Afinou
Militante do MBL, o negro racista Fernando Holiday tenta se dissociar de Sérgio Camargo
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
holiday
O vereador do DEM paulistano Fernando Holiday. | Foto: Reprodução

Em sua edição do dia 3 de junho, o jornal golpista Folha de S.Paulo publicou um artigo que chamou bastante atenção, dado o seu cinismo, do racista Fernando Holiday. O texto, que carrega como título A direita que não vê racismo, é uma indiscutível tentativa do militante do Movimento Brasil Livre (MBL) conciliar-se com setores da esquerda nacional. A pergunta que fica é: por que, após atacar tanto o movimento negro, o bolsonarista Fernando Holiday estaria interessado em se confraternizar com aqueles que chamava de “vitimistas”?

Antes de responder a essa pergunta, apresentamos ao leitor o que exatamente Fernando Holiday escreveu em seu texto. Após uma longa enrolação, explicando que a atuação de Sérgio Camargo na Fundação Palmares teria ultrapassado dos limites, o vereador concluiu:

Isso deve servir de alerta para quem não se cegou na disputa política: falhamos ao não buscar o diálogo e, acredito, o movimento negro falhou ao se render completamente à esquerda. Não podemos abandonar o pressuposto de que o racismo existe. Precisamos aceitar que discutir —com embasamento— o fim das cotas raciais ou questionar a figura de Zumbi não torna alguém racista (ou “capitão-do-mato”). E, finalmente, a Fundação Palmares necessita de uma direção que a recoloque em seu papel histórico; o movimento negro deve reencontrar a tolerância de Martin Luther King; e a direita prudente não pode ignorar esse debate.

A demonstração de cinismo de Holiday é tamanha que procurar contra-argumentar seria um diversionismo. Apenas para refrescar a memória do leitor sobre a figura repugnante que procura agora andar de braços dados com esquerda, Fernando Holiday foi o fascista que invadiu uma sessão na Câmara dos Vereadores de São Paulo que homenageava Che Guevara para arrancar e rasgar cartazes que retratavam o líder cubano. É esse o “diálogo” que Fernando Holiday conhece.

O fato é que Holiday não é um elemento mais moderado que Sérgio Camargo, nem muito menos está arrependido de seu passado de perseguição à esquerda e ao movimento negro. Suas declarações refletem apenas que, no final das contas, o fascista-mirim, que outrora se achava valente o suficiente para invadir escolas para intimidar os professores progressistas, não passa de um frouxo. Agora que os negros nos estados Unidos estão nas ruas expressando todo o seu ódio contra a polícia e a política racista empreendida pelos capitalistas, Holiday, que está vendo a situação no Brasil se radicalizar a passos largos, não quer ser engolido pela fúria do povo.

Desprovido de princípios como qualquer outro direitista, a única coisa que Fernando Holiday quer é salvar a própria pele, nem que para isso tenha de “atirar” em seu parceiro Sérgio Camargo. O movimento negro, no entanto, não deve ter interesse algum em salvar a pele de Fernando Holiday. É preciso aproveitar as condições favoráveis à mobilização para derrubar, nas ruas, o governo Bolsonaro e todos os golpistas em seu entorno.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas