Mobilizar já
Ao contrário do que acredita um setor da esquerda, a única forma de barrar o retorno às aulas presenciais é através de uma ampla mobilização de estudantes e professores nas ruas.
Ato AJR RJ
Foto do ato contra a volta às aulas organizado no Rio. | Diário Causa Operária
Ato AJR RJ
Foto do ato contra a volta às aulas organizado no Rio. | Diário Causa Operária

Uma matéria publicada no sítio do jornal Extra, do grupo Globo, trás uma notícia da maior importância para os profissionais da educação, estudantes e seus familiares do Rio de Janeiro. De acordo com a matéria, o atual governador em exercício do estado do Rio, Cláudio Castro (PSC), suspendeu o retorno presencial às salas de aula que estava previsto para o próximo dia 5 de outubro.

Este importante recuo aconteceu nesta quinta-feira, dia 24 de setembro, justamente um dia após a realização do ato organizado por camaradas do PCO, dos Comitês de luta contra o golpe, da FIST e de outras organizações. Este ato juntou um pouco mais de uma centena de pessoas e certamente assustou a direita. Afinal, o mesmo foi realizado sem a participação e a convocação dos sindicatos dos professores do estado, como o SEPE e o Sinpro, e organizações estudantis como a UEE e a AERJ. Na medida que a volta às aulas presenciais se concretize essas organizações e principalmente as suas bases certamente entrarão em movimento, e atos como este tendem a influenciar a tendência e a disposição de luta das novas mobilizações. 

Cretinismo parlamentar

Curiosamente, a matéria do Extra apresenta a versão açucarada de que o recuo teria se dado por conta de uma reivindicação do deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL. Sendo um partido marxista, o PCO acredita no exato oposto: apenas a mobilização popular real é capaz de influenciar a realidade. No entanto, não é preciso ser um marxista para constatar que os discursos, cartazes e performances dos parlamentares não têm sido capazes de barrar nem ao menos um milímetro do avanço sistemático da direita golpista e a sua ofensiva contra os trabalhadores. Quem não se lembra do folclórico malabarismo com laranjas, que até hoje não rendeu absolutamente nada?

O retorno às salas de aula não se trata de uma brincadeira, vai implicar na explosão da contaminação do COVID-19 em estudantes, profissionais e suas famílias e consequentemente, em um genocídio da população, principalmente os mais pobres. É preciso fazer uma ampla campanha com professores e estudantes, enfim, com toda a comunidade escolar, para barrar não apenas a volta às aulas presencialmente mas também a EAD. Neste sentido precisamos acabar com as ilusões e afirmar claramente desde já que assembleias e reuniões virtuais serão mais do que insuficientes. É preciso reagir nas ruas, organizando os profissionais da educação mas principalmente os estudantes: volta às salas de aula só com a vacina e contra a EAD!

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