Uma imagem que diz muito
O significado do assassinato de George Floyd vai muito além do racismo e da opressão dos negros. Representa a opressão de toda a humanidade pelo regime imperialista.
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Cena de Derek Chauvin esmagando o pescoço de George Floyd que revoltou o povo negro e trabalhador | Foto: Reprodução

Por Eduardo Vasco

O assassinato de George Floyd por Derek Chauvin é o retrato nu e cru do regime capitalista.

Ajoelhado sobre o pescoço do homem negro, mesmo após oito minutos de pressão, o policial sente a necessidade de continuar oprimindo sua vítima.

“I can’t breathe”, grita Floyd, agonizando.

A cena é idêntica a muitas fotografias e pinturas da época da escravidão na África e nas Américas até o final do século XIX. Ou mesmo da opressão colonial sofrida pelos africanos até a metade do século passado.

De igual teor são as imagens de asiáticos escravizados até poucas décadas atrás. Sem contar, é claro, o horror de Auschwitz, Dachau e tantos outros campos de concentração nazistas onde padeceram milhões de judeus.

Fica mais difícil de respirar sob o regime capitalista. George Floyd representa os povos do mundo todo, esmagados por um sistema cada vez mais opressor.

Os gritos para as autoridades e as instituições nos salvarem já não funcionam. Afinal, são elas justamente quem estão nos oprimindo.

“No puedo respirar”, grita um operário mineiro boliviano. Seu país está devastado por séculos de exploração imperialista e pela atual dominação que vem arrancando cada um dos poucos direitos que ainda lhe restavam.

“Wǒ wúfǎ hūxī”, grita um operário chinês nas fábricas das multinacionais imperialistas que adentraram seu país após a traição da revolução que buscou libertá-lo.

“Je ne peux pas respirer”, grita um operário francês, prestes a ser demitido da Renault.

“Não consigo respirar”, grita, desesperado, um carteiro que está prestes a se somar às quase 40 mil vítimas fatais do coronavírus no Brasil. Sua empresa não lhe deu quaisquer condições de segurança para trabalhar em meio à circulação da doença nos locais de trabalho.

A morte de George Floyd ocorre em um momento em que todo o sistema capitalista leva a humanidade à sarjeta. Segundo o Banco Mundial, no final de 2018 metade da população do globo vivia abaixo da linha da pobreza. O mesmo organismo (um órgão 100% imperialista) disse recentemente que ao menos 60 milhões de pessoas cairão para a pobreza extrema até o final deste ano.

Já são 400 mil o número de mortos pelo coronavírus no mundo. Dezenas de milhões de trabalhadores estão perdendo os seus empregos por conta da avassaladora crise capitalista. Outras centenas de milhões têm os seus salários cortados e direitos trabalhistas reduzidos a zero.

O regime nos asfixia mais a cada dia.

No entanto, na medida em que ele nos asfixia, ele próprio padece da mesma doença.

Como escrevi em outro artigo, o capitalismo é como um velho doente que há muito tempo respira por aparelhos dentro de uma UTI. E o coronavírus estão lhe dando um empurrãozinho em direção à morte.

A burguesia, na medida em que destrói a humanidade, pavimenta o caminho para sua autodestruição. Estamos vendo um capítulo mais dessa saga.

Os que não conseguem respirar – os Georges Floyd de todo o mundo – sabem que é preciso encontrar forças para arrancar o joelho opressor de seu pescoço. E os estão fazendo.

Os dramáticos acontecimentos nos Estados Unidos inspiram revoltas em todo o planeta.

Revoltas contra Derek Chauvin, mais conhecido no inconsciente coletivo como capitalismo.

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