Mais de 300 cidades
O sonho democrático americano que é colocado pela grande imprensa burguesa de forma exaustiva está sendo desconstruído pelo tamanho da revolta demonstrada nos protestos.
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Delegacia incendiada em Minneapolis | Foto: Reprodução

Em meio às notícias sobre a pandemia do novo Coronavírus nos últimos dias, um vídeo viraliza na internet: um homem negro sendo morto por um policial de Minneapolis durante uma abordagem policial. Nas imagens, George Floyd aparece deitado no chão, algemado, enquanto um policial branco pressiona seu joelho sobre a garganta da vítima. Mesmo com os protestos de testemunhas no local, o policial só para com a truculência quando George já está morto. George teria sido acusado de tentar comprar cigarros com uma nota falsa, estava desarmado e mesmo assim foi brutalmente assassinado. A situação revoltante foi o estopim para uma série de manifestações que tomaram as ruas de cidades em todo os Estados Unidos, e estão se multiplicando para outros países. Desde o dia do assassinato de George, em 25 de maio, protestos ocorrem todos os dias no país e chegaram a todos os 50 estados e mais de 350 cidades, entre elas Nova York, Washington, Detroit, Miami e Los Angeles.

Além dos protestos movimentarem milhares de pessoas em plena pandemia, a revolta não se dá apenas pela morte de Floyd, mas por uma situação de massacre contra a população negra e demais explorados norte-americanos, que se intensificou em meio à pandemia.

Saques, carros e estabelecimentos queimados, e até mesmo os veículos de imprensa burgueses foram atacados, e a repressão policial tão questionada entrou em ação mais uma vez. Até agora, durante os protestos, nove mil pessoas já foram presas, e várias cidades adotaram o toque de recolher numa forma de conter as movimentações populares, porém sem sucesso. O presidente Donald Trump ameaçou colocar tropas militares nas ruas numa forma de intimidar manifestantes, mas a ameaça provocou um aumento dos protestos, fazendo com que ele desistisse da ideia.

Além disso, a sua face fascista ficou ainda mais escancarada quando em 31 de maio o mesmo declarou que considerava os movimentos antifascistas como organizações terroristas (algo que foi completamente apoiado pelo seu fã número um, o presidente brasileiro fascista Jair Bolsonaro). O Estado burguês norte-americano tenta de todas as formas colocarem as manifestações populares como algo ilegítimo e tenta também desvalorizá-lo e desencorajá-lo, mas o efeito está sendo o contrário, onde mais manifestantes estão saindo ás ruas em todo o planeta.

Após o começo da revolta nos Estados Unidos, já foram registrados protestos em dezenas de países de todas as regiões do Mundo, levando milhares de pessoas às ruas contra o racismo e o fascismo. Estas manifestações deixam claro que chegamos em um momento de grande polarização mundial e que a luta de classes está mais acirrada como não víamos há muito tempo.

Diante de situação tão crítica, seja econômica, social e estrutural, é necessário tomar as ruas para que os governos burgueses sejam derrubados, juntamente com seus aparatos repressivos, que causam verdadeiros genocídios na população trabalhadora, somente com uma mudança social, a queda do regime burguês e do capitalismo os trabalhadores terão condições de serem realmente livres e viverem em uma sociedade justa e igualitária.

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