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Para onde vai a esquerda?
Em uma gigantesca crise na América Latina, começa o 7º Congresso do PT
Até domingo realizando-se o encontro nacional do maior partido do continente
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Para onde vai a esquerda?
Em uma gigantesca crise na América Latina, começa o 7º Congresso do PT
Até domingo realizando-se o encontro nacional do maior partido do continente
Manifestações na Colômbia em meio à maior greve geral do País, nesta semana
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Manifestações na Colômbia em meio à maior greve geral do País, nesta semana

Quando escrevíamos essa coluna, estávamos a poucas horas da abertura do 7º Congresso do Partido dos Trabalhadores, o maior partido da esquerda latino americana em uma situação em que o conjunto da região encontra-se em uma situação pré-revolucionária.

Em vários países, a mobilização dos trabalhadores e demais setores explorados colocou-se no terreno do enfrentamento com os governos golpistas e pró-imperialistas. Em todos eles, a esquerda burguesa e pequeno burguesa, de tipo nacionalista, que  governos esses países, mostrou-se um verdadeiro fracasso no sentido de oferecer uma perspectiva, uma orientação à massas que se rebelam contra a direita golpista e “neoliberal”, no sentido de levar essas mobilizações à uma vitoria efetiva, à conquista das reivindicações populares.

Pelo contrário, por todos os lados, se vê que enquanto as mobilizações assumem características cada vez mais combativas e até mesmo revolucionárias e há uma notória evolução no sentido da compreensão da necessidade de derrotar a brutal ofensiva do imperialismo e dos seus súditos da direita local por parte de amplas parcelas das massas, um entendimento crescente de que ou há uma derrota da direita ou as massas amargaram (com já vem acontecendo) co um brutal retrocesso em suas já precárias condições de vida, por outro lado, a esquerda, assume posições cada vez mais conciliadoras e no sentido da conciliação do entendimento com os algozes da esquerda e de todo o povo.

Notadamente a esquerda não se preparou para essa etapa. Assimilou e difundiu uma crença profunda nas ilusões democráticas que semeou, nas quais a direita pisoteia, sem dó, assassinado, torturando, colocando suas lideranças na prisão, no exílio etc. etc.

Na maioria dos casos, essa esquerda é ainda a esperança das massas, sua direção. Mas sua política se mostra cada vez mais incapaz de apontar uma alternativa que sirva aos interesses populares. Serve cada vez mais aos interesses de setores dessa própria esquerda, interessada na impossível volta da situação anterior, do período em que a direita se viu na defensiva diante da rejeição popular e se viu forçada a conviver com a esquerda no governo, conciliando com a direita, sofre a sabotagem, de certa forma, natural de quem defende os interesses do grande capital contra o povo e que se preparava para dar o bote por meio de golpes de Estado, dados sob as mais variadas formas.

O PT, uma partido muito heterogêneo, e profundamente pressionado pelos setores reacionárias que em seu interior defenderam uma política de “virar a página do golpe”, armar um “plano B” contra a maior liderança do Partido, entregá-la, sem luta, para as forças da repressão,, se opor à realização de qualquer mobilização real pela sua liberdade etc. etc. se vê – como a imensa maioria da esquerda – pressionado a adotar os mesmo velhos remédios e vive “dilemas”, o maioria deles próprios de “quem não vê perspectiva na mobilização revolucionária das massas e que não vê viabilidade em uma aliança diretamente com o “centro” golpista”, como assinalamos no artigo em que permitamos nesse Diário com o professor Aldo Fornaziere, intitulado, Fornazieri e a esquerda confusa ante a soltura de Lula.

Nas próximas edições, nos debruçaremos sobre as resoluções e debates tornados públicos desse importante Congresso.

Os desafios são muitos.

Um deles, unificar os setores classistas, dentro e fora do PT, que se mobilizaram contra o golpe, contra a prisão e pela liberdade de Lula e que entendem a importância fundamental de dar continuidade e evoluir nessa luta, pela liberdade plena do ex-presidente, pela anulação da criminosa operação lava jato, pela anulação das eleições fraudulentas (sem Lula) que impuseram ao País o governo ilegítimo de Bolsonaro e seus ataques contra todo o povo; pelo Fora Bolsonaro; pela realização de novas eleições, livres e democráticas, com Lula livre e Lula candidato.

A II Conferência Nacional Aberta dos Comitês de Luta, a ser realizada nos dias 14 e 15 de dezembro, em São Paulo, aponta nessa perspectiva e precisa ser impulsionada entre toda a esquerda que não ser ver passar e ser desperdiçada a oportunidade para fazer o Brasil e toda a região evoluir em um sentido revolucionário.