Tiro pela culatra
Tentativa de Trump de amendrontrar população revoltosa teve efeito contrário, fazendo o movimento crescer em todo o país
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A polícia vem sendo alvo preferencial do repúdio popular | Foto: Arquivo/PCO

A ameaça feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de endurecer o regime e usar tropas militares para conter a revolta da população americana, tornou-se o clássico tiro que saiu pela culatra. Longe de diminuir, os protestos que vem tomando conta da nação mais rica e desenvolvida do mundo cresceram em alcance e também, em radicalidade.

Pelo menos 140 cidades americanas registraram manifestações após as ameaças de Trump, um crescimento enorme, considerando que no último final de semana (sob condições mais favoráveis, portanto), os protestos foram realizados em cerca de 75 cidades. O fato das mobilizações terem quase dobrado sua presença em número de cidades foi expressivo o bastante para o jornal americano The New York Times declarar a atual onda de revoltas como a maior em mais de meio século.

Além do crescimento no número de cidades, os protestos cresceram na demonstração do repúdio popular contra o regime político americano. Seguindo o padrão verificado nos protestos, novos atos de saques foram registrados durante as manifestações, porém com um importante agravante de que pelo menos 40 cidades estão sob toque-de-recolher.

No saldo final, 5,6 mil pessoas foram presas na onda de protestos ocorrida entre a noite do dia 1º e a madrugada do dia 2, contra 4,1 mil na noite anterior, o que implica num crescimento superior a 36%. Destas prisões, 700 ocorreram apenas na cidade de Nova Iorque, onde em determinado momento, o aparato de repressão teria baixado os escudos para se colocar ao lado dos manifestantes. Considerando que cerca de 2 mil manifestantes se reuniram na maior mobilização entre as ocorridas na “terra da liberdade”, 35% terminaram presos pela democracia à americana.

Ainda, pelo menos 125 jornalistas foram agredidos pelo aparato de repressão, demonstrando de maneira muito clara que o dito apego democrático não passa de mera propaganda repetida à exaustão mas que na prática, é profundamente ditatorial, como o brutal assassinato de George Floyd expôs.

Há que se destacar ainda que esta é a segunda vez que Trump tenta intimidar os manifestantes e termina com o resultado oposto. Na primeira ocasião, ameaçando a população revoltosa com “cães muito ferozes” dentro da Casa Branca, os manifestantes terminaram colocando fogo nos arredores da mansão presidencial e obrigado o supostamente valente presidente a se esconder. Nesta nova tentativa, ficou mais profundamente demonstrado a insatisfação popular contra o fascista.

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