Terrorismo de Estado
O extermínio da esquerda como política de Estado
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Ivan Duque "marionete dos EUA" | Foto: Juan Barreto/AFP

Durante o último fim de semana, quatro líderes sociais foram assassinados na Colômbia. A política genocida e atroz contra a esquerda colombiana tem assumido características cada vez mais fascistas sob a tutela do servil fantoche do imperialismo norte-americano. Desde que assumiu o cargo em agosto de 2018, Iván Duque tem coordenado a missão de extermínio dos ex-combatentes das Forças Armadas Revolucionárias desmobilizadas da Colômbia – Exército Popular (FARC-EP).

Um total de 214 ex-combatentes já foram assassinados; sem contar os 721 líderes populares. A sistematização dessa política de características fascistas é o meio pelo qual o governo de extrema-direita de Ivan Duque Correia encontrou para dizimar qualquer foco de oposição ao regime. O capachismo de Duque, no que lhe concerne, tem servido como correia de transmissão do imperialismo na América do Sul. As FARC-EP, agora institucionalizada, fez um apelo ao governo fascista de Ivan Duque exigindo o fim do extermínio.

“Já existem 214 camaradas mortos desde a assinatura do acordo de paz. Precisamos de eventos reais do Estado colombiano para interromper o extermínio”, declarou as FARC-EP..

Essa situação, porém, evidencia a sinuca de bico em que se encontram as FARC-EP. O resultado da sua institucionalização não poderia ser mais negativo, e limitação em que se encontram os levam constantemente a depositarem créditos numa possível intervenção por parte do governo que os acossam. Nesse sentido, o acordo de paz assinado em 24 de novembro de 2016 entre o governo do então presidente Juan Manuel Santos e as FARC, foi um tremendo golpe contra a organização de esquerda. Objetivando a formação de um partido, a Força Alternativa Revolucionária Comum, as FARC-EP desmobilizaram-se ficando completamente entregues aos ataques e à política traiçoeira da direita colombiana. O fato é que, capitaneado por Iván Duque “marionete dos EUA”, o terrorismo de Estado constitui-se como uma política consciente, alavancada pelo abandono da luta através da mobilização em detrimento da luta institucional no parlamento, por parte da esquerda.

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