militância revolucionária
Trótski dedicou toda sua juventuda à luta revolucionária, foi enviado para a Sibéria deiversas vezes tendo que fugir do país e depois voltar para organizar a revolução
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Jovem trótski
Foto colorida do jovem Trótski colorida digitalmente | Foto: Reprodução

Em função dos 80 anos do assassinato de Trótski, continuamos aqui a série sobre a vida de um dos maiores teóricos marxistas e líderes revolucionários que a história já proporcionou. Nesta matéria trataremos um pouco mais sobre o seu desenvolvimento como militante revolucionário, desde os primeiros passos na social democracia russa até a revolução de 1905.

Um militante dedicado desde o princípio

Anteriormente comentamos que Trótski inicia seu envolvimento com os socialista em um grupo de estudos e discussão sobre o socialismo dos populistas russos aos 17 anos. De fato, só irá evoluir para as posições marxistas 3 anos depois em 1899 durante seu cativeiro na Sibéria. Durante seu período com os populistas sua ação era naturalmente desorganizada, mas mesmo assim turbulenta. Trótski impulsiona a criação da União Operária do Sul da Rússia em 1897 e no ano seguinte é preso por agitação política na região onde cresceu. Foi condenado a 4 anos na Sibéria e é lá onde ele aprofundará seus estudos, lendo diversas obras de Marx e enfim declarando-se marxista.  Nessa época também casou-se com sua primeira esposa Alexandra  Sokolovskaia e tem sua primeira filha, Zinaida.

Da Sibéria Trótski foge para Londres em 1902 onde encontra Lênin e outros dirigentes do POSDR (Partido Operário Social Democrata Russo) e ajuda na redação do Iskra, jornal editado pelos revolucionários russos no exterior. Em 1903 participou do histórico II Congresso dos sociais democratas onde defende as posições de Lênin na votação. Fica conhecido como porrete de Lênin, que nessa época já era um gigante do marxismo russo, pela defesa das posições do mesmo, mas na prática alia-se com os mencheviques, estes sob a liderança de Julius Martov. Como ele mesmo reconhecerá mais tarde, sua permanência aos lados dos mencheviques e posteriormente seu período com autônomo se deram por ilusões teóricas e posições centristas. Achava que poderia unir a duas frações do partido sem entender o caráter classista da separação. Sua aliança com a ala de Martov durou apenas um ano e então passa a agir de maneira independente.

No ano do seu rompimento com os mencheviques (1904) aproxima-se de Parvus, um líder da ala esquerda do PSDA (Partido Social Democrata Alemão). Com Parvus, Trótski começa a elaboração de uma dos seus maiores legados ao marxismo a teoria da revolução permanente. A teoria explica, entre outras coisas, que, por mais que seu caráter seja burgês a revolução nos países atrasados deve ser encabeçada pelo proletariado, pois a burguesia já havia entrado no período histórico em que adota uma posição reacionária irreconciliável.  Os esboços da teoria serão fortalecidos na revolução russa de 1905 que acaba comprovando-a.

Trótski volta para a Rússia em 1905 ilegalmente no intuito de organizar a revolução. Consegue ser eleito como presidente do soviete na cidade mais importante da Rússia na época, Petrogrado. Com a derrota da revolução e a perseguição aos sovietes e revolucionários, Trótski é condenado a viver o resto de sua vida na Sibéria.

akg-images -  Trótski na espera de seu julgamento

Continuaremos a série numa próxima matéria que continuará sobre a vida de Trótski após 1905.

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