Pretexto reacionário
Para asfixiar a mobilização, Bolsonaro e Mourão adotam a velha tática da ditadura militar brasileira, acusando os atos da esquerda como terrorismo
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Bolsonaro e Mourão e o passado que representam e procuram repetir | Foto: Reprodução Blog do Esmael

Na última terça (2), o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro classificou manifestantes, que fizeram ato pela derrubada de seu governo, como “terroristas” e “marginais”.

“Começou aqui com os antifas em campo. O motivo, no meu entender, político, é diferente. São marginais, no meu entender, terroristas.” (Bolsonaro, em frente ao palácio da Alvorada)

Isso ocorre logo após o mentor político de Bolsonaro, o fascista presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, ter dito que irá enquadrar os Antifas como organização terrorista.

Ou seja, todos os manifestantes que estão nas ruas dos EUA neste momento, protestanto contra o regime, estariam sujeitos a ser enquadrados como “antifas”, logo, como terroristas.

Essa tática é bem velha e foi utilizada amplamente por ditaduras no mundo todo pela extrema direita e pela direita, para perseguir seus opositores. Bolsonaro, como fascista que é, está reproduzindo precisamente a política da ditadura militar no Brasil e a política atual de Trump nos EUA.

E como bons capachos da direita norte americana, além de Bolsonaro e Mourão terem feito declarações no mesmo sentido das de Trump, o deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) – que ameaçou meter bala nos manifestantes de esquerda no último domingo (1º) – protocolou na segunda (2) um projeto para enquadrar movimentos antifascismo como terrorismo no Brasil.

É preciso considerar que essa investida dos bolsonaristas tem como objetivo se opor ao ímpeto de mobilização popular que se colocou novamente no cenário brasileiro. Impulsionado pela degradação econômica das condições de vida anteriores e aumentado de forma gigantesca pela pandemia do coronavírus, as mobilizações tendem a se chocar contra o regime golpista. No entanto, ocorrem num cenário muito mais repressivo do que antes do golpe de 2016.

As articulações pré derrubada de Dilma aperfeiçoaram o aparato jurídico e policial para preparar um cenário futuro mais favorável a sua aplicação. Incluem-se aí a operação Lava Jato, a Lei Anti-terrorismo, as leis de “proteção de dados” (que permite a violação dos dados da população), entre tantas outras. Todas elas, aprofundaram os instrumentos de controle do Estado sobre a privacidade e os direitos democráticos da população e neste momento, com a extrema direita no poder, será uma arma a serviço dos fascistas. A única forma de combater essa grave situação, está dada, é preciso intensificar a mobilização popular nas ruas, contra a extrema direita e pela derrubada de todos os golpistas.

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