Frente pelo Fica Bolsonaro
Em entrevista FHC escancara o objetivo da Frente Ampla, manter o fascista Bolsonaro até 2022, sabotando as manifestações e toda a tendência de luta popular contra o governo.
Frente Ampla - Direitos Já
FHC e figuras da Frente Ampla (L. Huck, G. Boulos, G. Alckmin, F. Haddad e Ciro Gomes). | Foto por: reprodução/tvcidadenews

Em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, na última sexta (26), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que não é a favor da saída do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro. FHC afirma “de minha parte, não acho que devo proclamar ‘quero derrubar’. Quero que o presidente dê certo. Se não der certo, paciência. É feito fruta: quando apodrece, cai do galho”.

Usa ainda como argumento, para ser contra a luta pela derrubada do fascista Bolsonaro, “nós criamos uma democracia que é relativamente jovem e já tiramos dois presidentes. É muita coisa. Eu acho que tem que ter um pouco mais de tolerância” e quando perguntado sobre sua participação no golpe de 2016 afirma que “só apoiou quando não tinha mais jeito”.

BRASÍLIA, DF, 10.12.2015: PSDB. Em reunião FHC afirma “há evidências para o impeachment” (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Primeiro é preciso escancarar o cinismo presente nas respostas de FHC que tentam “limpar” a própria imagem e da direita golpista frente à sua participação no golpe, na perseguição ao PT, na prisão do ex-presidente Lula e na eleição, fraudada, de Jair Bolsonaro. Fernando Henrique juntamente com outras figuras da direita golpista como Aécio Neves, João Dória, Michel Temer, Rodrigo Maia, Sérgio Moro, ACM Neto, foram peças decisivas em todos estes episódios e agora tentam limpar suas imagens, posando como democratas em prol de um “país melhor”.

Segundo que as declarações de FHC deixam claros os objetivos da política da Frente Ampla, o de manter o governo Bolsonaro. A Frente Ampla é uma política que vem sendo propagandeada pela direita golpista, PSDB e DEM principalmente, junto com setores da esquerda pequeno-burguesa, setores do PSOL, PCdoB e do PT principalmente, que se dizem defensores de uma união entre setores democráticos contra o bolsonarismo.

Porém, como temos atestado dia após dia, as ações do grupo da frente ampla, assim como escancarado nesta entrevista por FHC, não tem nada de contrário a Bolsonaro. A Frente Ampla, na verdade, visa aglutinar setores da esquerda e da direita que não tem nenhuma popularidade, nenhum apreço do povo, para junto com setores da burguesia pressionar e controlar o governo Bolsonaro, mantendo-o até 2022, visando também se fortalecerem e a seus candidatos até lá, como já afirmaram.

Outros aspectos da Frente Ampla que desmascaramos são o prejuízo que trazem à luta dos trabalhadores contra o governo de destruição neoliberal de Bolsonaro. Nos últimos setores defensores da frente ampla vêm claramente sabotando as manifestações de rua que estão acontecendo por todo o país, e até fora em outros países, impedindo militantes da base de movimentos populares e partidos da esquerda aderirem às manifestações populares, como tem feito Guilherme Boulos em São Paulo. Além disso, vendem a falsa promessa de que os trabalhadores não precisam nem devem ir às ruas porque a ação “correta” seria a união de políticos e parlamentares da esquerda e da direita e deixar que “por cima”, com ações judiciais, com manobras parlamentares e negociações com o governo, eles resolvam a situação, como se fosse possível melhorar de qualquer forma o governo Bolsonaro sem que haja uma grande pressão popular nas ruas. Um completo engodo.

O “democrata” FHC, tão golpista como os outros, agora querem limpar suas fichas.

Desta forma, os trabalhadores que estão todos os dias nas ruas buscando o pão de cada dia, lutando sozinhos contra a pandemia do coronavírus e para o sustento da família, enquanto Bolsonaro ataca diariamente e os políticos da esquerda pequeno burguesa manobram em benefício próprio, não podem se deixar enganar por essa falsificação.

A única forma de parar toda a destruição e ataques de Bolsonaro e dos fascistas que o acompanham é por meio da organização e mobilização dos trabalhadores. E para isso é imprescindível tomar as ruas com atos diários, por todo o país, unindo trabalhadores da cidade e do campo, estudantes e suas organizações políticas como movimentos sociais, sindicatos, partidos pressionando todo o regime golpista a uma saída democrática que realmente comece a atender às necessidades da população. Se essa saída será por via Impeachment, renúncia do governo e convocação de novas eleições com a participação de candidatos do povo, só a intensidade e força das manifestações poderão definir.

Todos às ruas pelo Fora Bolsonaro e todos os Golpistas! Eleições Gerais Já!

Relacionadas
Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments