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Fascistas querem exibir filme propaganda da ditadura na UFMT, na UFPR e na UEL: os estudantes não podem deixar!
Evento expulsar os fascistas da UEL b
Fascistas querem exibir filme propaganda da ditadura na UFMT, na UFPR e na UEL: os estudantes não podem deixar!
Evento expulsar os fascistas da UEL b

Em 2017 os fascistas tentaram impulsionar em universidades públicas a exibição do filme “O Jardim das Aflições” – que retrata a “obra, o pensamento e o cotidiano” do guru da extrema-direita brasileira: Olavo de Carvalho. Hoje no governo, a extrema-direita faz nova investida com a tentativa de comemoração e defesa do golpe de 64. É neste sentido que está sendo chamada em universidades como a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), a UFPR (Universidade Federal do Paraná)  e a UEL (Universidade Estadual de Londrina-PR) a exibição do filme “1964: O Brasil Entre Armas e Livros”, que dá voz à versão fascista sobre o golpe militar de 1964.

Evento chamado pela página coxinha UEL Livre.

Em 2017 a direita procurava desenvolver, dentro da universidade, sua pequena e artificial base (formada principalmente por professores direitistas ligados à burguesia) tentando fazer frente aos ambientes tradicionalmente ocupados pela esquerda. Esta tentativa foi combatida energicamente pelos estudantes, que através da iniciativa dos Comitês de Luta Contra o Golpe botaram os fascistas para correr em várias universidades e estados, vide Batalha da UFPE.

Desta vez a extrema-direita impulsiona sua base social fascista para a defesa de seu governo em crise, estimulando o golpe militar como carta na manga, como em 1964. Este é o contexto da nova tentativa de inserir nas universidades filmes e palestrantes pró-ditadura militar.

Da esquerda para a direita: Luiz Philippe de Orléans e Bragança; Olavo de Carvalho; Flávio Mongestern; Percival Puggina; Rafael Nogueira.

Os palestrantes

Do herdeiro da família imperial brasileira, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, passando por Olavo de Carvalho, o conselheiro mor do governo Bolsonaro, entre outros professores e ideólogos coxinhas da burguesia.

Mais um fracasso

Bolsonaro incentivou os militares a comemorarem oficialmente o golpe de 1964. No entanto, no último dia 31, atos contra o golpe de 64 e a ditadura militar tomaram conta do país e se transformaram todos em atos pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas.

A ditadura militar e o movimento estudantil

É preciso denunciar que a ditadura militar impediu a organização política dos estudantes enquanto foi capaz, perseguiu, torturou e assassinou estudantes. Essa exibição de filmes pró-ditadura é parte de uma atividade de propaganda para implantar um regime linha dura de extrema-direita.

Portanto, o movimento estudantil não deve permitir a propaganda de um regime político ditatorial que ameaça os próprios estudantes. Os estudantes da UFMT, da UFPR, da UEL e de todos os outros locais onde a extrema-direita tente se infiltrar, precisam fazer como os estudantes da UFPE em 2017 ou como recentemente na UFSC e no Mackenzie.

É preciso expulsar os fascistas da universidade pública e dos espaços da esquerda, dizer claramente fora Bolsonaro e todos os golpistas.

Atualizado 03/04/2019 16:30

Durante a atualização desta matéria a redação tomou nota de que outro evento foi chamado para combater os fascistas e sua tentativa de exibição do filme, desta vez no Centro Politécnico da UFPR em Curitiba.

Confira como foi a tentativa de exibição do filme coxinha na UEL: