Autodefesa
Similar às ações tomadas pelo governo de Xi Jinping, Putin procura se defender contra os avanços do imperialismo dentro de seu país.
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Vladimir Putin, atual presidente da Rússia. | Foto: Reprodução.

Em janeiro deste ano, Vladimir Putin, atual presidente da Rússia, propôs ao parlamento uma série de Emendas Constitucionais. Dentre elas, a mais polêmica de todas é a emenda que possibilita a recandidatura de Putin à presidência, podendo permanecer no poder até 2036, somando um mandato de mais de 30 anos.

As emendas, aprovadas pela população na última semana por meio de um referendo, com cerca de 64,99% de participação e 78,03% de apoio por parte dos eleitores; possuem um caráter especialmente conservador, principalmente no que diz respeito à sua posição acerca da comunidade gay. Consta, nos documentos, a definição de matrimônio como a união entre um homem e uma mulher. Ademais, não será permitido qualquer tipo de “propaganda LGBT” para a população menor de idade, representando uma clara influência do lobby religioso ortodoxo sobre a política Russa.

Em frente aos fatos das últimas semanas, a imprensa burguesa prontamente bombardeou Putin com sérias críticas à seu governo. Alegam que, devido à pandemia, a realização do citado referendo é ilegítima, uma vez que potencializa a ausência de eleitores no evento.

Chega a ser engraçado o conforto com o qual essa imprensa utiliza de sua demagogia e hipocrisia. Deve ficar claro que a crítica não é “pró-democracia” ou qualquer falácia do tipo. É, acima de tudo, uma crítica do imperialismo feita para enfraquecer o governo de Putin, que se coloca como um empecilho no caminho da chacina imperialista. Afinal de contas, quando o adiamento das eleições na Bolívia foi barrado pelo atual governo golpista, a imprensa burguesa não vociferou absolutamente nenhuma crítica ao regime.

O fato é que a aprovação dessas emendas se deu por via de um referendo popular. Ou seja, foi a população quem decidiu permitir a possibilidade de reeleição de Putin. Afinal de contas, segundo pesquisas realizadas pelo Centro Levada – instituto russo independente -, Putin se encontra entre as figuras mais admiradas pelo povo russo. Nesse sentido, contrariar a decisão da população é ir à favor do imperialismo exercer seu poder sobre os assuntos internos do um país atrasado.

Para analisar a situação, é prudente voltarmos nossa atenção para os acontecimentos mais recentes na política chinesa. À luz dos ataques desferidos contra o governo de Xi Jinping por parte do imperialismo – as manifestações direitistas em Hong Kong, por exemplo -, a China aprovou a chamada Lei de Segurança de Hong Kong, visando se blindar da influência do Imperialismo sobre a gigante asiática.

As medidas tomadas por Putin e, consequentemente, pela burguesia russa, se enquadram em uma situação muito similar à do governo chinês. No fim, é uma manobra da burguesia para manter um representante do nacionalismo russo no poder, impedindo que a propaganda imperialista se alastre sobre sua população. É uma medida para proteger a cultura, a economia, os bens naturais e, enfim, a nação russa como um todo. Isso se prova ainda mais quando voltamos para o governo de Boris Iéltsin, antecessor de Putin. Sua administração foi marcada por um entreguismo selvagem, possibilitando o ingresso da política imperialista no país.

Finalmente, é completamente legítimo a tentativa de defesa contra o imperialismo por parte do regime russo. As críticas da imprensa burguesa representam a voz do imperialismo, nada mais. Todo apoio à população russa!

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