Intervenção imperialista
Após tragédia na capital Beirut, o imperialismo internacional iniciou uma campanha para desestabilizar o governo libanês, o que culminou na renuncia do primeiro-ministro
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Hassan Diab
Hassan Diab, primeiro-ministro que renunciou ao cargo | Foto: Reprodução

A explosão no porto de Beirut pode ou não ter sido causada pelo imperialismo. No entanto, é inegável que a catástrofe que tirou pelo menos 163 vidas e deixou milhares de feridos, além de ter destruído o principal porto do país, é uma mão na roda para os interesses imperialistas em todo o oriente médio. Outra questão que é inegável é o fato de que o imperialismo está utilizando a tragédia a seu favor para dar um golpe de estado no país.

O Líbano é um importante país na região, com grande número de palestinos, além de ser o principal, e talvez único, parceiro comercial da Síria destruída pela guerra com o imperialismo e pelas sanções econômicas. Em sua coluna, Eduardo Vasco detalha vários outros motivos pelos quais seria interessante uma tragédia com essas proporções no país. No entanto, a principal delas é a atuação do Hezbollah.

O Hezbollah é o principal partido político do Oriente Médio, defensor da causa palestina, parceiro do Irã e responsável por ter barrado a ofensiva israelense do país duas vezes. O governo atual tem uma forte presença do partido, o que é um entrave muito grande para a ofensiva imperialista.

O partido é considerado terrorista em várias nações ocidentais. No final de abril deste ano, a Alemanha proibiu qualquer atuação do partido em seu território sob a acusação de terrorismo, o que demonstra já antes desse período uma escalada contra o Hezbollah.

O Líbano também sofria com algumas manifestações contrárias ao governo por parte da direita do país há alguns meses e, recentemente, manifestações contrárias ao imperialismo também surgiram, após Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, ter denunciado a tentativa imperialista de interferir nas nomeações do banco central do Líbano.

Logo após a explosão, o imperialismo começou a intensificar os ataques. Macron visitou o país e exigiu reformas praticamente um dia após a explosão. Os EUA e outros países tentaram “ajudar” nas investigações sobre a causa da explosão.

As manifestações contrárias à “corrupção” do governo também voltaram a acontecer. Os manifestantes que empunhavam bandeiras do Líbano diziam que foi essa corrupção e a negligência do governo que causaram a tragédia na capital do país.

Após as manifestações se iniciarem, três ministros do governo libanês abandonaram o governo e o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, prometeu antecipar as eleições para que fosse escolhido um novo governo. Assim como aconteceu com Evo Morales durante o golpe de estado do ano passado na Bolívia, pouco tempo após chamar novas eleições, o primeiro-ministro renunciou e desfez o governo.

As mobilizações da direita que culminaram na renuncia do primeiro-ministro do Líbano seguiram o roteiro de um golpe de estado financiado pelo imperialismo internacional, se assemelhando a vários golpes e tentativas de golpes que ocorreram no passado e estão acontecendo no momento.

O golpe em marcha no Líbano é um ataque à população libanesa, tendo como foco o Hezbollah. No entanto, o ataque se estende à Síria, ao Irã, à Palestina e a toda a população do Oriente Médio em sua luta por sua libertação contra o imperialismo.

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