Fim da soberania: aviões militares dos EUA pousaram em Manaus sem explicação

avião

Vazou sem alarde na imprensa golpista que, no último dia 29, duas aeronaves militares dos EUA pousaram no aeroporto de Manaus, sem dar explicações alguma, preocupando todos que acompanham o avanço do golpismo imperialista no Brasil, na Venezuela e em todos os países ameaçados pela invasão “democrata” de Washington.

As duas aeronaves, C130 e C17 (numeração que difere os tamanhos entre elas), ambas da USAF (Força Aérea dos Estados Unidos), foram acobertadas pelo governo golpista de Michel Temer (MDB), por seus ministros capachos dos norte-americanos, e pela Infraero, que informou apenas que as aeronaves permaneceram algumas horas no local, sem mencionar nada sobre o que fizeram. 

Fato é que a situação abre uma gravíssima violação da soberania nacional brasileira, pois, ainda segundo as informações da Infraero, a maior das duas aeronaves, C130, veio direto do aeroporto internacional Silvio Pettirossi, no Paraguai, onde o imperialismo controla o governo após o golpe em 2012, e, para agravar ainda mais, teve como destino final mais um país historicamente ligado aos EUA, pousando no aeroporto internacional Luis Muñoz Marin, em Porto Rico.

Ressaltamos esses fatores, principalmente, por conta das ameaças vindas do governo de Donald Trump durante todo o último ano, numa escalada de ameaças que, só no último mês, se agravou a ponto de ministros, senadores e parlamentares norte-americanos, proferirem abertamente que não haveria saída para a “crise” da Venezuela à não ser a invasão e destinarem verba oficial para tal. É evidente que o imperialismo está articulando armamentos para tal finalidade, homens para treinamento das tropas, e, mais além, estrategicamente falando, os pontos onde os aviões circulam são todos alinhados aos imperialismo para tal invasão.

Manaus, está posicionada relativamente próxima da fronteira com a Venezuela e Colombia. Está última tem um governo serviçal dos planos imperialistas contra Maduro e o povo que o elegeu.  Lá, como em outros todos capachos da região (como é o caso do governo Temer) a CIA e outros órgãos golpistas dos EUA, articulam há anos uma intervenção  e/ou invasão em conjunto, com treinamento dado por agentes exteriores dos EUA em 2017,  com a reestruturação de bases militares e ameaças à população.

Neste momento, depois de todas as ameaças e poucos semanas depois da visita do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, ao Brasil, nos deparamos com duas grandes aeronaves militares, fazendo tal escala, do Paraguai, para o Brasil, indo até Porto Rico – que é um “Estado Associado” aos EUA e que está posicionado à frente da Venezuela, na parte oriental do Mar do Caribe -, e outra, a C17, procedente da Base Aérea de McGuire, New Jersey, vindo e retornando direito para seu destino inicial.

Para os que ainda não entenderam a gravidade dessa denúncia, essas aeronaves servem para um tipo de trabalho específico: carregar armamento militar e soldados para guerra, sendo compostas por quatro turbinas, duas em cada asa, uma delas medindo 56 metros de comprimento por 16 de altura e com a capacidade para levar quase 80 mil quilos.

A situação mostra a evolução da onda golpista, principalmente, desde a derrubada da presidenta Dilma Rousseff. Os EUA se preparam para invadir a Venezuela, implementando ditaduras nos países em que deram golpes para controlar a população que está se revoltando contra a política do imperialismo e de seus serviçais que, diante da evolução da crise histórica do capitalismo, joga a classe trabalhadora de conjunto na miséria.

É preciso denunciar  os verdadeiros objetivos reacionários do imperialismo, que não mede esforços para sub-julgar os povos e escravizar à sua vontade. Os trabalhadores devem se organizar e denunciar amplamente essas ações, com a finalidade de reagir à medida e não aceitar que o imperialismo destrua toda soberania dos países que historicamente são esmagados por suas ditaduras sangrentas.

Fora o imperialismo! Abaixo a intervenção e invasão dos EUA na Venezuela, Nicaragua e em toda a América Latina.