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VAR + Globo = destruição do futebol

Eduardo Vasco

Jornalista especializado em política internacional. Colunista do Diário e do Jornal Causa Operária. Na Causa Operária TV, apresenta o Conexão América Latina às terças-feiras, o Correspondente Internacional às quintas, o Minta você mesmo às sextas e o podcast O Mundo em 1h às segundas. Apresenta ainda o programa Causa Operária, todas as sextas às 12h na Rádio Cultura de Curitiba AM 930.

26 de julho

Os valentes do Moncada

Contra o ceticismo dos covardes, eles mostraram que era possível derrubar o regime e fazer a revolução

Fidel Castro e outros combatentes capturados após o assalto ao Moncada – Foto: Reprodução

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Um militar estava no poder. Era um fantoche dos Estados Unidos.

O povo passava fome, sofria de desemprego e não sabia ler.

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A oposição recusava-se a fazer qualquer coisa contra ele.

Pedia-se a ela apoiar um levante contra o governo.

Nem os “democratas”, nem os “comunistas” davam ouvidos a esses pedidos.

Não é hora, há que acumular forças, vamos retirá-lo pelas instituições, isso é um erro tático e estratégico, vocês são uns aventureiros ─ diziam.

Quem, finalmente, compôs as fileiras da luta contra a ditadura foram os jovens maltrapilhos e esfarrapados.

Fidel organizara 1.200 homens armados. Todos alheios aos partidos políticos, adaptados ao regime.

Desses, 163 participaram da ação: 135 no Quartel Moncada, em Santiago de Cuba, e 28 no Quartel Carlos Manuel de Céspedes, em Bayamo.

Os jovens valentes tomaram os quartéis de assalto em 26 de julho de 1953.

Iniciava-se a Revolução Cubana, abortada pela brutal repressão de Batista.

Ordenou o tirano assassinar dez revolucionários para cada soldado morto no ataque.

Na soma dos dois quartéis, apenas seis rebeldes haviam perecido em combate.

Cinquenta e cinco foram capturados, torturados e executados.

Fidel conseguiu escapar da morte.

Em seu julgamento, denunciou os crimes cometidos contra os insurgentes.

Sentenciado a 15 anos de prisão, profetizou e eternizou:

“Condena-me. Não importa. A história me absolverá.”

Apenas seis anos depois, a liberdade chegava ao povo cubano. Por Fidel e pelo Movimento 26 de Julho.

Hoje Cuba é o único país livre em toda a América Latina.

A história absolveu Fidel há muito tempo. Assim como todos aqueles que assaltaram o Moncada.
Que, contra o ceticismo dos covardes, mostraram que era possível.

Inspiraram gerações de revolucionários por todo o mundo.

E ainda são um exemplo a ser seguido.

Quando o imperialismo volta a acossar Cuba, recordemos os valentes:

Sempre 26!

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