5 exemplos que mostram que Villas Bôas está na linha de frente do golpe

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Com toda certeza não é possível imaginar um Golpe de Estado sem militares presentes. E se houve golpe, então os militares participaram dele.

Desde 2015 no comando do Exército, o general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, de 66 anos de idade e 51 de Exército, tem a liderança e a voz de mando que orquestra a intervenção militar que retorna ao governo do Brasil.

Villas Bôas não é um comandante convencional. Desde o ano passado, quando assumiu enfrentar uma doença neuromotora degenerativa, ele passou usar uma cadeira de rodas. Mas mesmo com a saúde fragilizada e a mobilidade restrita, continua no posto e não dá sinais públicos de que pretende abandonar a missão. Muito pelo contrário.

Sua missão tem revelado um comando inteligente com estratégias a la Gene Sharp, o das revoluções coloridas, sabendo aproveitar as manobras engendradas pela CIA através da Lava Jato e o MBL, para, com suas “aproximações sucessivas”chegar ao governo através de um surpreendente golpe no golpe.

.Veja a seguir 5 passos importantes dados na condução do golpe.

1.ANTES DO JULGAMENTO DO HC DE LULA, VILLAS BÔAS AMEAÇOU O STF

Por meio de seu Twitter, Villas Boas ameaçou publicamente o país de um golpe militar, caso o STF concedesse o Habeas Corpus para Lula. A negação do HC foi o ponto central que levou o juiz fascista, Sérgio Moro, a emitir a ordem de prisão do ex-presidente.


2.GENERAL VILLAS BÔAS ADMITE APOIO AO GOLPE

Em entrevista ao jornal golpista Folha de S. Paulo, Villas Bôas afirmou que as Forças Armadas estiveram “no limite” quando houve o julgamento do habeas corpus de Lula. Além disso, defendeu a constitucionalidade do golpe militar no programa do Bial, da Rede Globo.

3.FOI DECLARADO PUBLICAMENTE QUE MILITARES ESTAVAM POR TRÁS DO IMPEACHMENT DE DILMA

Uma reportagem Carta Capital (a matéria na CC foi retirada do ar) revelou uma fonte anônima que assegurou que os militares estiveram por trás do impeachment de Dilma. Garantindo voto por voto, os militares controlaram o processo e chantagearam alguns setores para conseguir levar o golpe.

Sendo Villas Bôas o comandante-chefe, ele é o homem que esteve por trás de todo esse processo. O fato de que simplesmente não tenha reagido contra o golpe, revela que as Forças Armadas garantiram que ele fosse realizado.

4.Gal VILLAS BOAS DEFENDEU MOURÃO NA GLOBO QUANDO AFIRMOU SOBRE O GOLPE MILITAR

O Gen. Antônio Hamilton Mourão,  falou por três vezes na possibilidade de intervenção militar, após o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar pela segunda-vez o presidente Michel Temer por participação criminosa e obstrução da justiça.

Antonio Mourão, então secretário de economia e finanças do Exército, afirmou que “ou as instituições solucionam o problema político”, retirando da vida pública políticos envolvidos em corrupção, ou então o Exército terá que impor isso.

Mas o General Mourão não será admoestado publicamente por isso, declarou o Gen Villa Bôas, entretanto  será convocado para uma conversa, pois, segundo afirmou, o único que pode falar em nome do Alto Comando é ele Villas Bôas.

Essa decisão foi necessária depois que o próprio Comandante do Exército, em entrevista a Pedro Bial, classificou Mourão de “uma figura fantástica, um grande soldado, um gaúchão”, parecendo concordar com as suas ideias, deixando o ministro da Defesa, Raul Jungman, isolado na espera de uma corrigenda.

5.CARTA DO GENERAL EM DEFESA DO GOVERNO TEMER E DAS REFORMAS

Comandante do Exército, Gen Villas Bôas cumprimenta Temer pelas sua gestão que chega ao final, enviando-lhe uma carta de saudação como reconhecimento e excelente trabalho prestado à nação.

Entre outras coisas, ele reconhece o esforço de Temer em prestigiar a profissão militar. e pela manutenção da estabilidade do País quando encaminha medidas impopulares, mas reformas econômicas necessárias ao Brasil.  .

Disso se deduz o comprometimento dele, Villas Bôas, o Comandante maior do Exército, com a agenda golpista que, por intermédio da “Ponte para o futuro” – o pacote econômico de reformas de Temer, aprofundou a crise extorquindo os cofres do Brasil.