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As ruas cobertas de vermelho em todo o País

Nesta terça-feira, 6 de julho

A Frente Brasil Popular se reuniu ontem, você sabia?

Ou: como o PCdoB tentou fazer com que a FBP condenasse o PCO pela "violência contra o PSDB os atos"

Não se sabe quem, de fato, coordena a Frente. Sabe-se apenas que o PCdoB tentou de todas as maneiras atacar o PCO e defender o PSDB – FBP

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Tive a oportunidade (quase por acidente) de participar de uma reunião nacional da Frente Brasil Popular (FBP) nesta terça-feira (6 de julho). Digo que foi quase por acidente porque só fiquei sabendo da reunião por intermédio de um companheiro do meu partido, o PCO, que alertou nossa direção para o fato de que a reunião aconteceria hoje mesmo, às 9 horas. Havíamos sido comunicados por e-mail… um e-mail enviado às 2 horas da manhã, sete horas antes da reunião.

A última reunião da FBP de que participei ocorreu em março de 2019, em Guararema, era então a III Conferência Nacional da Frente Brasil Popular e um ponto em destaque era justamente a política que a Frente deveria adotar. O PCdoB propôs que a FBP se posicionasse a favor da frente ampla. Foram derrotados. Na manhã desta terça-feira (6), pudemos ver que, diante das manifestações nacionais pelo ‘fora Bolsonaro’, o PCdoB voltou à carga e tentou impor à FBP, novamente, a rejeitada política de frente ampla.

Tal como assinalamos em uma carta aberta ao ativismo e às organizações do movimento pelo ‘fora Bolsonaro’, a transparência e a democracia no movimento são algumas das principais condições para que a luta pela derrubada do governo Bolsonaro possa avançar (e alcançar seus objetivos). Tendo em vista que a reunião (mais uma!) não foi amplamente convocada, tomei a iniciativa de “tuitar”, em tempo real, o que ocorreu na reunião. Reproduzo abaixo os pontos que julgo serem os mais importantes da reunião e deixo aos companheiros a oportunidade de conferir o relatório completo feito no Twitter – que conta com transcrições e resumos das intervenções (a maioria delas, pelo menos), além de meus comentários – na expectativa que os ativistas e organizações que lutam para derrubar Bolsonaro possam tomar conhecimento do quê e, principalmente, de como e por quem os principais problemas do movimento estão sendo discutidos e conduzidos.

A reunião foi presidida por Marcelo Fragozo, um funcionário da CUT. Aguardo, ainda, que os companheiros da “operativa” da FBP apresentem ao público a sua síntese e que, dessa forma, possamos verificar se houve ou não um entendimento claro do que se discutiu e de que resoluções foram tomadas.

“Análises de conjuntura”

A reunião foi aberta com a discussão sobre a “análise de conjuntura”. Nesse ponto, três pessoas (Nivaldo Santana, do PCdoB; Sonia Coelho, da Marcha Mundial de Mulheres [MMM] e Leidiano Farias, da Consulta Popular) tiveram 10 minutos cada um para apresentar a sua análise. Os demais partidos e organizações de massa que fazem parte da FBP teriam apenas três minutos cada e apenas 15 inscrições seriam aceitas. Eis o que disseram:

“Achamos equivocado vaiar o presidente da Força Sindical” e  “condenamos a hostilização de forças políticas [PSDB] que querem participar do nosso movimento”, disse Nivaldo Santana (PCdoB).

“Isso [hostilizar o PSDB] é criar falsas contradições em nome de interesses pós-governo Bolsonaro”, completou. Deixou no ar a questão: “estaria ele falando contra a palavra de ordem de ‘Lula presidente’?” 

Sônia Coelho não tocou nenhum ponto fundamental da atual etapa de luta, falou apenas generalidades e, até mesmo, coisas incompreensíveis como ” “pra chegar em 2022 temos que ganhar e governar e colocar as reformas estruturais necessárias para esse país (…) como vimos nos próprios EUA, no Peru, como estão organizando o golpe (…) só com muito protagonismo dos movimentos é que vamos conseguir virar a página no país”.

Leidiano Farias (da Consulta Popular) acrescentou um tom pessimista à “análise”: “no plano geral a situação é ainda defensiva (privatização da Eletrobrás, dos Correios). A situação é desfavorável para nós. Estamos nos reposicionando, criando as condições para uma contraofensiva”, disse. 

Foi o primeiro a defender o verde e amarelo nas manifestações: “Um elemento importante é resgatar a nossa simbologia, o verde e amarelo e ela pode ser combinada com o vermelho”, afirmou.

Um “debate” em que só o PCdoB fala

A essa altura, 172 pessoas acompanhavam a reunião transmitida pelo Zoom. Foram abertas as 15 inscrições (que se tornaram 28 depois) para intervenções de três minutos que, ao final. Desses inscritos todos, pelo menos 10 pessoas intervieram, direta ou indiretamente, em nome do PCdoB. Se isso fosse uma representação proporcional ao seu peso no mundo real, seriam maiores que a CUT, o PT, o MST e a maioria das organizações de massas juntas. Por isso dou destaque aqui ao que eles disseram.

Pouco depois do “informe” sobre a conjuntura, Iago Montalvão, presidente da UNE (da UJS/PCdoB) toma a palavra (é a segunda intervenção do PCdoB na reunião): “temos que ampliar o movimento… não podemos romper participação de outros campos ideológicos [disse expressamente: “a direita”], temos que colocá-lo sob nosso guarda-chuva, sob nossa liderança”…

Rogério Nunes (PCdoB): “temos que ampliar o leque de forças a partir da CPI, ampliar essa luta e fazer com que essa campanha atenda os interesses de todos os que são contra Bolsonaro”… Traduzo: ele disse que o PSDB, que é base do governo no Congresso, está contra o governo…

Renata Rosa (secretária de comunicação do PCdoB de S. Paulo. É  a quarta oradora do PCdoB na reunião): “temos que ampliar nossas mobilizações… tanto com o povo, como também com as forças políticas que possam desgrudar do governo Bolsonaro e somar a luta conosco”.

Tonhão”(FACESP – filiada à CONAN… é a 5ª intervenção de um elemento do PCdoB): “temos que coibir os movimentos de extrema esquerda cujas ações dividem o movimento”. “Temos que nos posicionar contra a hostilização de filiados do PSDB, como ocorreu no ato em SP” (…) é “inadmissível”, completou.

Natália Trindade (União Brasileira de Mulheres – UBM, uma organização ligada ao PCdoB), é mais uma do PCdoB a falar… em menos de 20 minutos de reunião: “é inadmissível pessoas falarem que vão cometer atos de violência contra X, Y ou Z… isso afasta [o PSDB] do nosso movimento…”

Mais algumas intervenções e Arthur Nogueira (vice-presidente Regional da UNE no DF, da UJS/PCdoB) intervém: “a unidade com a Frente Povo Sem Medo fortaleceu nosso movimento… temos que exercitar a política da FBP principalmente agora que forças da centro-direita querem participar dos atos”.

Depois de uma breve intervenção do companheiro Antônio Carlos Silva, falando em nome do PCO, André Tokarski, secretário de Juventude e Movimentos Sociais do PCdoB, abriu o microfone e explodiu: “não tem condição desse pessoal (do PCO) participar da FBP”.

Mais algumas intervenções e Edson França (é da “UNEGRO” e o nono orador do PCdoB) acrescenta: “temos que ter em prioridade a segurança… o tumulto causado pelo PCO coloca a vida das pessoas em risco”. Ele acrescentou que  “temos que ter em prioridade a segurança… o tumulto causado pelo PCO coloca a vida das pessoas em risco” e propôs: “a CTB e a Frente Povo Sem Medo têm que intervir porque têm experiência nesse negócio de violência, coibir o pessoal”… i.e.: o PCdoB e o PSOL direita do movimento tem que policiar o movimento e impedir que o PSDB seja atacado.

“O Kim Kataguiri tá chamando outro ato, e isso é ruim, divide o nosso movimento…”, concluiu.

Manobras de centro acadêmico

Encerradas as inscrições sobre a “conjuntura”, sem que o PCO pudesse falar mais do que três minutos para denunciar as calúnias vindas tanto do PCdoB na reunião quanto da direita, por meio da imprensa burguesa, a reunião passou ao debate “sobre a construção da Frente Brasil Popular nos Estados” – isto é, 27 intervenções de quatro minutos, uma de cada representante da FBP em um Estado (não se sabe como foram escolhidos para falar, quem lhes deu mandato para representar os diferentes movimentos agrupados na FBP em cada Estado).

Quase uma hora depois de informes vagos sobre o que tem sido feito nos Estados entre um ato e outro e comentários genéricos sobre a situação política, nenhuma proposta de encaminhamento, nenhuma resolução foi apresentada sobre a organização da FBP nos Estados.

O assessor da CUT, Marcelo Fragozo, encaminhava o encerramento da reunião agrupando as generalidades ditas ao longo de quase quatro horas e foi interrompido pelo pedido do presidente da UNE (Iago Montalvão, do PCdoB) de que a FBP aprovasse uma nota “simples”, que ele ia ler “rapidinho” ali mesmo, que tinha coisas “consensuais”. A nota (que não foi distribuída a ninguém para leitura, apenas mostrada em um compartilhamento de tela) reproduzia a “analise de conjuntura” do PCdoB: “a CPI fortalece o movimento”, “traz outras camadas”, “o pedido de impeachment também”, “é preciso ampliar o movimento” e… “condenar a violência nas manifestações”.

Ao propor isso, estava querendo contrabandear suas posições como resoluções da FBP. A condenação da violência “em geral” (como tentou justificar o presidente da UNE depois de várias objeções levantadas) tinha como objetivo – obviamente – condenar a “violência em particular” do PCO, tal como disseram todos os representantes do PCdoB ao longo da reunião, tal como a imprensa capitalista vem afirmando sistematicamente desde o dia 3 e, corroborando as calúnias que foram levantadas e reproduzidas pela Revista Fórum, o blog Cafezinho entre outros.

Em resumo, os bons e velhos métodos do PCdoB no movimento estudantil: apresentar, ao final de uma reunião que não foi convocada para deliberar sobre nada, quando metade do quórum já havia se retirado, que se aprovasse uma nota em repúdio à violência que, na atual situação, só pode estar dirigida aos únicos promotores de violência mas manifestações, segundo eles e a direita: o PCO e os “black bloc” que quebraram uma agência bancária e a fachada da universidade Mackenzie.

Companheiros da CUT, da FUP e do PT não permitiram que o critério do consenso em uma frente única fosse atropelado. Júlio Turra (da Executiva Nacional da CUT) afirmou que “não podemos cometer um equívoco: as entidades que fazem parte da FBP preservam sua personalidade e autonomia, agora… a FBP não é uma instituição à parte. É a composição das entidades… Eu não tenho mandato da CUT p/ assinar nada contra o PCO ou a violência”. 

“Proponho que o Iago leia a nota e que quem queira assinar a nota assine com seu nome. Vamos criar uma situação difícil se assinarmos como ‘FBP’, vai dar a ideia de que estamos sancionando a condenação ao PCO em nome da condenação da violência”, completou.

Gerson Castellano, representante da Federação Única dos Petroleiros (FUP, ligada à CUT), se manifestou diversas vezes no chat e, ao final, quando o PCdoB tentou aprovar sua nota. “Não podemos generalizar e excluir um parceiro histórico de luta. Hoje me preocupo mais com PDTista que nos chama (PTista) de ladrões e corruptos (que gera violência física e moral) do que os compas do PCO que eventualmente tenham membros que se excedam”, disse.

“Penso que o pessoal do PCdoB que está tendo mais tensionamento com o PCO, até de forma insistente e organizada. Uma pena, melhor resolver do que afastar os irmãos e irmãs de luta”, afirmou em outra mensagem no chat.

A manobra do PCdoB foi, por fim, derrotada. Mas…

A “operativa” vai discutir

Uma “proposta de consenso” foi apresentada pelo mediador (Fragozo): encaminhar a discussão sobre aprovar ou não uma nota “contra a violência” para a “operativa” da FBP. Solicitei um esclarecimento: “quem é essa operativa? Quando vai se reunir? É uma instância superior a essa reunião em que estamos?”. Fragozo esclareceu: “é um órgão executivo, não deliberativo, subordinado à frente”, ou seja… não tem autoridade nem competência para discutir a questão.

A essa altura, a reunião implodiu dada a falta de acordo em condenar a “violência”… do PCO. Aparte após aparte, questão de ordem após questão de ordem, finalmente, nenhuma votação foi encaminhada e Fragozo terminou sumariamente a reunião. 

A “operativa” não tem data nem local para se reunir. Não se sabe quem são seus membros. Não se sabe o que estará na pauta, nem se o PCdoB vai tentar levar aí uma moção contra a violência do PCO… ou pior, um pedido de expulsão do PCO do movimento. Pode-se esperar de tudo desta reunião, afinal, como disse o assessor da CUT que presidiu o encontro desta terça-feira: “a gente não escolhe a pauta quando marca uma reunião”. Isso, pelo menos, ficou claro: quem pautou o debate não foi a FBP, nem mesmo sua misteriosa operativa, mas o PCdoB, que usou mais de 10 intervenções e uma manobra espúria para atacar o PCO e defender o PSDB.

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