Perseguição política
O conluio da imprensa do judiciário golpista vem tentando proscrever o PCO de norte a sul do País durante as eleições municipais; é preciso combater e denunciar a ditadura!
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É preciso ir às ruas e organizar os trabalhadores para se mobilizarem contra a ditadura | Foto: Reprodução

Durante as eleições municipais deste ano, que se sucedem no atual regime político golpista, os candidatos do Partido da Causa Operária estão sendo arbitrariamente colocados para fora das eleições. Em todo País existe um golpe contra um candidato do PCO sob diferentes pretextos. Sejam eles jurídicos, burocráticos ou até mesmo de ordem ideológica, como veremos mais pra frente no decorrer da matéria, que se configura de forma clara o que todos os outros também são: uma perseguição política de todo regime político, da burguesia e da direita. Depois de um longo período onde a burguesia e seus terceirizados tentaram desmoralizar o partido, taxando-o de “louco” e entre outras ofensas, passando por uma intensa campanha de calúnias, a burguesia entrou em uma nova fase contra o PCO: a perseguição direta pelas instituições do Estado e ligadas a ela, conjuntamente com uma campanha da imprensa golpista. Os casos de ataques se multiplicam no decorrer das eleições municipais, em todo território nacional.  

Porto Alegre e a tríade: censura, calúnia e perseguição ou “ofensa, sem programa e indeferido”  

O primeiro caso de censura ao PCO nessas eleições aconteceu com o companheiro Luiz Delvair, trabalhador dos Correios e militante do partido, candidato a prefeitura de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. 

 Durante um debate promovido pela IMED TV, no dia 22/09 onde após explicar a campanha do partido e propagandear em meio ao debate as palavras de mobilização da campanha, Fora Bolsonaro e Lula Candidato, foi ameaçado diversas vezes pela coordenação do programa por estar supostamente “ofendendo” os candidatos que ali estavam. Os jornalistas totalmente de joelhos a direita golpista que ali estavam censuraram o companheiro de pronto na sua segunda rodada de perguntas. Uma censura nítida e clara como se pode ver no vídeo abaixo. 

Após a censura do candidato do PCO para a capital gaúcha, suas falas ainda foram completamente distorcidas em proveito de uma campanha da burguesia contra o partido. A burguesia com seus panfletos chamados jornais locais e estaduais, assim como os nacionais, atacou o partido com uma tática já velha: caluniando sua candidatura. Durante o debate o candidato do PCO respondeu durante a pergunta sobre “desenvolvimento tecnológico e cientifico” que o partido não tem um plano milagroso para resolver as coisas administrando a massa falida do Estado. Isso, de pronto, foi usado de má-fé para dizer que o partido não teria programa. O que poderíamos apenas chamar de calúnia, pois se tem um único partido que tem um programa para resolver as mazelas do povo, esse partido é o próprio PCO. Quando as manchetes da burguesia dizem que o PCO não tem programa, o que eles querem dizer é que o PCO não promete nada. O PCO chama os trabalhadores a se organizarem e a se mobilizarem contra os partidos da burguesia golpista e contra a própria burguesia. É justo o ponto que incomoda os donos do regime que é o ponto da calúnia. 

Um exemplo claro é a manchete do Jornal do Comércio, intitulado asquerosamente de “Luiz Delvair: PCO não tem plano para governar a cidade”. A matéria, de 07/10, diz literalmente o seguinte: “O candidato Luiz Delvair (PCO) afirma que o partido não tem um plano para governar Porto Alegre, nem mesmo proposta para o Plano Diretor. […] Delvair aponta que o Plano Diretor do regime burguês é o que tira pessoas de onde elas residem e transfere para lugares sem acesso a infraestrutura e serviços. Como exemplo, cita o recente caso de remoção das famílias da Vila Nazaré.”. Curiosamente, o jornal também abre um parêntese para “desmentir” o candidato e mentir sobre a realidade, dizendo que as famílias da vila citada estão alojadas e bem estruturadas. Todos os outros casos da “cobertura” da imprensa eram no mesmo sentido, isso quando não dividiam a gente com outro candidato apenas com uma linha dizendo a mesma calúnia.  

Para finalizar o candidato do PCO foi caçado por supostamente “não prestar contas” de 2006. Um pretexto burocrático e falso, já que quem não tem contas a prestas não tem como prestar contas. O que deveria ser lógico, acaba sendo um pretexto para censurar a candidatura do partido que se evidenciou em dezenas de entrevistas. 

Pernambuco: a censura e a frente ampla do DEM ao PCB 

Em Recife, o companheiro Victor Assis foi censurado em um debate feito pela UFPR (Universidade Federal de Pernambuco) no dia 28/9. Antes de participar o companheiro foi quase expulso do debate simplesmente por ter caetezaes no seu fundo com os dizeres “fora Bolsonaro”. Causando um complo da direita golpista, entre um coronel da PM, o ex-Ministro da Educaçao do governo golpista de Michel Temer e o candidato do partido do Novo, apêndice do PSDB e o partido do Banco Itaú. Esse conluio foi denunciado e provado no vídeo abaixo.

Enquanto o companheiro fazia a denuncia desse complo golpista, foi interrompido de pronto por Mendonça Filho (DEM) por criticar a sua articulação com a direita golpista para passar a PEC da Morte, que congelou gastos públicos de educação e saúde, causando uma enorme miséria entre os trabalhadores até hoje. Confira abaixo o vídeo da interrupção. 

Assista à denúncia completa do candidato do PCO no debate da UFPE

Novamente vemos os jornalistas dos debates referendando a censura contra o PCO, como no caso de Porto Alegre. 

O caso mostra também como os terceirizados da burguesia atacam o PCO para defender politicamente os golpista, o que evidencia nossa denuncia contra a formação de uma frente ampla entre a esquerda mais golpista e os golpistas de fato. Nessa ocasião, o youtuber Jones Manuel veio à tona para distorcer e caluniar, junto com a imprensa burguesa, o candidato do PCO em Recife. 

 Como podemos conferir na polêmica feita sobre o caso. 

Maceió: a ditadura bolsonarista dos cartórios  

Um caso extremamente escandaloso da verdadeira ditadura que é o regime político golpista é o caso de Maceió. No dia de registrar a candidatura, os militantes do PCO na cidade se dirigiram ao cartório para realizar os tramites burocráticos impostos para pelo TSE. No momento em que os funcionários do cartório perceberam que somos um partido comunista, foram impedidos pelos bolsonaristas de realizar sua candidatura. A atitude, que é um escárnio contra os direitos políticos de um partido político, evidenciam claramente o que acontece em todos os casos: existe uma perseguição política de cunho ideológico do regime golpista comandado pelo governo fraudulento de Bolsonaro. 

Esse caso é a experiencia explicita, contundente, da verdadeira perseguição política contra os candidatos do PCO, que se disfarça em vários casos de um problema burocrático.

Piauí, Bahia, Rio de Janeiro, Paraná: de norte a sul o judiciário golpista rasgando os direitos políticos do PCO  

A palavra “indeferida” vem aparecendo sistematicamente junto com o nome do partido nas páginas da imprensa burguesa. Em menos de uma semana, candidaturas no Piauí, como o caso da companheira Louders Mello, uma conhecida candidata do partido em dezenas de eleiçoes; no Paraná, com a candidatura de Diogo Tadao e de três vereadores, sendo Priscila Ebara, Benedito e Francisco Jr. No Rio de Janeiro capital, com o candidato a prefeito Henrique Simonard; e Barra Bonita. Todos esses casos tem como pretexto a falta de um CNPJ, um problema burocrático. E pior do que isso, um problema da ordem contábil, extremamente secundário e que em qualquer estado democrático de direito não caçaria candidatura de ninguém. 

Ao mesmo tempo em outros casos como Salvador, que não possuem CNPJ, Joao Pessoa e outros casos foram deferidos pela consideração de que o problema CNPJ é um problema jurídico de segunda envergadura, sem relevância para o direito político de lançar ou não candidatos. Escancarando a perseguição política envolvendo os porta-vozes da política do PCO em suas respectivas cidades. 

É uma ilegalidade em si. Todos esses casos mostram como o judiciário está intervindo diretamente para colocar o PCO em uma virtual ilegalidade nas eleições. É uma proscrição do regime político durante as eleições em um ritmo acelerado, mostrando a preocupação da burguesia frente ao fator de desestabilização que é um partido operário.  

O caso Fortaleza: trabalhador não tem direito de se candidatar, apenas a burguesia   

O caso do candidato do PCO em Fortaleza demonstra mais um importante aspecto antidemocrático que se passa as eleições. O candidato do PCO, José Loureto, é um trabalhador que trabalha no setor marítimo. Em vez do “democrático” TSE afastar candidatos em regime de CLT, na verdade a instituição cruza seus braços. Afinal, o próprio órgão não tolera a presença de trabalhadores nas eleições. Após nenhuma consideração sobre esse ponto fundamental para uma eleição democrática, seguida de uma intensa campanha de calúnias contra a candidatura do PCO, a imprensa burguesa alegava que o que o companheiro passava não era uma injustiça do nosso regime democrático, mas uma candidatura fantasma do Partido. Em português claro: trabalhador não pode se candidatar, só burguês que não trabalha. 

Após essa intensa campanha, inclusive assediando para o PCO trocar de candidato, relatado em casos em que o companheiro não conseguiu participar de reuniões pela falta de sinal em alto mar, foi mais uma candidatura indeferida pelo judiciário golpista. Colocando novamente a regra do regime burgues em prática: trabalhador é escravo, não pode fazer política.  

Uma eleição ditatorial é uma fraude  

As eleições de fazendas e cabrestos já eram um jogo de cartas marcadas visíveis a qualquer olhar. De norte a sul os ataques por parte do judiciário, do conluio da imprensa burguesa, se somam em um único objetivo. A burguesia, frente a ameaça que o PCO representa com sua política revolucionário de liquidação do regime golpista, lançando vinte porta vozes dessa política nas capitais do Brasil, em um claro crescimento do partido, se viu ameaçada e passou para um período de ataques coordenados ao partido. 

 O imperialismo, a burguesia nacional, o fascismo são inimigos do PCO e querem proscrever as palavras de ordem que podem varrer a dominação desses setores do país: o Fora Bolsonaro e o Lula Presidente: por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo. Dentro e fora das eleições. Por isso mesmo, é necessário intensificar as denúncias e a própria campanha eleitoral, não reconhecer as decisões do judiciário golpista que quer salvar o governo genocida de Bolsonaro. Mobilizar os trabalhadores por Fora Bolsonaro e todos os golpistas! 

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