, Rodrigo Maia, que tem se mostrado uma das principais bases do governo Bolsonaro, agora compõe a frente ampla com a esquerda. Resultado: Fica Bolsonaro!
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Maia e Bolsonaro-1 (2)
Bolsonaro e Maia seguem em sua ampla colaboração | Foto: Reprodução/JBr

Não é de hoje que Rodrigo Maia, presidente da Câmara de Deputados Federal, mostra seu real apoio ao governo Bolsonaro. Apesar de todas as “firulas” e aparentes desentendimentos do deputado com o presidente ilegítimo, o que tem sido fato é o amplo apoio que tem dado ao governo desde seu início, tendo como recentes episódios desta relação a blindagem que Maia faz ao segurar os mais de 30 pedidos de impeachment contra Bolsonaro.

Estando no sexto mandato como deputado federal pelo Rio de Janeiro e na presidência da Câmara desde julho de 2016, Rodrigo Maia tem se mostrado um dos principais sustentáculos do governo Bolsonaro, agindo de forma coordenada com o governo. Assim foi feito durante toda a tramitação da reforma da previdência em 2019 que oficializou o maior assalto aos recursos previdenciários de milhões de trabalhadores e aposentados do País. Foi assim também na recente aprovação do pacote trilionário aos banqueiros, na aprovação para a proibição de reajuste salarial para o funcionalismo público, entre outros tantos ataques promovidos pelo governo Bolsonaro desde seu início e que foram prontamente legitimados no Congresso Nacional sob a coordenação e amplo apoio de Maia.

Para que essa colaboração se concretize, entretanto, Rodrigo Maia articulou e vem mantendo uma frente de partidos da direita (do centrão), da extrema-direita e até com partidos da esquerda, para garantir as aprovações de que o governo precisa e que por fim acaba por garantir, mesmo com problemas, que o governo aplique sua política de destruição no País, assim como afirma Bolsonaro – já repetiu diversas vezes que não está aí (na presidência) para construir nada, mas sim para destruir – e  garantir que este se mantenha e vá se fortalecendo.

Nas últimas semanas, uma outra política de Maia vem ficando ainda mais clara e avançando, a política de adesão à frente ampla, que o tornou, ao menos superficialmente, “o queridinho” da ala direita da esquerda, e está aprofundando a aplicação da política da frente ampla da esquerda com a direita golpista se aliando cada vez mais com políticos que não só não têm nada de democráticos, como estão efetivamente trabalhando com o governo Bolsonaro para a sua manutenção.

É exatamente o caso de Rodrigo Maia, que faz esse “jogo duplo” de estar presente na frente que dá sustentação ao governo Bolsonaro e, ao mesmo tempo, se coloca numa frente que se diz contra o governo. É lógico que não há jogo duplo nenhum, como destacado acima. Analisando os fatos, e não somente os discursos, vemos claramente para quem Rodrigo Maia e o setor político que está inserido (o centrão, a direita golpista) apoia, a manutenção do governo, a aprovação dos seus projetos e pautas, sob intensa negociação visando benefícios mútuos, com a finalidade de garantir um bom candidato em 2022, que neste caso, não faria muita diferença vencer ou não o pleito eleitoral, já que é possível conseguir esses benefícios ainda não estando na presidência e fazer o governo tocar a política que atende à direita e à burguesia em geral.

A “adesão” de Rodrigo Maia e do centrão à política da frente ampla, tocada com todo o entusiasmo pela esquerda pequeno-burguesa, visa “ressuscitar” os velhos partidos da direita tradicional, como DEM, PSDB, MDB e outros, aproveitando do capital eleitoral da esquerda para recuperar espaço nas próximas eleições.

Contudo, em última instância, tanto a frente ampla (ou “amplíssima”) proposta pela esquerda que aceita união com qualquer um, até com Bolsonaro se este quisesse, menos com trabalhador, quanto a frente direitista de base do governo Bolsonaro, acabam por atender à mesma finalidade, manter o governo de tendência fascista de Bolsonaro até 2022, o governo que está levando ao mesmo tempo a vida de milhares de brasileiros, como levando a economia ao fundo do poço, e ainda, ambos setores trabalham intensamente para refrear toda a tendência de crescimento das manifestações de rua, que pedem a saída imediata de Bolsonaro, para que seja possível parar todo este morticínio que assola o País.

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