Indígenas não foram mortos pelo exército venezuelano, mas por bandos fascistas, diz investigação

An ambulance carrying people that were injured during clashes, is assisted on the Venezuelan side at the border between Venezuela and Brazil in Pacaraima

Da redação – Investigações preliminares indicaram que realmente houve um indígena morto em Kumarakapay, na fronteira da Venezuela com o Brasil, mas, ao contrário do que foi espalhado pela imprensa golpista, a vítima não teria sido assassinada pelo exército venezuelana e sim por bandos fascistas opositores.

Segundo o canal RT, em declarações em meio a um espetáculo musical na fronteira com a Colômbia, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello, revelou informações da investigação que mostram que “bandos armados do deputado Américo de Grazia e do partido Vontade Popular” estão envolvidos no incidente, que, além de deixar uma pessoa morta (não duas), causou 14 feridos.

Américo de Grazia, junto com outro deputado de direita e o próprio usurpador Juan Guaidó (que não é reconhecido como presidente pelo povo venezuelano), foi o grande divulgador da farsa de que dois indígenas teriam sido assassinados por soldados da Guarda Nacional Bolivariana, na manhã de hoje (22).

A imprensa burguesa “noticiou” o acontecimento tendo como fontes apenas os três opositores golpistas, o que já indicava que era uma grande mentira ou distorção do fato.

Na Venezuela, a maioria dos indígenas está ao lado do governo legítimo de Nicolás Maduro, organizados em diversos coletivos e entidades. Para a Assembleia Nacional Constituinte, eleita em 2017, por exemplo, um grande número de vagas de deputados foi destinado aos povos indígenas. Há eleições exclusivas para comunidades e cargos indígenas no país, demonstrando um tratamento mais democrático que recebem os índios venezuelanos do que o que recebem os índios de outros países, como os colombianos ou brasileiros.

Por isso, ontem (21), por exemplo, mais de mil indígenas realizaram uma manifestaçãono estado venezuelano de Zulia, em uma cidade fronteiriça com a Colômbia, em apoio a Maduro e contra a invasão imperialista.

Essa bandeira falsa do ataque dos militares foi o pretexto para uma reunião de emergência convocada pelo ilegítimo Bolsonaro, com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e representantes de mais dez ministérios, exatamente para utilizar de desculpa para que o Brasil seja bucha de canhão do imperialismo na invasão da Venezuela.

Os brasileiros não podem, de maneira nenhuma, admitir uma invasão contra a Venezuela. Se o Brasil invadir o país vizinho, causará uma guerra em que os soldados brasileiros morrerão para servir somente aos interesses alheios aos seus, aos do Brasil e aos do povo brasileiro. Servirão como bucha de canhão para garantir os lucros dos grandes monopólios petrolíferos e das mineradoras, os mais interessados em invadir a Venezuela.