UFPE: conheça Rodrigo Jungmann, o Pinguim da Privataria

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O imperialismo, que é a fase final e de aguda crise do capitalismo, organizou uma série de golpes de Estado nos últimos dez anos. Todos os golpes, desde os mais escancarados, como em Honduras, até os mais disfarçados, como na Argentina, têm os mesmos elementos em comum: a necessidade de levar adiante um programa de massacre da classe trabalhadora, de guerra contra a população.

Nos planos do imperialismo, estão todos os ataques imagináveis – e até mesmo os inimagináveis, pois a mente doentia dos capitalistas, que estão dispostos a qualquer coisa para extrair todo suor e sangue dos trabalhadores, é capaz de elaborar projetos impensáveis por qualquer pessoa sã. Como parte dessa lista nefasta, pode-se elencar a privatização completa da Saúde, da Educação e de todos os serviços essenciais para a população, o fim da aposentadoria, a destruição da CLT, a entrega de todas as riquezas naturais, o desmantelamento das principais organizações populares etc.

Para ter sucesso nos golpes e no aprofundamento desses golpes, o imperialismo utilizou todos os instrumentos que lhe são próprios: a imprensa burguesa, o Judiciário, os bandos fascistas, a articulação e coerção do patronato etc. Além disso tudo, o imperialismo sempre pôde contar com os “capitães do mato”, isto é, aqueles que sabotam a si próprios para atender os interesses da direita: os lacaios do imperialismo.

O suposto “professor” de Filosofia Rodrigo Jungmann, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é um dos principais representantes da rede de lacaios corrompidos pela burguesia para fazer campanha privatista dentro das universidades. Declaradamente bolsonarista e seguidor de Olavo de Carvalho, Rodrigo Jungmann utiliza o espaço público das universidades para prestar um serviço de interesse único e exclusivo dos setores mais reacionários da burguesia.

A batalha da UFPE

Em outubro de 2017, Rodrigo Jungmann se tornou um pouco mais conhecido por ter sido um dos protagonistas da batalha da UFPE. Na época, Jungmann já atuava como um infiltrado da direita na UFPE, mas articulava de maneira muito débil as forças direitistas que conseguia reunir. Mesmo assim, o sub-diretor de cinema Josias Teófilo, que havia sido pago para fazer um filme exaltando o guru da extrema-direita Olavo de Carvalho, aceitou participar de um evento de promoção ao seu documentário Jardim das Aflições organizado por Jungmann.

Quando Rodrigo Jungmann anunciou que exibiria o documentário em favor de Olavo de Carvalho, o Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE reagiu mobilizando os estudantes contra a extrema-direita. No dia do filme, skinheads e outros bandos mercenários da extrema-direita convidados por Rodrigo Jungmann tentaram intimidar os estudantes, mas foram expulsos na marra. Mobilizados, mais de cem estudantes colocaram os fascistas para correr.

Um “professor” que exala ignorância

Quando o assunto é Política, Jungmann esbanja estupidez. O “professor” lacaio do imperialismo já falou que Marx era racista e apoiava a exploração do povo negro, que Trótski era contra o armamento dos trabalhadores e que o nazismo se assemelhava mais ao socialismo que ao liberalismo.

Tudo reflete uma profunda ignorância ou uma militância anticomunista bastante interessada. A acusação de racismo faz parte de uma campanha moralista que o imperialismo promove há muito tempo visando distorcer as conclusões de Marx sobre os diferentes modos de produção ao longo da História. A alegação pacifista é ridícula, uma vez que Trótski, como qualquer comunista, defende a revolução armada. A comparação entre socialismo e nazismo, por fim, não pode ser levada minimamente a sério, já que foram os industriais e banqueiros alemães que financiaram Hitler.

Um tiete dos Estados Unidos

Rodrigo Jungmann é visivelmente um capacho dos norte-americanos. Em seu Facebook, Jungmann posta várias mensagens em homenagem ao país que mais financia a miséria mundial. Recentemente, Jungmann falou que os alunos estadunidenses são muito superiores aos professores brasileiros.

Além de sua campanha intensa pela sabotagem à Economia e à qualidade de vida da população de seu próprio país, Jungmann ainda se alia a setores repugnantes da direita brasileira, que afirma que há uma “superioridade cultural” do norte-americano e do europeu sobre o brasileiro. Esse tipo de campanha pode ser simbolizada pela célebre “teoria” de Dallagnol para a formação cultural do povo brasileiro: segundo ele, o brasileiro seria corrupto por não ter sido colonizado por “cristãos”.

O Pinguim da Privataria

Recentemente, Rodrigo Jungmann publicou quatro “estratégias” que a direita deveria seguir. São elas: o fechamento de universidades públicas, o estabelecimento de reitorias alinhadas com o pensamento conservador, a ocupação “progressiva e gradual” das universidades com o ingresso de docentes conservadores e o ensino paralelo em cursos informais “balizados pelo pensamento liberal e conservador”.

Rodrigo Jungmann defende, sem o menor pudor, tudo o que os golpistas querem para as universidades. É, portanto, um inimigo direto dos estudantes, professores, funcionários e todo o pensamento progressista.

Não bastasse seu papel de defensor do golpe de Estado, Rodrigo Jungmann se tornou, desde a batalha da UFPE, um importante articulador da extrema-direita nas universidades e no Estado de Pernambuco. Por isso, esse Pinguim da Privataria, capacho dos Estados Unidos, lacaio dos banqueiros e mentor dos bandos fascistas deve ser energicamente combatido pelos estudantes, trabalhadores e todos os que lutam contra o golpe.