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Bruna Brelaz

Uma serviçal dos inimigos dos negros, das mulheres e da juventude

A presidenta da UNE, com a ajuda da imprensa golpista, disfarça sua política com acusações de machismo e racismo

Bruna Brelaz com o verde e amarelo bolsonarista – Arquivo DCO.

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Com grande destaque na imprensa golpista, a presidenta da UNE, Bruna Brelaz, saiu em defesa da política de frente ampla e da sua visita a FHC. Para fazer isso, atacou o PT, Lula e toda a esquerda, acusando-os do que ela chamou de “rede de ódio da esquerda”.

Não com menos alarde da imprensa golpista, Bruna Brelaz recebeu a solidariedade de uma horda de direitistas. Isso porque a presidenta da UNE, depois de aparecer com FHC, despertou a indignação de muita gente de esquerda que foi às redes sociais criticar a política de frente ampla.

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O coordenador do coletivo João Cândido, coletivo de negros do PCO, e membro da direção nacional do Partido, Juliano Lopes, publicou uma coluna neste Diário afirmando que Brelaz é “Mais uma negra a serviço da casa-grande”. Diante da crítica, Bruna Brelaz perdeu as estribeiras e apelou para o identitarismo e a Justiça burguesa.

Identitarismo porque acusou o PCO de ser racista. Ou melhor dizendo, na sua sanha identitária em que basta acusar de racismo, homofobia, misoginia, machismo etc. para não precisar argumentar, Bruna Brelaz caiu no ridículo de acusar um coletivo de negros de ser racista. De acusar um negro, como é o caso do companheiro Juliano Lopes, de ser racista. Mais ainda: de acusar um coletivo que prega o combate concreto, real, encarniçado e radical contra a opressão dos negros e por sua emancipação, de ser racista!

Mas não bastou acusar de racismo. A presidenta da UNE anunciou na imprensa golpista que vai tomar medidas jurídicas contra o “racismo” do coletivo João Cândido. Com isso, Bruna Brelaz só confirma a acusação de que ela é mesmo uma negra pelega, a serviço dos modernos senhores de escravos. Vai usar a “Justiça dos brancos” para processar um negro, um militante do movimento negro revolucionário.

E se seguirmos a lógica dos identitários, Bruna Brelaz deveria se conter na sua sanha senhorial. Afinal de contas, o companheiro Juliano lopes é um negro bem mais retinto do que ela. Se fôssemos seguir os dogmas identitários, diríamos que a presidenta da UNE está, ela sim, sendo racista. Como ela ousa a usar a Justiça dos brancos para processar um negro?

Nem o PCO, nem seu coletivo de negros, nem o companheiro Juliano Lopes têm a mesma lógica dos identitários. Nesse sentido, tem menor importância se Brelaz é negra ou não. O que importa – e essa foi a crítica – é que sua política está a serviço não dos brancos em abstrato, mas de uma burguesia golpista, imperialista, responsável pela exploração e o massacre do povo pobre e negro no Brasil e no mundo.

Bruna Brelaz é de fato uma negra a serviço da Casa Grande e como tal deve ser tratada. Mas poderíamos até afirmar que a presidenta da UNE cumpre um papel muito mais vergonhoso do que cumpriam os chamados “negros da casa grande” na época da escravidão. Diferente destes, que ─ desesperados pelas torturas da escravidão ─ acabavam se sujeitando a um papel deplorável, Bruna Brelaz faz isso por pura vocação de ser pelega.

A melhor maneira de defender uma política direitista é se escondendo atrás da cor, do sexo, da opção sexual, da região de origem. Por isso, Bruna Brelaz, a horda de reacionários que correram para apoia-la, a golpista que a Folha de S. Paulo e o restante da imprensa golpista, para esconder uma política reacionária, afirmam que não se poderia criticar a presidenta da UNE porque ela é mulher, negra e do Norte.

O mais irônico é que a política de Bruna Brelaz está a serviço justamente dos maiores inimigos dos negros, dos nortistas, da mulher e de todos os oprimidos.

Coloca a organização que preside (a UNE) ─ presidência esta ilegítima, pois eleita em um congresso “fake” ─ a serviço da burguesia, do judiciário, do PSDB e da frente ampla. Mesmo os manifestantes do Fora Bolsonaro ─ a maioria jovens ─ repudiarem a participação da esquerda em atos conjuntos com a direita e a infiltração da direita nos atos da esquerda.

Diz que seus críticos a criticam porque ela é mulher, mas se alia e prega a aliança de toda a esquerda aos maiores inimigos das mulheres. Mas isso não é novidade: na campanha presidencial de 2018, Manuela D’Ávila, correligionária de Brelaz, abandonou a luta pelo aborto para receber o apoio da CNBB. Bruna Brelaz e o PCdoB, portanto, não têm nenhum direito de falarem em nome das mulheres ─ quantas mulheres os governos do PSDB não deixaram viúvas, cujos filhos não foram assassinados pela polícia ou que, elas mesmas, morreram de fome? Quantas não estão sendo despejadas de seus lares neste exato momento em São Paulo, governada pelo PSDB? Não são mulheres as pessoas no vídeo que viralizou, atacando um caminhão de lixo em Fortaleza, governada por Sarto Nogueira (PDT), aliado do PCdoB?

Bruna Brelaz não consegue contra-argumentar os seus críticos. Sabe que sua política é indefensável. Por isso busca censurar e processar aqueles que a denunciam. Afinal, tem plena confiança no judiciário, controlado por aqueles a quem Brelaz serve e com quem está mancomunado. Judiciário este que alimenta as prisões, senzalas modernas. A negra Bruna Brelaz, a serviço da Casa Grande, busca jogar mais negros nessas senzalas.

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