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Entrevista

Veja os melhores momentos de Rui Pimenta no Pânico na Jovem Pan

O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, participou de uma entrevista no programa Pânico, da Jovem Pan, nessa quarta

Diversos assuntos foram abordados durante a entrevista, como o socialismo, o imperialismo, a indústria brasileira, etc. – Foto: Jovem Pan

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“[O Lula] é um genuíno líder popular, ele não foi criado num laboratório”, disse Rui Costa Pimenta em uma entrevista ao programa Pânico da Jovem Pan, ocorrido nessa quarta (01).

“Eu e meu partido temos um princípio: se nos convidarem para falar, nós vamos”, foi uma das colocações do companheiro Rui, presidente do PCO, sobre participar de um programa da direita. O cenário atual da política brasileira torna tal fato necessário, uma vez que, por um lado, a burguesia suprime os partidos de esquerda não institucionais de qualquer aparição na imprensa burguesa, a qual tem acesso à maioria da população, e por outro, a esquerda apoia, a reboque da direita, diversas medidas de cerceamento da liberdade de expressão.

Diversos assuntos foram abordados, por exemplo a exemplo da liberdade de expressão, a esquerda brasileira, a industrialização no país, o imperialismo, entre diversos outros aspectos da política nacional e internacional. Veja os principais pontos da entrevista (com o vídeo completo ao final):

Capitalismo e Socialismo

“Estamos vivendo numa situação normal do capitalismo […] agora estamos num processo que é tipicamente capitalista, que é a acumulação de riqueza de um lado e a acumulação de miséria do outro, exatamente como Marx escreveu no capital […] Isso conduz a uma explosão social, é uma polarização social que não tem saída”, afirmou Rui sobre a acumulação de riquezas no atual sistema capitalista.

Quando perguntado sobre a existência de um “país-modelo” para o socialismo, Rui afirmou que “Isso é uma concepção equivocada do socialismo. Todos os países que fizeram uma revolução e acabaram com a propriedade privada ficaram no meio do caminho, então não podemos contar como modelo. […] todos são países muito pobres […] lógico que você não vai construir uma sociedade de abundância [nessas condições], você vai distribuir miséria.”

As classes sociais e o papel do identitarismo

“Não acho que a classe operária se transformou numa camada social direitista […] Agora, esse ‘progressismo’ dos capitalistas é uma fachada, uma manipulação porque o capitalismo é muito fraco. Se ele apresentar uma face agressiva, dura, ele não vai conseguir [manter o controle] […] Na América Latina houve vários golpes, mas nenhum desses resultou numa ditadura fechada mesmo. O capital não tem força nesse momento para impor isso.”

Ao ser perguntado sobre a situação do operário atualmente, Rui afirma que “o operário está perdendo conquistas que ele teve na época favorável, depois da Segunda Guerra Mundial, que a burguesia teve de conceder alguns direitos com o Estado de Bem-Estar Social com medo da influência da Revolução Russa sobre a classe operária”. “Agora o capitalismo não tem mais como bancar isso, não tem dinheiro, então agora ele precisa tirar [todos os direitos]. Para isso existe uma satisfação moral”, afirmou, complementando a fala ao se referir ao identitarismo como máscara de empresas que vivem atacando os trabalhadores e seus direitos.

A liberdade de expressão e os princípios políticos

Quando perguntado sobre a defesa da liberdade de expressão feita pelo PCO, Rui afirmou que na ditadura “toda a esquerda defendia a liberdade de expressão. É um princípio político. Apareceu uma circunstância em que a esquerda considera que é mais favorável ser contra a liberdade de expressão […] eu não vou mudar de opinião por causa disso, nós somos um partido de princípios políticos”. O companheiro também complementou: “a esquerda deveria ser fiel aos seus princípios. Se a liberdade for só para quem concorda comigo, aí é uma farsa”.

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O sistema eleitoral

Ao ser questionado sobre a concepção de que o sistema eleitoral é muito antidemocrático, o companheiro Rui afirmou que “primeiro, não existe liberdade partidária, isso aí foi totalmente liquidado. Para você criar um partido hoje em dia como o nosso, legal, é quase impossível. Você precisa ser um grande capitalista, precisa ter muito dinheiro. Segundo, as eleições são controladas por uma quantidade de dinheiro inacreditável”. Após isso, Rui complementou que “o fundo partidário seria democrático se fosse distribuído de maneira igualitária.”

O companheiro também afirmou que, caso existisse igualdade, todos os candidatos a presidente deveriam ter o direito de comparecer aos debates, tendo um mesmo tempo de apresentação para o público, o mesmo tempo de propaganda política na televisão, um maior período para a propaganda eleitoral, etc.

O PCO, o Lula e o PT

“Você precisa ter uma participação ativa na política”, expressou o presidente do PCO, sobre qual deve ser o posicionamento dos revolucionários diante dos fatos políticos. “E tem que ter decisões políticas com um caráter parcial. Você nem sempre vai apoiar a pessoa com quem você concorda 100% das vezes. Você vai apoiar frequentemente pessoas com quem você concorda parcialmente. Nós fomos os críticos mais duros do PT, mas quando o PT se viu confrontado com o que nós consideramos que era um golpe de Estado em 2016, nós defendemos o PT por um princípio democrático […] é um problema de posicionamento de classe”.

O imperialismo e a economia brasileira

“Para o capitalismo internacional, países como o Brasil têm que ser reduzidos a uma posição completamente subalterna. A indústria nacional tem que ser liquidada ─ em grande medida, já está sendo. O Brasil perdeu nas últimas décadas, 30% da sua indústria, a miséria aumenta exponencialmente”, disse ainda o líder partidário. “Se nós tivermos um governo que seja profundamente submisso a essas diretrizes do capital, nós podemos chegar a uma posição que seria difícil voltar”.

“Um problema que muita gente não entende sobre essa questão do imperialismo, do controle dos países pelos bancos, é que isso não é um problema econômico, é um problema político […] o Brasil tem condições de se desenvolver”. Nesse sentido, o companheiro Rui também relatou o fato de como o político direitista Ciro Gomes faliu a Gurgel, fábrica de automóveis brasileira.

Essas e diversas outras falas podem ser assistidas na entrevista completa:

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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