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Calúnia

Debate político não é racismo

Sobre a acusação baixa de Kiko Nogueira e Pedro Zambarda contra o PCO

Faixa do Coletivo João Cândido – Foto: Diário Causa Operária

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O Coletivo de Negros João Candido viu com horror a calúnia feita por Kiko Nogueira e Pedro Zambarda, do sitio Diário do Centro do Mundo (DCM) contra o Partido da Causa Operária (PCO). Os apresentadores acusaram publicamente o PCO de ser um partido racista, isso por criticar as posições políticas do youtuber Jones Manoel, que é negro. Sem apresentar qualquer indício, os apresentadores afirmaram que as críticas às posições políticas defendidas por Manoel, dentre outros, teriam uma motivação puramente racial e não política. O Coletivo de Negros João Cândido, um dos mais antigos coletivos atuantes no país, repudia veementemente a perfídia, que se assenta na ideologia identitária que adoece toda a esquerda nacional e internacional.

No programa “O essencial”, do Diário do Centro do Mundo, em seu canal no You Tube, realizado na última segunda-feira (08/11), os apresentadores Kiko Nogueira e Pedro Zambarda receberam o político do PSOL, Guilherme Boulos, pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo. Entrevista essa que ocorreu após as importantes revelações feitas por este sítio das ligações de Guilherme Boulos com setores capitalistas e organismos internacionais, sabidamente golpistas.

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Nogueira e Zambarda, no entanto, não realizaram sua tarefa de jornalistas, procuraram eles mesmos desqualificar as denúncias, safando o entrevistado de ter de dar as devidas explicações, caso existam. Procuram dar à entrevista o tom trivial, compatível com a oratória e capacidade de análise política de Boulos. O público, porém, não aceitou. Exigiu explicações do psolista ante as fundadas revelações. Os jornalistas abandonaram seu papel de entrevistadores e partiram para a defesa aberta de Boulos, no entanto, sem ter argumentos, passaram a acusar todo público de ser do PCO. As poucas respostas de Boulos sobre o caso o complicaram ainda mais, confirmando que é funcionário do IREE. Após afirmar que não dá “palco para maluco dançar”, forma que encontrou para sair pela tangente, e algumas trivialidades políticas mais, os apresentadores se despedem de Boulos e continuam o programa.

O público, nada satisfeito, insiste nos questionamentos sobre as importantes revelações feitas neste sítio. Os apresentadores claramente afetados por não conseguir defender o político psolista com argumentos, passam à estratégia contrária, desqualificar a reportagem e o próprio PCO, além de insultar o próprio público. É nesse momento que afirmam que o PCO faz críticas a Jones Manoel e que essas críticas são motivadas por racismo. Creem que com essa acusação deslegitimam também as acusações contra Boulos, que estaria, assim, safo de respondê-las.

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Debater política é racismo?

Uma das funções da ideologia identitária é justamente interditar o debate político sério no interior da esquerda. Na falta de argumentos dispõe-se de um leque de termos com os quais tenta-se desqualificar o adversário atribuindo-lhe um defeito moral grave, quando não um crime. Essa ideologia insidiosa espraia-se por toda a esquerda nacional, impulsionada pela própria burguesia e pelo imperialismo, chegando mesmo a setores que não a professam espontaneamente, mas se utilizam dela quando encurralados. É o caso dos apresentadores do DCM, que na falta de respostas claras para questionamentos objetivos sobre a relação de Guilherme Boulos com a burguesia e organismos golpistas internacionais, já que tomaram para si a sua defesa, acusam de racismo quem levantou os questionamentos bastante documentados.

O PCO critica politicamente, ideias e ações, que julga contrárias aos interesses da classe operária e dos oprimidos. O youtuber em questão, Jones Manoel, que se apresenta como “marxista” é um elemento ideologicamente vinculado da esquerda pequeno-burguesa e nada tem de marxista, foi impulsionado pela burguesia, e não é o único, para cumprir um papel.

Esse papel tem como um dos eixos principais servir aos interesses do imperialismo supostamente com posições de esquerda, para confundir os trabalhadores e militantes. Manoel apoiou o golpe de 2016, é um revisionista do marxismo, promotor assíduo da ideologia identitária e, mais recentemente, tem feito um deslocamento ainda mais radical à direita, defendendo a violência das forças repressivas da burguesia contra os próprios negros (como seu defesa do Carrefour e seus seguranças ou das polícias, dizendo que não é necessário dissolvê-las mas sim participar deles). Além disso, tem se destacado atuando conforme os interesses do imperialismo contra a esquerda nacionalista e apoiada nas massas em vários países da América Latina, mais notadamente, neste momento, o governo sandinista da Nicarágua.

Seu papel atual, no Brasil, é criticar a unidade da esquerda por Lula presidente pela “esquerda”. O PCO vê nessa unidade um importante passo na mobilização das massas contra o golpe e por isso trava uma batalha ideológica e política por essa unidade da esquerda e do povo por Lula presidente, as críticas dirigidas a Jones Manoel e a outros se fundamentam na nossa política e de maneira alguma em considerações racistas, como torpemente acusam os “jornalistas” citados.

É uma folha de parreira, a posição de Manoel, que é um garoto-propaganda de Boulos, e de outros é muito clara em favor da frente ampla e contra o PT e a candidatura Lula, cumprem o papel de introduzir o antipetismo na esquerda nesse momento crítico, essas posições não serão escondidas identificando quem as denuncia e as expõe e critica com o carimbo de racista. Ademais, o PCO e o Coletivo de Negros João Cândido de maneira nenhuma se intimidam com tal expediente, continuaremos a denunciar aqueles cuja política é contraria aos interesses dos trabalhadores e do povo pobre do país, seja negro, branco, gay, heterossexual ou o que for.

É uma maneira, além de vil, muito infantil de tratar o debate político. A consciência política das massas somente poderá avançar através de um debate político franco e honesto na esquerda, ainda que assuma vez ou outra tons mais agudos, são nesses confrontos que os militantes se formam e que as massas se educam, sabendo identificar quem são e o que defende cada grupo político.

Mas é ainda preciso destacar o uso oportunista que se faz de um problema político importantíssimo, dos mais importantes do país, que é a opressão racial contra o negro. A esquerda pequeno-burguesa identitária usa a questão do negro para seus próprios fins e estes nada têm haver com a libertação do negro.

A opressão racial que está fundada na “superexploração” econômica da população negra no país, transforma-se em uma questão puramente formal e individual, trata-se de parecer antirracista acusando o outro de racista, isso quando não se trata de um truque barato para simplesmente silenciar o outro que lhe questiona, de promover mudanças que não mudam nada. Tudo uma questão de aparência.

Critica-se uma palavra, uma ação, uma roupa, uma conduta, mas nada se diz sobre a estrutura política e econômica do Estado brasileiro, organizada pela burguesia nacional e o imperialismo que mantém o negro esmagado.

O PCO e o Coletivo de Negros João Cândido, diferentemente da calúnia, têm um programa e lutam efetivamente pela libertação do negro. Lutam por uma revolução democrática liderada pela classe operária que acabe com as bases e todo o edifício político e econômico do capitalismo brasileiro que mantém o negro oprimido, único meio de superar a opressão do negro e seu reflexo ideológico que é o racismo, uma das ideologias mais nefastas da sociedade capitalista. Revolução que, sendo permanente, desmonte por completo o regime capitalista e, com o socialista, traga a completa emancipação do povo negro e trabalhador.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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