Porta-vozes da burguesia
Essa decisão do editorial da Rede Globo reflete os interesses dos capitalistas e defende a decisão tomada pela burguesia em flexibilizar ainda mais a quarentena
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Jornalistas do Jornal Nacional da Rede Globo | Foto: Reprodução
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Jornalistas do Jornal Nacional da Rede Globo | Foto: Reprodução

Em coluna publicada nesta terça-feira, 4, no sítio uol, Maurício Stycer destaca o compromisso da imprensa golpista com a burguesia e revela que o maior telejornal da imprensa golpista, o Jornal Nacional – conhecido como Jornal Nazional, dedicou apenas 10 minutos de um total de 56 minutos de duração a notícias relacionadas à pandemia, nos últimos 7 dias.

Ainda segundo Stycer, “a cobertura da pandemia no JN veio perdendo impulso ao longo da semana passada, mas ainda ocupava um espaço significativo. O número de chamadas na abertura diminuiu para duas ou três por dia e o tempo total dedicado ao assunto também caiu”.

Essa decisão do editorial da Rede Globo reflete os interesses dos capitalistas e defende a decisão tomada pela burguesia em flexibilizar ainda mais a quarentena e retomar as atividades, abrindo comércio, voltando às aulas e jogando o povo a própria sorte. Longe de representar as demandas populares e servir como um instrumento jornalístico minimamente democrático, a manobra dos porta-vozes da burguesia vem logo em seguida à farsa do “fique em casa” – defendido pelo próprio monopólio da comunicação – onde, de fato, não houve qualquer medida por parte dos governos para controlar e combater a pandemia, nem tampouco alguma cobrança concreta por parte da imprensa golpista.

Através dessa linha editorial, a burguesia utiliza seus meios de comunicação para exortar a população ao caos, garantindo o lucro dos capitalistas às custas de milhares de vidas. Enquanto os casos de covid-19 voltam a crescer e os casos de óbito sobem vertiginosamente, os capitalistas articulam medidas para aprofundar o golpe e garantir a farra dos banqueiros e da burguesia de conjunto. A coluna de Stycer nada tem de novidade – esse é o modo como a burguesia tem conduzido a questão da pandemia.

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