Não à frente ampla
É preciso que as organizações de luta dos trabalhadores travem uma luta contra o oportunismo amarelo
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Ato pelo Fora Bolsonaro na Avenida Paulista | Foto: Diário Causa Operária

Desde o início da pandemia de Coronavírus, em março, até a primeira metade do mês de maio, as manifestações contra o governo Bolsonaro ainda não haviam ganhado as ruas. No entanto, o ato em Brasília pelo “Fora Bolsonaro”, no dia 20 de maio, e o ato em São Paulo organizado por torcedores do Corinthians, no dia 31 de maio, contribuíram para colocar abaixo as teses que diziam que o povo não deveria se manifestar durante a pandemia. Os atos seguiram os ensinamentos do povo chileno, que disse: “se podemos trabalhar, podemos manifestar”.

O mês de junho contou com uma grande quantidade de atos. Superior, inclusive, ao número de manifestações que costumava ocorrer no período anterior à pandemia. Ultrapassada essa fase, em que os atos de rua não ocorriam, agora é hora de travar mais uma luta imprescindível para a sobrevivência dos trabalhadores. É preciso derrotar as tentativas da burguesia de se infiltrar nos atos.

Em todo o País, a direita utilizou inúmeros artifícios para tentar afastar os setores mais combativos das ruas e, assim, acabar com a mobilização. Neste momento, uma campanha orquestrada pela Folha de S.Paulo e com a adesão do grupo “Somos Democracia”, está tentando impedir que os partidos políticos levem suas bandeiras e pretendendo que a cor vermelha, símbolo de luta dos trabalhadores, seja substituída pela cor amarela. É preciso colocar-se frontalmente contra essa iniciativa.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido da Causa Operária (PCO) e todas as organizações diretamente ligadas aos trabalhadores sempre usaram o vermelho. Até para o mais leigo em política, não há como se deparar com faixas e bandeiras vermelhas, sem associar o movimento com a esquerda, com os trabalhadores ou, comumente, com o ex-presidente Lula. Já o amarelo, não só descaracteriza o ato, como é uma cor que foi e ainda é usada massivamente pela extrema-direita. Na campanha pela derrubada de Dilma Rousseff, o amarelo era a cor que mais aparecia. O pato da FIESP era amarelo. E o PSDB, principal partido da burguesia brasileira, faz uso do amarelo e do azul.

A luta entre o uso do amarelo e do vermelho não pode ser considerada uma mera questão estética ou um problema secundário da luta política. Muito pelo contrário: a continuidade do movimento pelo “Fora Bolsonaro” depende disso. Como se viu, as várias manobras do senhor Guilherme Boulos (Psol) e do senhor Danilo Pássaro (Psol/Somos Democracia), que encheram a Avenida Paulista de azul e amarelo, praticamente liquidaram o movimento de torcedores contra o fascismo. O amarelo é a culminação de uma política de acordo bom o bolsonarismo, que vai de não enfrentá-lo a dividir a rua com ele. Isso afasta o trabalhador e atrai os piores e mais desqualificados elementos do movimento, aqueles que nunca tiveram vínculo algum com os trabalhadores e que não querem usar o vermelho para permanecer sob o afago da burguesia, é possível dizer, já que esses setores amarelos são o bloco da Folha de S.Paulo nas ruas.

Com efeito, os setores que estão seguindo as ordens da Folha de S.Paulo ao tentar pintar as ruas de amarelo são os mesmos que querem participar de uma “frente ampla” com a direita. Guilherme Boulos, principal representante da “frente ampla” nos atos, não teve nenhum pudor em participar de um evento com Fernando Henrique Cardoso, Tasso Jereissati e outros bandidos políticos.

Para que os trabalhadores possam impor a sua vontade, precisam desfraldar a bandeira vermelha nos atos, de modo a resgatar toda a combatividade vista no dia 31 de maio. É preciso que as organizações do povo participem dos atos e levem suas bandeiras. É preciso, portanto, seguir o método inverso daquele seguido por Danilo Pássaro, que, junto a outros capangas, tentaram atacar um dirigente do PCO da maneira mais covarde possível. É preciso agir às claras e disputar, nas ruas, um programa para a classe operária. Contra o amarelo da Folha de S.Paulo e da direita golpista, contra as pautas genéricas dos frente-amplistas, é preciso erguer as bandeiras vermelhas e as reivindicações classistas da esquerda.

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