Para os pobres, nem migalhas
O governo Bolsonaro segue despejando rios de dinheiro para os grandes capitalistas. Agora, as montadoras, que sequer são empresas nacionais, receberão R$ 4 bilhões cada!
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Foto: Shutterstock
Operários trabalhando numa montadora de automóveis | Foto: Reprodução

Todos os dias, o povo brasileiro recebe diversos ataques por parte do governo Bolsonaro. O último tapa na cara foi publicado no jornal direitista Folha de S.Paulo: Em meio à gigantesca crise social com a pandemia do Coronavírus, o governo vai ao socorro das montadoras de automóveis, distribuindo 4 bilhões de reais por empresa

Para a população trabalhadora, que nunca teve direito a nenhum isolamento social, os governos – não apenas o governo federal – não dão absolutamente nada. Além do pequeno número de testes – o que ajuda a mascarar a verdadeira dimensão da crise -, não há nada sendo feito no sentido de conter a epidemia, como construir emergencialmente hospitais de campanha, aumentar o número de leitos hospitalares, etc. O restrito isolamento social já está sendo suspenso em diversos lugares e até mesmo o auxílio emergencial simplesmente não chega às mãos de quem mais necessita dele. Quer dizer, para os trabalhadores, que estão sofrendo largados na fogueira da pandemia, não há senão migalhas, e as migalhas não chegam para todos.

Por outro lado, para os capitalistas, não há arrocho fiscal. As torneiras do governo estão abertas, despejando rios de dinheiro público nos já vultosos cofres dos grandes capitalistas. Embora sejam uma base de apoio para o bolsonarismo, a realidade é que o governo Bolsonaro despreza totalmente até a própria pequena-burguesia que o escora: como Guedes revelou, é ‘desperdício’ gastar dinheiro com essas empresas pequenas.

Para os banqueiros, já no início da crise, o governo havia destinado R$1,2 trilhões de reais, uma quantia inacreditável. Agora, Bolsonaro faz “caridade” com as gigantescas montadoras, que controlam o mercado automotivo do Brasil, ajudando assim esses tão necessitados e pobres capitalistas. Enquanto isso, os números “oficiais” dão conta de mais de 35 mil mortos pelo Coronavírus no país. E, mesmo essas estatísticas, que estão muito longe de serem confiáveis, têm sofrido tentativas de censura por parte do governo e dos militares, que temem que os dados da pandemia, mesmo maquiados, possam atear fogo ao país. 

Ao contrário do que procura apresentar a grande imprensa capitalista e parte da esquerda nacional, Bolsonaro não é um maluco isolado. Ele está na cadeira presidencial justamente por que o seu governo é um governo de tipo capitalista “radical”, que pretende continuar distribuindo trilhões para os grandes empresários e menos que migalhas para os trabalhadores, mesmo diante da maior crise social que o Brasil já viveu. 

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