Resistência a censura
Além de denunciar o caso como ato de censura e perseguição política, devemos prestar todo o apoio a atleta, por seu papel na luta contra o fascismo.
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Carol-Solberg-Joaquim-Monteiro
A Confederação Brasileira de Vôlei teve de engolir o "Fora Bolsonaro" gritado pela jogadora de vôlei | Joaquim Monteiro

Carol Solberg denunciada ao Superior Tribunal de Justiça Desportivo após gritar “fora, Bolsonaro”, vem resistindo a censura e perseguição política da extrema direita fascista, mostrando como uma atleta deve se posicionar diante da ditadura em curso.

A jogadora de vôlei de praia foi condenada STJD por se manifestar contra o ilegítimo presidente da República, mas vai recorrer da decisão, que pediu pena máxima a Carol, que pode chegar R$ 100 mil. Os advogados da jogadora entendem que “o fato é atípico” e que por isso merece ser analisado novamente. Na visão dos advogados da atleta, Felipe Santa Cruz e Leonardo Andreotti, o Código Brasileiro de Justiça Desportiva e o Regulamento das competições não possuem nada que proíba tal conduta.

“Os advogados estão confiante que o Pleno do STJD, ao avaliar tecnicamente a questão, certamente não chegará a outra conclusão que não a absolvição da Atleta, mas que o caso é paradigmático e pode colocar o país na vanguarda da discussão sobre o tema”, diz trecho da nota enviada pela defesa da atleta.

Caso a atleta aceitasse a pena, o caso seria arquivado, já que a promotoria não recorreu da pena. Entretanto a jogadora e seus advogados entendem que a advertência é uma censura e algo ilegal, já que não há nada na lei que vete um atleta de se manifestar neste sentido.

No julgamento Carol foi condenada por três votos a dois. O relator do caso, Robson Vieira, disse que ela descumpriu trecho do regulamento que proíbe dar opinião que prejudique a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) e seus parceiros comerciais, mas a pena poderia ser branda e convertida em advertência. A entidade conta com o Banco do Brasil como um de seus patrocinadores.

Um auditor acompanhou o voto e o presidente da comissão, Otacílio Araújo, afirmou que a advertência seria um “puxão de orelha” na atleta, para que ela não repetisse o ato. Outros dois relatores pediram a absolvição, por entender que ela não infringiu o regulamento. Ainda não há data para um novo julgamento.

O caso é emblemático do uso da censura empregada pelas instituições burguesas e reacionárias, como instrumento de repressão e dominação ideológica, que neste caso, por medo do crescente repudio ao governo golpista procuram de todas as formas, mesmo que ilegais, intimidar seus os opositores. Nesse sentido, além de denunciar o caso como ato de censura e perseguição política, devemos prestar todo o apoio a atleta, evidenciando tanto seu importante papel na luta contra o fascismo, quanto a imperiosa palavra de ordem fora Bolsonaro!

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